Por onde anda (Interior) – Parte Final

Por Paulo Unzelte: 

 Fim de ano, fim de temporada do futebol brasileiro e fim da série dos clubes ”sumidos” do nosso interior. Para fechar, destaco times das últimas letras do alfabeto, que coincidentemente acumula uma série de equipes tradicionais, como o Taubaté, União São João e os queridos XV de Piracicaba e o de Jaú.

TAQUARITINGA

 

Fundação: 17 de março de 1942

História: o CAT, como o Clube Atlético Taquaritinga também é conhecido, foi fundado com as cores da Itália (verde, vermelho e branco). O problema é que isto aconteceu em plena II Guerra Mundial, período em que havia uma lei que proibia o uso das cores e nomes em referências às nações inimigas. A saída foi trocar o branco da bandeira italiana pelo preto. Muitos historiadores afirmam que a inclusão do preto foi um protesto pela proibição. Disputa seu primeiro campeonato profissional em 1954, a terceira divisão. Não joga em 1955 e debuta na segunda divisão em 1956, torneio que disputa até 1959. Em 1960 se licencia e volta para a terceira divisão em 1961, conquistando o título em 1964. Após jogar a segundona por três anos consecutivos, se licencia novamente do futebol em 1968. Permanece sem jogar as competições promovidas pela Federação Paulista até 1973. Em 1974 retorna e joga a terceirona. O CAT cai para a quarta divisão em 1977. Conquista o acesso em 1979 e uma nova era começa para o clube.

Participação em Campeonatos Paulistas: Em 1981 sobe para a segunda e em 1982 é campeão desta divisão, alcançando pela primeira vez a principal divisão. O grande problema é que o estádio do CAT não tinha condições de receber os jogos. Num esforço que contou com a ajuda de toda a população de Taquaritinga, foi construído o Taquarão em tempo recorde, estádio que foi plenamente aprovado. Após uma estréia discreta na elite em 1983, o Taquaritinga faz má campanha e é rebaixado em 1984, retornando para a primeira divisão apenas em 1993, após conquistar o título da segundona em 1992.  

Rebaixamentos: novamente o CAT não consegue se destacar na divisão principal do futebol paulista e com a reestruturação promovida pela Federação Paulista de Futebol, os clubes que ficaram do 5º. ao 14º. lugar do Grupo B em 1993 – grupo que era formado apenas por equipes consideradas pequenas – voltaram para a segunda divisão. Começa uma seqüência de quedas: 1995 para a terceira divisão e 1996 para a quarta divisão. O clube volta para a terceira em 1998, mas cai novamente em 1999. O Taquaritinga reage e conquista uma série de promoções: 2000 para a terceira e em 2002 para a segunda divisão. No período de 2003 a 2009 o CAT fez uma série de boas campanhas e quase alcançou o acesso para a primeirona em diversas oportunidades. Infelizmente em 2010 o CAT volta a ser rebaixado para a Série A-3 (terceira divisão)

Que fim levou: em 2011 o clube disputará a Série A-3 do Campeonato Paulista (terceira divisão).

Confrontos com o Corinthians

São apenas cinco confrontos. O Coringão venceu três, empatou um e perdeu outra. O alvinegro marcou seis gols e sofreu três.

TAUBATÉ

Fundação: 1 de novembro de 1914

História: desde 1904 o futebol era praticado na cidade de Taubaté, porém foi só em 1914 que o Sport Club Taubaté (atual Esporte Clube Taubaté) é fundado.

Participação em Campeonatos Paulistas: Disputa os campeonatos amadores com destaque até que em 1927 joga o seu primeiro campeonato paulista, organizado pela Liga Amadora de Futebol (LAF), porém largou o torneio no meio, juntamente com Corinthians, Independência, Sílex e Sírio, e seus resultados foram ignorados. Somente em 1947 volta a jogar um campeonato paulista, desta vez o da segunda divisão, permanecendo nele até 1954, quando conquista o título e o direito de jogar a primeira divisão. Joga contra os grandes clubes por oito anos (de 1955 a 1962), sendo que a sua melhor colocação foi um 7º. lugar em 1959. Disputou a segunda divisão de 1963 a 1968. De 1969 a 1975 se retira do futebol profissional. O retorno se dá em 1976, novamente na segundona. Em 1979 o Taubaté repete o feito de 1954 e conquista o título, voltando para a primeira divisão com todo direito. De 1980 a 1984 joga na elite do futebol paulista, com destaque para a campanha de 1984 quando o Burro da Central ficou na 6ª. colocação e por pouco não disputou o quadrangular decisivo.

Rebaixamentos: a queda veio em 1984, quando o clube ficou na 20ª. e último lugar. A partir daí o “caldo engrossou” para o Taubaté. De 1985 a 1993 joga a segunda divisão. De 1994 a 2003 joga a terceirona, voltando para a segundona em 1994, mantendo-se nela até 2007. Encara a Série em 2008, a Série B-1 (quarta divisão) em 2009 e retorna para a A-3 em 2010.

Um mascote diferentão: a origem do “Burro da Central” é bastante curiosa. O Taubaté disputava a segunda divisão do Paulista em 1954 e estava classificado para a fase decisiva. O primeiro adversário foi o Comercial-RP fora de casa. O Taubaté conseguiu uma brilhante vitória por 6 a 3, porém utilizou o jogador Alcino, que estava com sua inscrição irregular na Federação Paulista. Resultado: o Taubaté perdeu os pontos e o jornal A Gazeta Esportiva fez uma charge em que representava o clube com a figura de um burro. Ao invés de ficar contrariada, a torcida do Taubaté adotou o burro como mascote desde então. Antes o apelido do clube era “Gigante do Vale”.

Que fim levou: em 2011 o clube disputará a Série A-3 do Campeonato Paulista (terceira divisão).

Confrontos com o Corinthians

São 41 jogos, sendo 22 vitórias alvinegras, 11 empates e oito “burradas” (vitórias do Taubaté, o nosso querido Burro da Central). O mais incrível é que cinco das oito vitórias do Taubaté foram pelo mesmo placar: 2 a 1. O Coringão fez 78 gols e levou 40.

UNIÃO AGRÍCOLA BARBARENSE

 

Fundação: 22 de novembro de 1914

História: é marcada pelas várias mudanças de nome. Fundado como União Foot-Ball Club, em 1918 passa a chamar Athlético Barbarense Foot-Ball Club e em 1919 para Sport Club Athlético Barbarense. Em 1920 acontece uma fusão com o clube 7 de Setembro da Fazenda São Pedro, mudando o nome para Sport Club União Agrícola Barbarense. Alguns meses depois, finalmente, decide-se pelo nome que permanece até hoje. Atuando nos campeonatos amadores por vários anos, o União Agrícola Barbarense estréia no futebol profissional apenas em 1964, quando joga a quarta divisão do Paulistão. Conquista seu primeiro título em 1967, o Campeonato Paulista da terceira divisão.

Participação em Campeonatos Paulistas: o vice-campeonato da terceira divisão de 1990 credencia o União Agrícola à segundona. Em 1993 o time é rebaixado, mas retorna à segunda divisão em 1997. Já o título da segundona em 1998 coloca o time de Santa Bárbara d´Oeste na divisão principal do futebol paulista pela primeira vez. Seus melhores momentos na Série A aconteceram em 2003 e 2004, quando o clube chegou às quartas-de-final do torneio.

Rebaixamentos: a má campanha no ano de 2005 faz o União Agrícola Barbarense voltar para a Série A-2 (segunda divisão). Uma grave crise administrativa e financeira assola o clube e as quedas tornam-se comuns, sendo que em 2006 o time cai para a Série A-2 (terceira divisão). Em 2008 volta para a Série A-2.

Projeção nacional: o União Agrícola Barbaremse conquista o título da Série C do Campeonato Brasileiro de 2004, porém é rebaixada no ano seguinte.

Que fim levou: em 2011 o clube disputará a Série A-2 do Campeonato Paulista (segunda divisão).

Confrontos com o Corinthians

Foram apenas sete. O Coringão venceu quatro vezes, empatou duas e perdeu uma (1 x 3 na primeira partida entre as duas equipes, pelo Paulistão de 1999). O Timão marcou 14 gols, enquanto o União Agrícola Barbarense balançou as redes corintianas em 10 oportunidades.

UNIÃO SÃO JOÃO

 

Fundação: 14 de janeiro de 1981

Histórico: o União São João é o sucessor da Sociedade Esportiva e Recreativa Usina São João, que era ligada – como o próprio nome diz – a uma Usina de cana-de-açúcar. Destacou-se no cenário nacional em 1994 por se tornar o primeiro clube-empresa do Brasil, com a criação da União São João S/A, que é controlada pelo próprio União São João Esporte Clube.

Participação em Campeonatos Paulistas: seu primeiro campeonato oficial foi a terceira divisão do Campeonato Paulista em 1981. No ano seguinte já estava classificado e disputou a segunda divisão estadual, permanecendo nesta divisão até 1987, quando conquista o título e uma das vagas para a divisão principal. Joga na primeira divisão do Campeonato Paulista de 1988 a 2005. Apesar de ser considerado um time difícil de ser vencido em casa pelos grandes clubes, o União São João não chegou a fazer campanhas marcantes nestes anos na elite. Destacou-se com o vice-campeonato do Paulistão de 2002, num torneio que foi disputado apenas pelos clubes considerados pequenos, pois os grandes estavam jogando o Rio-São Paulo.

Rebaixamentos: desde 2006 disputa a Série A-2 do Paulistão, tendo que em todos os anos disputou a fase decisiva, mas sem sucesso.

Projeção nacional: participou das três principais séries do Campeonato Brasileiro de futebol. Jogou e ganhou o título da Série C de 1988, primeira competição nacional que jogou. Após jogar o Brasileirão da segunda divisão em 1989, o União São João voltou a disputar a competição em 1992 e em 1996, ano que conquistou o título. Participa da principal divisão do Brasil por três anos consecutivos: 1993 (12º. lugar), 1994 (21º. lugar) e em 1995 (24º. e último lugar). O título da segunda divisão nacional em 1996 colocou o União São João de volta á elite. Só que em 1997 o time repete as más campanhas e volta a ser rebaixado (26º. e último lugar). Joga a segunda divisão em 1998 e 2003, quando é rebaixado. Na Série C (terceira divisão) não repete as boas campanhas e é um mero coadjuvante nos anos de 2004 e 2005.

Que fim levou: em 2011 o clube disputará a Série A-2 do Campeonato Paulista (segunda divisão).

Confrontos com o Corinthians

Em 23 confrontos, o Corinthians venceu 16, empatou quatro e perdeu três. Foram 40 gols marcados pelo alvinegro, enquanto o time de Araras fez 20 tentos.

VELO CLUBE

Fundação: 28 de agosto de 1910

Histórico: apesar de ter sido fundado em 1910, a prática do futebol só começa no clube em 1920. Logo o Velo Clube destacou-se chegando a conquistar o título de Campeão do Interior em 1925 e em 1926 ser o vice-campeão do estado, em um campeonato organizado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos).

Participação em Campeonatos Paulistas: em 1948 decide ingressar ao futebol profissional, quando disputa a segunda divisão do Paulistão. Joga a asegundona até 1952, quando em 1953 a Federação Paulista decide que apenas clubes der cidades com mais de 50 mil habitantes poderiam jogar a competição. O Velo Clube volta a jogar a segundona em 1954, até que em 1956 é rebaixado. De 1957 a 1971, o clube joga a quarta divisão (1960) e a terceira, se licenciando em dois períodos (1959, 1969 a 1971), sendo que o segundo licenciamento se deu por causa da construção do seu estádio. Volta em 1972, disputando esta divisão até 1978, ano em que conquista o acesso à principal divisão paulista. Permanece na primeira divisão por apenas um ano, sendo rebaixado em 1979.

Rebaixamentos: o Velo Clube volta a disputar a segunda divisão no período de 1980 a 1987, quando sofre novo rebaixamento. Joga a terceira divisão em 1988 e se licencia em 1989 e 1990, voltando em 1991 para a terceirona. Nova queda em 1994 e novo licenciamento em 1995. Retorna em 1996 na quinta divisão e, graças à reestruturação das divisões feita pela Federação Paulista, volta para a quarta divisão em 1997. Em 2010 é promovido para a Série A-3 (terceira divisão).

Que fim levou: em 2011 o clube disputará a Série A-3 do Campeonato Paulista (terceira divisão).

Confrontos com o Corinthians

Apenas três. O Corinthians venceu dois e empatou, sendo que o alvinegro marcou cinco gols e não tomou nenhum.

XV DE JAÚ

 

Fundação: 15 de novembro de 1924

História: o XV de Jaú nasceu para representar a cidade de Jaú no cenário futebolístico de São Paulo, coisa que os outros times existiram na cidade nunca conseguiram fazer. A fundação foi num bar chamado São Pedro e suas cores foram sugeridas em homenagem ás cores do Brasil. Como todos os clubes da época, o XV jogou campeonatos municipais e regionais até 1948, quando disputa a segunda divisão organizada pela Federação Paulista e “turbinada” pela Lei do Acesso.

Participação em Campeonatos Paulistas: em 1951 o XV de Jaú conquista o título da segundona e ganha o direito de jogar na elite paulista a partir de 1952, divisão em que permanece até 1959. A melhor colocação neste período foi o 5º. lugar em 1956, sendo o melhor clube do interior do torneio.

Rebaixamentos: em 1958 o clube de Jaú fica na 18ª. colocação e é rebaixado. O XV disputa a segunda divisão de 1960 a 1967, até se licenciar do futebol profissional. O afastamento se dá de 1968 a 1974, quando o clube retorna para a disputa da segunda divisão em 1975. No ano seguinte, 1976, o Galo da Comarca (apelido do XV de Jaú) conquista o seu segundo título da segunda divisão e se credencia novamente para jogar entre os grandes clubes.

A segunda e última passagem na primeirona se deu no período de 1977 a 1993. Nesta segunda fase na primeira divisão destacam-se as campanhas de 1981, quando a equipe passou para a segunda fase do Paulistão nos dois turno, de 1988, quando o XV ficou n0 4º. lugar na classificação geral e passou para a segunda fase e em 1990, quando ficou em segundo lugar no grupo das “equipes pequenas” e disputou a segunda fase. Em 1993 o XV de Jaú disputa o Grupo B, que só contava com as “equipes pequenas”. Devido a uma reestruturação da federação Paulista, as equipes que ficaram do 5º. ao 14º. lugar passaram a integrar a segunda divisão. O XV ocupou a 11ª. colocação e foi rebaixado.

Bastaram mais dois anos na segundona para o XV de Jaú voltar à primeirona em 1996. Porém a má colocação fez com que o clube voltasse para a segunda divisão em 1997. Uma grave crise administrativa e financeira reflete no desempenho do time e um novo rebaixamento, desta vez para a terceira divisão, acontece em 1997. O XV só volta a jogar a segunda divisão em 2007, só que faz péssima campanha em 2008 e volta a cair.

Curiosidade: o XV de Jaú foi o primeiro clube do interior de São Paulo a jogar no Maracanã. Foi em 10 de setembro de 1953, quando o XV retribuiu a visita do Flamengo a Jaú (em 8 de março de 1953) e disputou um amistoso no maior estádio do mundo. E olha que a equipe de Jaú não fez feio, pois empatou em 4 a 4 com o Mengão.

Que fim levou: em 2011 o clube disputará a Série A-3 do Campeonato Paulista (terceira divisão).

Confrontos com o Corinthians

Em 54 partidas o Corinthians venceu 33 partidas, empatou 14 e perdeu sete. O Timão marcou 101 gols e tomou 45.

XV DE PIRACICABA

 

Fundação: 15 de novembro de 1913

História: o XV nasceu da fusão entre as equipes do Vergueirense e do 12 de Outubro, times de várzea de Piracicaba. Logo o time caiu nas graças da torcida e passou a ser o principal representante da cidade no futebol paulista. Os resultados não demoraram a aparecer. Sua participação no futebol paulista sempre foi destacada, pois desde a década de 1920 o XV disputava os campeonatos promovidos pela APEA. Já na década de 1930 o clube conquista o bicampeonato do interior. O XV de Piracicaba tornava-se cada vez maior e se destacava como o melhor time do interior paulista. Sua grandeza foi comprovada quando se criou a Lei de Acesso em 1947 e logo no primeiro campeonato da segunda divisão o XV levou o título. Infelizmente o clube acabou não sendo promovido e precisou conquistar novamente o título da segundona em 1948, tornando-se o primeiro clube a conquistar o acesso para a primeira divisão desde a criação do acesso. Disputa a primeirona durante o período de 1949 a 1965, com campanhas modestas na grande maioria das suas participações. A melhor colocação foi o 5º. lugar em 1958, atrás apenas das grandes equipes.

Rebaixamentos e retornos: em 1965 o time fica em penúltimo lugar e acaba rebaixado. A estada na segunda divisão dura apenas dois anos, quando o XV conquista o título de 1957 e volta para a elite. De 1968 a 1980 o XV de Piracicaba permanece na primeira divisão e a campanha que se destaca é a de 1976, quando o time conquista o vice-campeonato, atrás apenas do Palmeiras. A última colocação no campeonato de 1980 rebaixa o XV, que entra em “parafuso”. Joga a segundona em 1981, se licencia em 1982 e joga e conquista o título e o acesso em 1983. Novas participações na primeira divisão entre os anos de 1984 a 1993, destacando-se em 1990, quando foi o campeão de seu grupo e disputou a fase semifinal. Novo rebaixamento em 1993, porém o sofrimento durou pouco e a terceira colocação na segunda de 1994 promove o XV de Piracicaba para a principal divisão novamente. O campeonato de 1995 foi a última vez que o XV jogou na primeira divisão. Graças à 14ª. colocação, a equipe é rebaixada.

De 1996 a 2000 joga a segunda divisã0. Novo rebaixamento e o representante de Piracicaba disputa a terceira divisão em 2001 a 2005, quando conquista a promoção para a segundona. Breve passagem pela segundona, pois o XV joga e rebaixa em 2006. De 2007 a 2010 disputa a terceira divisão (Série A-3).

Projeção nacional: o XV disputou a primeira divisão do Brasileirão em 1977 (ficando na 22ª. colocação, a frente do Inter-RS, Fluminense, Guarani e Portuguesa), e de 1978 (quando fez má campanha). Mas o destaque foi a campanha no Brasileirão de 1979, quando o XV acabou no 13º lugar, disputando a terceira fase do torneio. Joga a Taça de Prata (segunda divisão) em 1980 e não passa da primeira fase. Volta a jogar a segundona do Nacional em 1984 sem sucesso. Em 1988 joga a terceira divisão e em 1989, 1990 e 1991 a segundona, todas sem êxito. Em 1995 o XV de Piracicaba conquista a sua maior glória nacional: o título da Série C – terceira divisão – do Brasileirão. Disputa a segunda divisão em 1996, 1997, 1998, 1999, 2001 e 2002, quando é rebaixado. Joga o Módulo Amarelo da Copa João Havelange em 2000. Joga a terceira divisão nacional pela última vez em 2003.  

Projeção internacional: o XV de Piracicaba fez uma extensa excursão ao exterior em 1964. A equipe jogou na Suécia, Polônia, Alemanha Ocidental e Oriental e URSS (Rússia, Moldávia, Ucrânia, Cazaquistão e Uzbequistão).

Um mascote que marcou época: o Nhô Quim, mascote do XV, é nacionalemnte conhecido. Ele foi criado pelo artista piracicabano Edson Rontani e retrata o típico torcedor caipira.

 

 Que fim levou: em 2011 o clube disputará a Série A-2 do Campeonato Paulista (segunda divisão).

Confrontos com o Corinthians

Dos 72 confrontos, o Coringão venceu 45 jogos, empatou 18 e perdeu nove vezes. O ataque corintiano marcou 154 tentos e sua defesa levou 76 gols.

16/12/1990 – Corinthians Campeão Brasileiro Pela Primeira Vez!

 

Corinthians Campeão Brasileiro de 1990

 

Fiel nação sob as bençãos de São Jorge, era início dos anos 90 e o Corinthians vivia um momento de muita pressão como sempre, a sátira da vez era o campeonato Brasileiro, o qual nunca tínhamos conquistado, e toda a torcida almejava como se fosse ar. Para conquistar um título do campeonato brasileiro, precisaríamos muito mais que a técnica de Neto, muito mais que a garra de Wilson Mano e muito mais que a liderança de Ronaldo Giovanelli. Muitos dizem que a pressão para que conquistássemos o Brasileirão era maior do que a pressão atual existente para o Timão conquistar uma Libertadores da América. Com um time modesto o Corinthians era liderado principalmente pelo goleiro Ronaldo e o craque Neto (ambos eternos ídolos da Fiel Torcida), nosso Todo Poderoso se classificou na última rodada perdendo do Internacional de Porto Alegre por 3 x 0, mas, vale lembrar esta derrota não daria a classificação para nós, foi então que a Portuguesa de Desportos deu uma mãozinha vencendo o Goiás por 2 x 0, assegurando assim o passaporte para a segunda fase.

Nas quartas de finais o Corinthians enfrentou o Atlético Mineiro, apontado como um dos favoritos à conquista do título. Nosso Timão venceu o primeiro jogo por 2×1 e empatou o segundo por 0×0, mostrando superação e deixando para trás o tão favorito time mineiro. Então, o campeonato entrava em afunilamento, e os jogos tinham a tendência de ficar cada vez mais difíceis, e o próximo adversário do Timão seria o Bahia, que vinha de um bom campeonato, e era um campeão Brasileiro recente (1988). Mesmo sem Bobô que tinha se transferido para o Flamengo, o time do Bahia era perigoso e ameaçava por água no chopp de nossa caminhada. Mas, com um gol de Neto e outro gol contra do adversário, o Timão venceu o Bahia por 2×1 em São Paulo e foi para Salvador jogar a segunda partida com a vantagem do empate, vantagem esta que não foi adquirida em vão, e pelo contrário, foi muito bem utilizada. Na Fonte Nova se deu o empate por 0×0 e o Corinthians chegou então, a sua segunda decisão do Campeonato Brasileiro, 14 anos depois, onde enfrentaria o São Paulo, que apesar de ter um elenco fortíssimo, já carregava a fama de perder para o Corinthians em decisões.

No primeiro jogo da grande final, depois de muita soberba de Telê Santana e seus comandados o Corinthians venceu por 1×0 com gol de Wilson Mano após cruzamento de Neto. O resultado daria ao Corinthians a vantagem, mas, mesmo assim, nossos rivais da Vila Sônia não acreditavam em um resultado que não fosse a vitória deles no segundo jogo. Talvez por terem um elenco forte ou por puro costume, eles não acreditavam em nosso poder, na nossa garra, nem na nossa torcida. Foi então que no segundo jogo, o estádio estava com quase 80% de sua capacidade tomada por torcedores corinthianos, ficando os são paulinos apenas com a parte que fica atrás de um dos gols, tratava-se de  uma festa anunciada que não poderia dar errado, o jogo esteve estagnado em 0×0 até o seu intervalo, o Corinthians lutava para se segurar, e não sucumbir as fortes investidas do ataque adversário. Dizem alguns, que no intervalo daquele jogo, nosso comandante Nelsinho Batista, nervoso, deu uma voadora em uma lousa que estava nos vestiários, tamanha era a vontade de carregar ao final da partida, a taça em suas mãos. Foi então que o Corinthians voltou aguerrido para o segundo tempo e aos nove minutos do segundo tempo, quando Tupãnzinho marcou um gol sofrido, brigado e na raça, como reza a história alvinegra, o grito explodiu por toda a cidade, pelo estado e pelo Brasil! Era o gol que concretizaria o primeiro título brasileiro da história Corinthiana. O Corinthians era enfim CAMPEÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL, aos seus 80 anos de história, mais uma etapa de glória era escrita no livro interminável de façanhas do maior clube brasileiro. O ano também foi de consagração para Neto, que marcou nove gols no campeonato, muitos deles importantes e que garantiram a classificação do time, um time valente, guerreiro e de fibra que honrou as cores do Corinthians, como sempre há de ser.

Que o sonho de sermos campeões seja eterno, e que nós sejamos eternamente campeões!

Hugorkut

Por Onde Anda (interior) – Parte 5

Por Paulo Unzelte:

Desta vez o destaque é para os clubes com a letra S. Dos discretos, e quase esquecidos, Saad, São Bento de São Caetano do Sul e Sãocarlense para o tradicionalíssimo São Bento de Sorocaba, time que o Chico Bento da Turma da Mônica é torcedor, passando ainda pelo histórico São José e pelo recente Sertãozinho. Sem dúvida alguma que se trata de times que merecem ser lembrados devido à sua, muitas vezes, breve história.

Saad

Fundação: 28 de Abril de 1961

História: fundado pelo empresário Felício José Saad, o clube “ganhou” o nome da sua fábrica. O Saad chegou para preencher a lacuna deixada pelo São Bento na cidade de São Caetano do Sul. Apesar de todo o esforço, o clube não passou de um mero coadjuvante no futebol paulista. Destacou-se com vários títulos no futebol feminino, tornando-se uma das principais equipes brasileiras.

Participação em Campeonatos Paulistas: disputou seu primeiro campeonato em 1966, jogando a quarta divisão. De 1967 a 1972 disputou a segundona e licenciou-se em 1973. A grande surpresa aconteceu em 1974, quando o Saad jogou como convidado na primeira divisão, realizando uma campanha acima da expectativa, classificando-se entre os oito primeiros do Torneio Classificatório e disputando a segunda fase com os grandes times. Em 1975 voltou a jogar a divisão de elite e fez uma campanha regular, acabando em sétimo lugar – o que lhe garantiria o direito de permanecer na primeira divisão. Rebaixamentos: Porém o clube de São Caetano voltou para a segunda divisão em 1976, pois mesmo o Paulistão daquele ano não ter rebaixamento, decidiu-se que o campeonato passaria de 19 para 18 clubes e sobrou para o Saad, que era convidado. De 1976 a 1990 disputou a segunda divisão, sendo que em 1989 não jogou. Em 1990 se licenciou definitivamente do futebol profissional.

Títulos no futebol feminino: em 1995 o Saad formou sua primeira equipe, herdando o time do Guarani, que havia extinguido o departamento. O Saad abre uma sub-sede em Campinas e disputou as competições. Em 1993 a Federação Paulista de Futebol não aceitava a inscrição de times femininos, o que impedia que a equipe disputasse campeonatos promovidos pela CBF. A saída foi a transferência do departamento do futebol feminino para Campo Grande-MS. Ainda hoje a equipe feminina se mantém nesta cidade do Centro-Oeste e utiliza-se do nome MS/Saad.

Confrontos com o Corinthians

Foram apenas três entre as duas equipes com três vitórias corintianas: 2 a 0, 1 a 0 e 4 a 1, todas pelo Campeonato Paulista.

São Bento – São Caetano do Sul

Fundação: 1954

História: originou-se da fusão do São Caetano E.C. com o Comercial de São Paulo. O São Caetano E.C. foi o a primeira equipe da cidade a disputar a primeira divisão do Campeonato Paulista, em 1935. O São Bento herdou a vaga do Comercial e disputou o Paulistão de 1954 na primeira divisão no mesmo ano em que foi fundado.

Participação em Campeonatos Paulistas: foram apenas quatro participações (de 1954 a 1957), com destaque para a campanha de 1956 quando o São Bento passou para a segunda fase e enfrentou os grandes times, ficando na 10ª. colocação no geral.

Rebaixamentos: em 1958 o São Caetano E.C. retorna para jogar a segunda divisão e o São Bento é extinto.

Confrontos com o Corinthians

Dos oito confrontos, todos pelo Campeonato Paulista entre 1954 e 1957, o Coringão venceu todos, marcando 27 gols e sofrendo oito.

São Bento – Sorocaba

 

Fundação: 14 de setembro de 1913

História: tradicional clube do interior paulista que foi fundado por operários de uma fábrica de arreios inicialmente com o nome Sorocaba Athletic Club. Passou a se chamar São Bento um mês depois, em 14 de outubro de 1913, pois o time jogava em um campo que ficava atrás do Mosteiro de São Bento. A grande curiosidade é que o São Bento de Sorocaba jogava partidas amadoras com o mesmo time que formava o São Bento da capital. O resultado é que o São Bento de Sorocaba era considerado nesta época uma das equipes mais fortes do futebol amador do interior. Profissionalizou-se em 1953, sendo que o primeiro torneio disputado foi o Campeonato Paulista da segunda divisão.

Participação em Campeonatos Paulistas: disputou a segunda divisão de 1953 a 1962, ano em que conquistou o título e o direito de jogar na divisão principal. A estréia na primeirona surpreendeu e o time de Sorocaba acabou o campeonato na honrosa quarta divisão, atrás apenas de Palmeiras, São Paulo e Santos. Não conseguiu repetir mais esta campanha, mas disputou a primeira divisão por 29 anos interruptos (entre 1963 a 1991). Rebaixamentos: o primeiro rebaixamento veio em 1991, quando acabou em 14º. e último lugar no Grupo Amarelo (dos pequenos). O São Bento jogou a segundona (na época chamada de Divisão Intermediária) em 1992 e 1993. O pior ainda estava por vir e a graças a reestruturações das divisões, o clube de Sorocaba é obrigado a disputar a Série A-3 (terceira divisão). Amargou a terceirona de 1994 a 2001, período em que chegou a beirar a extinção. Em 2001 é campeão da A-3 e conquista o acesso para a A-2 (segunda divisão). Curiosamente o Atlético Sorocaba também subiu por ter ficado no segundo lugar. Disputou a Série A-2 de 2002 a 2005, quando conquistou o acesso. Voltou a disputar a divisão principal do futebol paulista após 14 anos em 2006. Só que o sonho durou pouco, já que o São Bento foi rebaixado em 2007. Só não voltou para a primeirona em 2008 devido a uma partida muito questionado em que o Mogi-Mirim e o Oeste empataram em 0 a 0 e ambos garantiram o acesso. Esta partida ficou conhecida como “Jogo da Marmelada” e prejudicou o time de Sorocaba. Mantem-se na Série A-2 desde então, campeonato que disputará em 2011.

Projeção nacional: o São Bento disputou uma única vez a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O fato aconteceu em 1979 e a equipe ficou num honroso 15º. lugar entre 94 concorrentes. Jogou ainda a Taça de Prata de 1981 e 1983, sem destaque, e a terceira divisão do Brasileirão de 1993.

Confrontos com o Corinthians

Em 58 oportunidades o Corinthians enfrentou o São Bento, com 39 vitórias do Coringão, 11 empates e oito vitórias do São Bento. O ataque corintiano marcou 100 gols, enquanto o time de Sorocaba carimbou as nossas redes em 33 ocasiões.

São José

Fundação: 13 de agosto de 1933

História: o clube nasceu de um desentendimento entre os dirigentes da Associação Esportiva São José (AESJ). O dirigente Galiano Alves saiu da AESJ e com outros amigos fundou o Esporte Clube São José, que era alvinegro. Nos primeiros anos, duas equipes acabaram se fundindo ao E. C. São José: o Internacional Futebol Clube e o Klaxon Clube. Em 24 de dezembro de 1976 o clube passa por uma verdadeira revolução e passa a se chamar São José Esporte Clube e passa a utilizar as cores azul, amarela e branca. Esta mudança radical foi uma estratégia para que o clube fugisse das dívidas contraídas pelo antigo São José, porém para a Federação Paulista de Futebol o Esporte Clube São José e o São José Esporte Clube é o mesmo clube. Até a mascote muda: do “Formigão do Vale” para o “Azulão”, depois para “Dragão” e finalmente em 1979 para “Águia do Vale”.

Participação em Campeonatos Paulistas: a primeira participação do São José em um campeonato profissional ocorreu em 1957, quando jogou a terceira divisão do Paulistão. Retira-se por seis anos das competições profissionais e só retorna em 1964, desta vez na quarta divisão. Disputou a terceirona em 1965 e a segundona em 1966 e 1967, até se retirar novamente. Só em 1971 é que o São José voltou a disputar a segunda divisão, permanecendo nesta série até 1980, quando conquistou o título e o acesso para a primeira divisão.

Rebaixamentos: disputou os Campeonatos Paulistas de 1981 a 1983, quando é rebaixado. Afastou-se das competições oficiais em 1984 e retornou em 1985 para a segunda divisão, torneio que disputou até 1987, quando conquistou novamente o acesso. A segunda passagem pela divisão foi muito melhor, tanto que em 1989 o clube do Vale do Paraíba chega à final contra o São Paulo, conquistando o vice-campeonato – melhor colocação alcançada até hoje. Depois o time caiu de produção, até retornar para a Série A-2 (segunda divisão) em 1993 – graças a uma reestruturação dos torneios organizados pela Federação Paulista de Futebol. Em 1996 conseguiu voltar para a primeira divisão, campeonato que disputa até 1999. Joga a segunda divisão de 2000 a 2004. Infelizmente o São José entra em declínio e volta a sofrer um rebaixamento, desta vez para a Série A-3 (terceira divisão) em 2004. Jogou a terceirona em 2005 e 2006, quando reconquistou o acesso. Desde 2007 disputa a segunda divisão (Série A-2).

Projeção nacional: jogou a primeira a primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 1982, graças á excelente campanha no Campeonato Paulista do ano anterior, ficando na 12ª. colocação.

Confrontos com o Corinthians

Em 15 confrontos, todos pelo Campeonato Paulista, o Corinthians venceu seis, empatou cinco e perdeu quatro. O Coringão marcou 21 gols e sofreu 15 tentos.

Sãocarlense

Fundação: 19 de março de 1976

História: há discordância em relação à história do Grêmio Sãocarlense, pois muitos consideram que ele é o antigo Madruga Esporte Clube (clube de São Carlos fundado em 17/01/1974 que disputou a segunda divisão do Campeonato Paulista de 1975), só que com outro nome. Na verdade, o Madruga foi fundado novamente como Grêmio Sãocarlense, com nova data de fundação e novas cores e nome – o que é óbvio. Participação em Campeonatos Paulistas: disputou a segunda divisão do Paulistão de 1975 a 1987, quando sofreu seu primeiro rebaixamento. Em 1989 conquistou o título da terceira divisão e retornou para a segundona. Conquistou o acesso para a primeira divisão logo em 1990. Jogou na elite nos anos de 1991 a 1993, quando em 1993 o Grupo B (que contava apenas com as equipes consideradas pequenas) da primeira divisão foi transformado em segunda divisão, após reestruturação realizada pela Federação Paulista de Futebol.

Rebaixamentos: após a queda forçada, o Sãocarlense nunca mais conseguiu brilhar nos campeonatos profissionais. Jogou a segunda divisão de 1994 a 2003, sendo rebaixado para a terceira. Em 2004 jogou a terceira e é rebaixado novamente. Não disputou nenhum torneio oficial desde então. O Sãocarlense foi extinto em 2005 por uma grave crise financeira e administrativa, porém para a Federação Paulista de Futebol o clube está como licenciado desde 2006. Atualmente o clube disputa campeonatos amadores organizados pela Liga Sãocarlense de Futebol.

Confrontos com o Corinthians

Foram apenas dois pelo Campeonato Paulista de 1992: Corinthians 2 a 0 e Corinthians 1 a 0.

Sertãozinho

Fundação: 6 de agosto de 1944

História: criado por um grupo de esportistas que vislumbravam a criação de uma nova opção de clube. Após brilhar no futebol amador da cidade e da região entre as décadas de 1940 e 1950, o Sertãozinho chegou a fechar as portas no início da década de 1960, só voltando em 1969. Profissionalizou-se em 1970, quando começou a participar dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Futebol.

Participação em Campeonatos Paulistas: disputou a terceira divisão em 1970 e 1971, ano em que conquistou o título sobre o Rio Claro. Jogou a segunda divisão de 1972 a 1976, quando sofreu o seu primeiro rebaixamento. De volta para a terceira divisão em 1977, só conquistou o acesso para a segundona em 1982. A má campanha no Paulistão da segunda divisão de 1987 levou o clube de volta para a terceira divisão. Novo acesso em 1990.

Rebaixamentos: Só que uma reorganização promovida pela Federação Paulista de Futebol fez com que o Sertãozinho caísse da segunda divisão para a quarta divisão em 1994. Uma grave crise assolou o clube que sofreu novo rebaixamento, para a quinta divisão, em 1996. O Sertãozinho recomeça do zero e voltou para a quarta divisão em 1999. Chegou à terceira divisão em 2002 e conquistou o título em 2004. Jogou a segunda divisão em 2005 e a promoção para a série principal veio em 2006. Sua estréia na elite em 2007 foi bem fraca, ficando em 16º. lugar, a uma colocação do rebaixamento. A 19ª. colocação em 2008 levou o Sertãozinho de volta para a segunda divisão. Em 2009 conquista o acesso. Só que o Sertãozinho voltou a fazer má campanha na Série A-1 em 2010 e é novamente rebaixado. Em 2011 irá disputar a Série A-2.

Confrontos com o Corinthians

São três os confrontos entre Corinthians e Sertãozinho, todos pelo Campeonato Paulista. O Corinthians venceu uma vez e empatou outras duas, tendo marcado seis gols e tomado dois.

Por Onde Anda (Interior) Parte 4

 Por Paulo Unzelte:

 

Mais uma leva de equipes que deram trabalho para os times grandes da Capital. Desta vez o destaque vai para o Novorizontino, equipe que assombrou São Paulo com um vice-campeonato estadual de 1990, a tradicionalíssima Portuguesa Santista e os discretos Prudentina, Radium e Rio Preto.

NOVORIZONTINO

 

Fundação: 11 de maio de 1973

História: seu primeiro nome foi Pima Futebol Clube, nome de uma escola-fábrica de calçados da cidade que assistia crianças carentes através de um orfanato. O Pima destacou-se no futebol amador da região, tanto que em 1976 a diretoria resolveu que o time disputaria a terceira divisão do Campeonato Paulista. Foi neste momento que decidiu-se trocar o nome, até porque era proibido que os times profissionais tivessem nomes de empresas. Em homenagem ao Grêmio de Porto Alegre, batizou-se o clube como Grêmio Esportivo Novorizontino, mantendo as cores originais do Pima, o preto e o amarelo – motivando o apelido de Tigre.

Participação em Campeonatos Paulistas: disputou pela primeira vez o Campeonato Paulista da Série A em 1986, após conquistar o vice-campeonato da segundona. Entre 1986 a 1989, o Novorizontino fez campanhas discretas, sendo o melhor resultado em 1989 – quando passou para a segunda fase do Paulistão. O grande momento veio em 1990, quando o Novorizontino ficou em sétimo na chave em que tinha os grandes clubes e conquistou a vaga para a segunda fase, em que os 14 classificados foram divididos em duas chaves de sete times. O Tigre foi o “campeão” da sua chave, que contava ainda com Palmeiras, Guarani, Portuguesa, América-SJRP, XV de Piracicaba e Ferroviária. Na final caipira, o Novorizontino empatou as duas partidas em 1 a 1 com o Bragantino, perdendo o título por ter o time de Bragança Paulista ter feito uma melhor campanha no Campeonato Paulista. Os principais destaques da equipe vice-campeã foram o técnico Nelsinho Baptista, o zagueiro Márcio Santos, o volante Luís Carlos Goiano, o meia Edson Pezinho e o atacante Paulo Sérgio, que estava emprestado pelo Corinthians.

Rebaixamentos: é claro que com o sucesso, o time do Novorizontino foi desmontado e as campanhas nos anos seguintes ficaram a dever. Em 1994, o clube passa a ser administrado pela família Chedid. Mesmo com a mudança na direção, o Novorizontino entrou em parafuso e o pior aconteceu em 1996, quando o time fica em 14º. Lugar (entre 16 participantes) e é rebaixado. Disputa a segunda divisão em 1997 e 1998, até que em 1999 licencia-se por causa das dívidas e no mesmo ano considerado extinto.

Campeonatos Brasileiros: a última alegria dos torcedores veio em 1994, com o título da Série C.

Presidente personagem: é impossível falar do Novorizontino sem citar Jorge Ismael de Biasi. Ele assumiu a presidencia do clube em 1977 e permaneceu até 1994, e por diversas vezes colocou do próprio bolso os recursos necessário para tornar o clube em uma das forças paulistas. O dirigente ainda construiu o estádio Jorjão, com capacidade para 16 mil pessoas, além do centro de treinamento com uma estrutura moderna para a época. Coincidentemente, no momento em que Di Biasi teve uma doença agravada, o Novorizontino foi rebaixado. O clube fechou as portas em 1999, mesmo ano da morte de Jorge Ismael de Biasi.

Que fim levou: em 2010 houve um boato de que o Grêmio Esportivo Novorizontino retornaria a disputar os campeonatos da Federação Paulista. O próprio site da entidade indica que o clube é um dos filiados, porém isto não é verdade. O clube filiado é o Grêmio Novorizontino, um outro clube que foi fundado em 2001. O nome é parecido ( o antigo é Grêmio Esportivo Novorizontino), mesmo distintivo e cores. A impossibilidade do antigo Novorizontivo de voltar à atividade se dá por causa das dívidas com a própria Federação Paulista e por pertencer legalmente ainda à família Chedid, que não tem interesse de reativá-lo.

Confrontos com o Corinthians

Em 17 confrontos, o Corinthians venceu sete, empatou seis e perdeu quatro.

 

 

PORTUGUESA SANTISTA

 Fundação: 20 de novembro de 1917

História: fundada sob o nome de Associação Atlética Portuguesa, a Briosa (apelido carinhoso recebido por causa da sua fibra em campo) é um dos mais tradicionais clubes de futebol do Estado, além de ser uma dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. Sua fundação de deu como uma resposta ao Hespanha, atual Jabaquara, pois os portugueses moradores em Santos queriam um clube que os representa-se, prática muito comum na época.

Participação em Campeonatos Paulistas: desde a sua fundação, a Portuguesa Santista se destacou conquistando vários campeonatos na sua cidade natal, credenciando-a como um time com condições para jogar o Campeonato Paulista. A estreia se deu em 1929, no campeonato organizado pela LAF – Liga Amadora de Futebol, ficando na 8ª. Colocação. Afastou-se da disputa do Paulistão de 1930 a 1934. Em 1935 volta a disputar a primeira divisão do Estadual. No total foram 50 participações na elite do futebol paulista, na maioria das vezes com campanhas discretas e lutando para não rebaixar. Os primeiros anos foram os melhores, quando a Lusinha praiana ficou na frente do Santos nos anos de 1936,37 e 38 – quando o clube alcançou o terceiro lugar na classificação final, e em 1940(5º. lugar). Só voltaria a se destacar no Campeonato Paulista em 2003, quando perdeu as semifinais para o São Paulo (5 a 0 e 1 a 0 para o Tricolor) e em 2004, quando ficou nas quartas-de-final ao perder para o Palmeiras (2 a 1). A página triste na história da Briosa foi quando o clube licenciou-se e ficou sem jogar o Estadual nos anos de 1988 a 1990.

Rebaixamentos e promoções: O primeiro rebaixamento veio em 1961, retornando apenas em 1965, após conquistar o título da segunda divisão em 1964. Voltou a cair em 1961, 1978 e em 2006. Como se já não bastasse o sofrimento de estar na segundona, a Lusinha conseguiu piorar a situação ao ser rebaixada para a Série A-3 (terceira-divisão) em 2009, ao ficar na 19ª. e penúltima colocação.

Destaque internacional: a primeira excursão internacional aconteceu em 1950, com Portugal como destino. A Portuguesa venceu cinco dos sete jogos, marcando 17 gols e tomando sete. Porém a excursão mais importante aconteceu em 1959, quando o clube visitou Moçambique e Angola, países que compunham a África Portuguesa. Disputou 15 partidas e venceu todas, dando-lhe o direito à Fita-Azul, título de honra para clubes que viajam para o exterior e ficam invictos. Em 1965 a equipe voltou para exterior. Jogou na Tchecoslováquia, Alemanha e Holanda. Foram sete jogos, com três vitórias e quatro derrotas.

Curiosidades: o estádio Ulrico Mursa foi o primeiro da América Latina a ter cobertura de concreto. A Briosa foi o primeiro clube de Santos a revelar um jogador que atuou pela Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. O craque é Tim (o imortal Elba de Pádua Lima), que jogou a Copa de 1938, na França.

Confrontos com o Corinthians

O tradicional confronto aconteceu em 73 vezes, sendo que o Coringão venceu 53, empatou 11 e perdeu apenas em nove ocasiões.

PRUDENTINA

 Fundação: 26 de outubro de 1936

História: a Associação Prudentina de Esportes Atléticos foi fundada por pessoas consideradas das classes abastadas da cidade de Presidente Prudente. Suas cores, o preto, o branco e o vermelho foram escolhidos para homenagear a Apea (Associação Paulista de Esportes Atléticos), que contava com as mesmas cores. O clube foi fundado para divulgar o esporte na cidade e logo o basquete tornou-se o carro-chefe. Vários sócios começaram a exigir uma presença mais forte no futebol, o que só aconteceu entre 1938 e 1939 quando a Prudentina investiu na criação de um time.

Participação em Campeonatos Paulistas: a primeira participação num campeonato organizado pela Federação Paulista de Futebol aconteceu em 1948 (segunda divisão). As conquistas da terceira divisão em 1960 e da segundona em 1961 credenciaram a Prudentina a figurar na elite do futebol estadual. No total foram seis temporadas jogando na primeirona (de 1962 a 1967), marca que nenhum outro clube de Presidente Prudente alcançou até hoje, sendo que sua melhor campanha foi um oitavo lugar entre 15 clubes em 1966.

Rebaixamento: Em 1967 a Prudentina fica na última colocação (14º. lugar) e é rebaixada. No início o clube definiu que não interessaria disputar a segunda divisão, pois o futebol consumia muito dinheiro e a Prudentina teria de se equilibrar financeiramente antes de tentar o acesso. A diretoria do time de Presidente Prudente pediu licença de um ano. Só que os associados decidiram que não era viável o retorno e antes mesmo do final do ano de 1968, define-se que o departamento de futebol estava extinto.

A volta do basquete: as glórias e atenções voltaram a ser exclusividade do basquete, principalmente o feminino. As meninas da Prudentina conquistaram os títulos paulistas em 1982 e 1983, a Taça Brasil de 1984 e o Sul-Americano de 1983 e 1984. A grande estrela desta equipe era Hortência. Como era de se esperar, as principais jogadoras do time se valorizaram e foram para outras equipes com maior poder financeiro. A Prudentina, sem condições de concorrer financeiramente, decide encerrar as atividades no basquete feminino para se dedicar exclusivamente para a sua parte social.

Confrontos com o Corinthians

Foram dois confrontos por ano enquanto a Prudentina esteve na primeirona, ou seja, no total os clubes se enfrentaram em 12 ocasiões. O Corinthians venceu nove e empatou três, sem nunca ter sido derrotado pelo clube de Presidente Prudente.

RADIUM

 

Fundação: 1º de maio de 1919

História: o Radium nasceu da fusão do Operário F.C, e do Mocoquense F.C. A grande curiosidade é que seu nome é uma homenagem ao elemento químico Radium, que havia sido recém-descoberto na época da sua fundação pela cientista francesa Madame Curie. A intenção de usar o nome do elemento Radium, que alguns anos depois passaria a se chamar Radio, era que este pressupunha força, potência e energia. As várias conquistas nos torneios regionais lhe proporcionaram o apelido de “Verdão” (desculpem-me por usar esta palavra no nosso BLOG) da Mogiana.

Participação em Campeonatos Paulistas: disputa seu primeiro campeonato organizado pela Federação Paulista de Futebol, a segunda divisão, em 1949, No ano seguinte já se sagra campeão da segundona e ganha o direito de disputar a divisão principal. Disputa a primeira divisão por duas temporadas, ficando numa honrosa oitava colocação em 1951 e sendo rebaixado em 1952.

Rebaixamentos e acessos: a queda fez com que o Radium licencia-se no ano de 1953, voltando a jogar a segundona em 1954, campeonato que disputou até 1957. Afasta-se novamente dos gramados de 1958 a 1960 e joga a terceira divisão em 1961. De 1962 a 1976 o time de Mococa retira-se dos campeonatos profissionais. Retorna em 1977, quando joga a terceira divisão. Conquista o acesso para a segunda divisão em 1979. Fica na segundona de 1980 a 1988, quando volta a cair. Encara a terceira divisão (na época chamada de segunda divisão) por dois anos e conquista o acesso em 1991 para a Série Intermediária (atual Série A-2, mais conhecida como segunda divisão). O futebol paulista é reorganizado em 1994 e sobra pro Radium jogar a Série B1A (equivalente à quarta divisão), campeonato que o clube disputa até 1996. Retira-se novamente do profissionalismo em 1997 e 1998 e retona em 1999 para a Série B1B (quinta divisão). Os campeonatos mudavam de nome e o Radium continuou na quinta divisão até 2004. Outra re-estruturação do futebol paulista, só que desta vez o Radium foi favorecido, pois foi alçada para a quarta divisão (Segunda Divisão) em 2005. Em 2010 é a Segunda Divisão (quarta divisão) que o clube de Mococa disputará.

Confrontos com o Corinthians

Mesmo caso da prudentina, Corinthians e Radium se enfrentaram em quatro oportunidades, duas em cada ano que o time de Mococa jogou na primeira divisão. Timão venceu todos os jogos.

 

Rio Preto

 

Fundação: 21 de abril de 1919

História: apesar de ser o clube mais antigo da cidade, o Rio Preto não conseguiu até agora marcar presença na elite do futebol paulista, diferentemente de seu rival América. Talvez a principal razão foi a preocupação desde o início do clube de não se dedicar exclusivamente ao futebol, mas sim ao social, aos esportes amadores e ao aspecto cultural.

Participação em Campeonatos Paulistas: disputa os campeonatos profissionais desde 1948, porém das 59 participações em Campeonatos Paulistas, uma única vez o clube jogou na série principal, outras 49 na segunda divisão e nove ocasiões foram na terceirona. O maior momento de glória do Rio Preto foi em 2007, quando conquistou o vice-campeonato da Série A-2 (segunda divisão) e ganhou o direito ao acesso para a primeirona. Infelizmente o time fez uma campanha muito ruim no Paulistão de 2008 e ficou na 18ª. colocação entre os 20 concorrentes, sendo rebaixado. Em 2010 disputará a Série A-2 novamente.

Curiosidade: o mascote do Rio Preto é um jacaré e foi escolhido através de concurso com os torcedores em 1968, ano em que o clube completou 49 anos. A razão da escolha é simples: o Rio Preto é como o jacaré, graças ao seu couro duro. Os torcedores garantem que o time foi o primeiro no Brasil que adotou o animal como mascote no Brasil. Outra curiosidade é que por duas vezes o Rio Preto e seu rival América conseguiram o acesso no mesmo ano. A primeira vez aconteceu em 1963, quando o Rio Preto subiu da terceira para a segunda e o América da segunda para a terceira. A coincidência se repetiu em 1999, quando o América foi campeão da segundona e o Rio Preto campeão da terceirona.

Confrontos com o Corinthians

O único jogo entre Rio Preto e Corinthians aconteceu pelo Paulistão de 1998, no dia 12 de março, no estádio Anísio Haddad, em São José do Rio Preto. O Corinthians venceu por 1 a 0, gol de falta de Héverton aos 6 do 2º. tempo.

 

Por onde anda (interior) Parte 3

 Por Paulo Unzelte:

 

Apesar de nos últimos anos ter reduzido a sua importância, o futebol do interior de São Paulo ainda é uma das principais forças do esporte no Brasil. Só quando a gente faz uma pesquisa ou uma série de textos que fica ainda mais clara a força e a quantidade dos times “caipiras” (utilizo o termo com todo o carinho e respeito). Desta vez destaco mais uma “turma”, da letra J à letra M, que fez história no Paulistão.

 

JABAQUARA

 

 

 

 

Fundação: 15 de novembro de 1914

História: fundado como Hespanha (depois Espanha), foi obrigado a alterar sua denominação em 1942 por causa de um decreto de lei que proibia o nome de países em associações e clubes devido à Segunda Guerra Mundial. Passou a de chamar Jabaquara Atlético Clube – nome de do bairro em que o clube se localiza na cidade de Santos. O “Jabuca” é um dos clubes fundadores da Federação Paulista de Futebol.

  

Participação em Campeonatos Paulistas: Apesar de ter sido apenas um coadjuvante na maioria das vezes, o Jabaquara jogou na primeira divisão paulista entre os anos de 1927 a 1963, porém em sete destes campeonatos, o time se licenciou (1930 a 1934 e 1953 e 1954). A última vez que joga na primeirona foi em 1963, quando é rebaixado.

Rebaixamentos e promoções: Sofrendo uma crise financeira terrível, o clube decide abandonar o futebol profissional em 1967, mantendo apenas as equipes amadoras. Retorna aos campeonatos profissionais apenas em 1977, disputando a quarta divisão. O fundo do poço aconteceu em 2002, quando disputou a B-3 – sexta divisão do futebol paulista (divisão esta que nem existe mais). Em 2008 o “Jabuca” anexou ao seu patrimônio o Litoral Futebol Clube, clube de um projeto social idealizado por Pelé. Em 2011 o Jabaquara disputará a Segunda Divisão, antiga quarta divisão.

  

Ligações com o Corinthians: o inesquecível centroavante Baltazar e o fantástico goleiro Gilmar foram contratados pelo Corinthians junto ao Jabaquara quando ainda eram simples promessas.

 

Confrontos com o Corinthians

Como Espanha, o Corinthians enfrentou a equipe em 14 oportunidades, vencendo 11 e perdendo três. O alvinegro marcou 36 e levou nove gols.

A mudança de nome para Jabaquara não mudou muito o quadro favorável para o Timão, que em 38 oportunidades, venceu 30, empatou quatro e só perdeu outras quatro. O ataque corintiano marcou 120 gols e levou 34.

No geral, o baile do Coringão é o seguinte: 41 vitórias, quatro empates e sete derrotas. Gols próprios: 156 / gols contra: 43.

  

LINENSE

 

 

 

 

Fundação: 12 de junho de 1927

  

História: o primeiro grande campeonato disputado pelo clube foi em 1944, quando disputou o Campeonato Amador do Interior, organizado pela Federação Paulista de Futebol. O primeiro campeonato profissional foi disputado em 1947, sendo o Campeonato de profissionais do Interior, também promovido pela Federação Paulista. Em 1948 é criada a Lei de Acesso e o Linense perde a chance de chegar à primeira divisão ao ser derrotado na grande final pelo XV de Piracicaba por 5 a 1. Outro vice-campeonato veio em 1951, perdendo para o XV de Jaú por 4 a 2.

  

Participação em Campeonatos Paulistas: o acesso chega em 1952, quando o Linense vence a Ferroviária na finalíssima por 3 a 0, no Pacaembu. Sua estréia na primeira divisão ficou marcada por ser quase imbatível na cidade de Lins, perdendo em todo torneio apenas uma partida em casa (Linense 0 x 1 Guarani). Todos os grandes sofreram, sendo que o Corinthians empatou e São Paulo, Palmeiras e Portuguesa apanharam em Lins. Acaba o Paulistão de 1953 na honrosa 10ª. colocação.

  

Rebaixamentos e promoções: após participações regulares, o Linense acaba rebaixado em 1957. A queda influencia diretamente no clube que decide encerrar as atividades nos anos de 1959 e 1960. Retorna em 1961 na terceira divisão. Desde então se torna um clube que disputa a segunda e a terceira divisão. Esta instabilidade faz com que a diretoria decida que o Linense se licencie das disputas oficiais de 1994 a 1997. Em 1998 retorna na quinta divisão. Conquista o acesso para a quarta divisão em 2001, para a terceira em 2006 e para a segundona em 2008. A volta à elite vem em 2010, quando o Linense conquista o título da Série A-2.

Campeonatos Brasileiros: o clube de Lins conquistou o vice-campeonato da Federação Paulista – Heróis de 1932 em 2007, obtendo uma vaga para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2008, ficando na 44ª. colocação.

  

Curiosidade: o atacante Leivinha, ídolo da Portuguesa, Palmeiras e Atlético de Madrid, foi revelado no Linense.

Confrontos com o Corinthians

Em oito confrontos, o Corinthians venceu sete e empatou uma, marcando 20 e sofrendo oito gols.

  

MARÍLIA

 

 

 

Fundação: 12 de abril de 1942

  

História: fundado com o nome de Comercial para disputar campeonatos amadores regionais. Passa a se chamar Marília Atlético Clube apenas em 11 de julho de 1947. Profissionaliza-se em 1953, ano da sua estréia na Segunda Divisão do Campeonato Paulista, herdando a vaga deixada pelo São Bento de Marília. O mais interessante é que o Marília e o São Bento se revezavam nos torneios profissionais, ou seja, quando um jogava no profissional, o outro jogava no amador. Quando ambos disputavam um torneio profissional, cada clube jogava uma divisão diferente.

  

Participação em Campeonatos Paulistas: O MAC joga a segunda divisão de 1953 a 1957, licenciando-se em 1958 por causa de uma grave crise financeira. Retorna em 1965, na quarta divisão, mas se licencia novamente no ano seguinte. A volta definitiva só acontece em 1970, quando disputa a segundona no mesmo ano e conquista o acesso à elite em 1971. Apesar de estar na primeira divisão, o Marília joga o Paulistinha – campeonato que classificava seis times para a fase principal – em 1972 e 1973. A primeira oportunidade de enfrentar os grandes chega em 1975, quando o MAC conquista o título simbólico do Paulistinha de 1974.

Rebaixamentos e promoções: Destaca-se com um sexto lugar no Paulistão de 1975, melhor campanha até o rebaixamento em 1985. Só retorna para a primeirona em 1991. Porém o sonho durou pouco e em 1993 o MAC é novamente rebaixado. Novo rebaixamento em 1994 para a Série A-3. O pior ainda estava para vir e o Marília sofre novo rebaixamento em 1996 para a Série B1-A, ou seja, a quarta divisão.

  

Renascimento lento: a volta para a A-3 só se dá em 1999. Favorecido pela criação da Liga Rio-São Paulo, o Marília volta para a segunda divisão em 2002, mesmo acabando em quinto lugar (é que com a criação da nova Liga, foram abertas mais três vagas que não estavam previstas na primeira e na segunda divisões). O MAC conquista o título da A-2 (segundona) em 2002 mesmo e retorna para a divisão principal. Era o terceiro acesso em quatro anos. Disputa a Série A-1 até 2009. Em 2011, o Marília disputará a Série A-2 do Paulistão.

  

Projeção nacional: o Marília disputou pela primeira vez um torneio nacional em 2002, a Série C, quando conquista o acesso para a Série B. Na segunda divisão do Brasileirão, o MAC joga de 2003 a 2008, destacando a campanha de 2003, quando disputa o quadrangular final e fica em 4º. lugar atrás dos tradicionais Palmeiras, Botafogo-RJ e Sport. Disputou a Série C em 2010, fazendo uma campanha muito ruim, conquistando apenas 1 ponto e que quase culminou na queda para a Série D do Brasileirão. A sorte é que o Gama-DF conseguiu ser pior.

  

Curiosidade: o Marília conquistou a Copa São Paulo de Futebol Junior de 1979, qpós vencer o Fluminense por 2 a 1 na final. A grande revelção do time foi o meia-atacante Jorginho, que depois brilharia no Palmeiras e teria passagem apagada pelo Corinthians.

 

Confrontos com o Corinthians:

No total foram 31 confrontos e o Corinthians venceu 14, empatou 14 e perdeu três.

O Coringão marcou exatamente o dobro de gols do MAC, ou seja, fez 50 e tomou 25.

 

 

MATONENSE

 

Fundação: 24 de maio de 1976

História: a Matonense nasceu graças à desistência da Sociedade Esportiva Bambozzi, equipe amadora que era patrocinada por uma indústria com o mesmo nome, em disputar a terceira divisão do Campeonato Paulista. O problema é que os diretores da indústria julgaram que não valeria a pena investir no profissionalismo. O prefeito na época de Matão convocou os principais desportistas da cidade e funda a Sociedade Esportiva Matonense.

Participação em Campeonatos Paulistas: a Matonense disputa a terceirona pela primeira vez em 1976. O clube joga pela primeira vez a divisão principal do Paulistão em 1998, após conquistar três acessos consecutivos (quarta para a terceira em 1995, da terceira para a segunda em 1996, da segunda para a primeira em 1997). A Matonense era um time enjoado de se enfrentar, pois sufoca os adversários em casa e se fecha e defendia com grande qualidade fora.

 

Rebaixamentos: Permanece na primeirona até 2002, quando fica em último lugar. A Matonense entra numa grave crise técnica e adminsitrativa e o resultado é uma série de rebaixamentos. Em 2005 cai para a terceira e em 2006 é rebaixado para a quarta divisão. A Matonense continua sofrendo uma grave crise e disputará a Segunda Divisão (antiga quarta divisão) em 2011.

 

Confrontos com o Corinthians

A Matonense é um adversário que apresenta raro equilíbrio em termos de estatísticas contra a gente. Foram quatro jogos, com duas vitórias para cada lado. O Corinthians marcou oito gols e a Matonense mercou sete.

 

 

MONTE AZUL

 

Fundação: 28 de abril de 1920

 

História: também conhecido como Atlético Monte Azul, o clube apesar de ter sido fundado em 1920, só disputou o primeiro campeonato organizado pela Federação Paulista de Futebol em 1950, a segunda divisão.

Participação em Campeonatos Paulistas: Retirou-se das disputas profissionais em 1952 e só retorna em 1961, desta vez disputando a terceira divisão. Novamente não demorou muito e se licenciou em 1966. O Monte Azul teimou em voltar em 1975, novamente na terceirona, mas novamente disputou apenas dois anos e se retira. O vai e vem do clube tem fim em 1990, ao voltar para a disputa da quarta divisão. Até então com pouco brilho, conquista o título da quinta divisão em 1994. Em 2007 sobe da terceira para a segunda divisão. O último acesso foi em 2009, quando o Monte Azul conquista o título da Série A-2 com a melhor campanha de toda a história do campeonato (em 27 jogos, venceu 17, empatou seis e perdeu apenas quatro).

 

Rebaixamento: infelizmente o clube não conseguiu manter o pique e logo na sua primeira participação na Série A-1 foi rebaixado com uma campanha muito fraca (19 jogos, três vitórias, seis empates e 10 derrotas, ficando na 18ª. colocação).

Curiosidade: o destaque do clube no Paulistão de 2010 se deu fora de campo, pois o Monte Azul se orgulhava de pertencer à cidade com a menor população da Série A-1, com cerca de 20 mil habitantes. O estádio, que tem o mesmo nome do clube, tem capacidade para ¾ da cidade, já que conta com 15 mil lugares.

 

O clube disputará a Série A-2 em 2011.

 

Confrontos com o Corinthians

Um único jogo na abertura do Campeonato Paulista de 2010. A partida foi realizada em 17 de janeiro de 2010, no estádio Santa Cruz – Ribeirão Preto e acabou empatada em 1 a 1, gols de Iarley (15do 1º. T) e Borebi (18 do 1º T).

Por Onde Anda (Interior) Parte 2

Por Paulo Unzelte:

Lá vamos nós para mais uma viagem pelo interior do estado de São Paulo. A qualidade dos times era tanta que o interior do nosso estado era conhecido como o maior celeiro de craques do Brasil? Infelizmente a maioria dos clubes deixou de revelar grandes jogadores. Muitos destes clubes hoje nem divisão de base têm, pois julgam não valer a pena gastar na formação de um jogador para que ele vá embora ao fim do contrato, lucrando apenas o empresário do atleta. Esta triste realidade refletiu direto em vários clubes tradicionais, que lutam apenas para sobreviver e agonizam, sendo o caso mais notável o da Internacional de Limeira.

FERROVIÁRIA

 

Fundação: 12 de abril de 1950

História: Tradicionalíssimo time do interior do estado, a Ferroviária foi fundada por funcionários da Estrada de Ferro Araraquara (EFA). A grande curiosidade é que o distintivo da Ferroviária é o mesmo da EFA, porém com as letras ao contrário: AFE. Outra curiosidade legal é que o clube é grená e branco porque a cor grená era semelhante àquela que distinguia as locomotivas da EFA.

Participação em Campeonatos Paulistas: o primeiro campeonato disputado pela Ferroviária foi a segunda divisão do Paulista em 1951, não alcançando o acesso, que só veio em 1956, ao vencer o Botafogo-RP, seu maior rival, na final por 6 a 3 na Fonte Luminosa, seu estádio. As primeiras temporadas na elite do futebol paulista foram discretas, até que em 1959 que a AFE surpreende e acaba o estadual em terceiro lugar, atrás apenas do campeão Palmeiras e do vice Santos. O time era formado por grandes jogadores como o Rosan, Ismael, Dudu, Baiano, Ney, Cardoso, Peixinho, Beni e Bazzani. Os bons resultados persistiram até 1963. Em 1964 a AFE fez apenas uma campanha razoável. O primeiro rebaixamento veio em 1965, quando o time de Araraquara fica em 16º. e último lugar.

Rebaixamentos e promoções: a tradição falou alto e a AFE conquistou o título da segundona em 1966 e voltou por cima para a primeira divisão. O primeiro rebaixamento serviu de lição e a Ferroviária se manteve na primeira divisão de 1967 a 1996. Neste período, vale destacar a terceira colocação em 1968 e a chegada às semifinais em 1985, quando perdeu a vaga para as finais para a Portuguesa. Infelizmente o Paulistão de 1996 foi o último que a AFE disputou na primeirona. Desde então o clube entrou num terrível declínio administrativo e financeiro que culminou no rebaixamento para a segunda divisão em 1996, para a terceira divisão em 1997 e para a quarta divisão em 2000. Volta para a terceirona em 2002. A situação era insustentável e o clube estava à beira da extinção, até que se tornou um clube empresa, a Ferroviária S/A, no final do ano de 2003. O primeiro ano como empresa não foi nada bem e o clube volta a ser rebaixado para a quarta divisão. A reestruturação administrativa começou a dar resultados e o time de Araraquara disputa a terceira divisão em 2005. A tão sonhada volta para a Série A-2, antiga segunda divisão, acontece em 2008, mas com uma má campanha a Ferroviária cai novamente para a A-3, terceira divisão, em 2009. Com o vice-campeonato da A-3 de 2010, disputará a A-2 em 2011 com a promessa de lutar pelo acesso.

Dado histórico: Téia, atacante da Ferroviária, foi o primeiro artilheiro na história do Campeonato Paulista de um time de fora da capital. O feito aconteceu pelo campeonato estadual de 1968.

Projeção nacional: a única participação na AFE na primeira divisão do Brasileirão entrou para a história. A equipe de Araraquara surpreendeu e conseguiu brilhar, acabando na 12ª. colocação, a frente de bichos-papões do futebol nacional como Grêmio, Cruzeiro, Fluminense, Inter-RS e Botafogo-RJ. A Ferroviária acabou em primeiro lugar no Grupo G, vencendo o Botafogo-RJ fora (0 x 1) e dentro de casa (2 x

1) e vencendo o Inter-RS em casa (2 x 0) e empatando no Sul (0 x 0). Foi novamente o campeão do Grupo O na segunda fase num grupo que tinha Atlético-PR, Botafogo-RP e América-RN. A AFE só parou na terceira fase, quando ficou na quarta posição do Grupo S, atrás de São Paulo, Sport e Grêmio. Porém o Grêmio não encontrou moleza e empatou em Araraquara por 2 a 2 e perdeu no Olímpico para a Ferroviária por 1 a 3, de virada!

Projeção internacional: em 1960 a Ferroviária realiza a sua primeira excursão ao exterior. O time passou por Portugal, Espanha e África Portuguesa, jogando 20 partidas, tendo conquistado 17 vitórias, dois empates e apenas uma derrota (0 x 1 Sporting Lisboa). Destaque para a vitória sobre o Porto de Portugal (2 a 0), os empates contra o Sporting Lisboa (1 a 1) e o Atlético de Madrid (1 a 1). Foram 85 gols marcados e apenas 13 sofridos.

A segunda excursão aconteceu em 1963, passando pela Colômbia e países da América Central. Foram 16 jogos, com 13 vitórias e três derrotas, marcando 48 gols e sofrendo 12. A AFE volta à América Central e Colômbia em 1968 para mais 13 partidas. O time grená venceu nove, empatou três e perdeu apenas uma. Marcou 22 gols e sofreu 9.

Destaque: a história do Corinthians e da Ferroviária se encontram quando o assunto é o meia Bazzani. O craque chegou à Ferroviária em 1954 e foi o grande jogador do time na “era de ouro” do time de Araraquara, principalmente na conquista da terceira colocação no Paulista de 1959. Em 1963 se transfere para o Corinthians, onde atuou até 1965 sem conseguir o mesmo brilho. Volta à Ferroviária em 1966 e continua sendo a referência do time e ídolo maior. Bazzani ainda foi técnico e supervisor da Ferroviária e é até hoje é considerado o maior jogador a vestir a camisa grená, tanto que em abril de 2007 foi homenageado com um busto de bronze no estádio Fonte Luminosa. Bazzani faleceu em 13 de outubro de 2007 aos 72 anos.

Confrontos com o Corinthians

Foram 70 jogos, sendo que o último encontro foi realizado pelo Paulistão de 1996. A Ferroviária sempre foi uma adversária “chata” para o Corinthians, apesar da vantagem que temos em relação ao número de vitórias (43 corintianas contra 11 da AFE e 16 empates). O alvinegro marcou 113 gols e sofreu 59. As maiores goleadas corintianas foram 7 a 1 nos anos de 1957 e 1962, ambos pelo Campeonato Paulista, enquanto a Ferroviária venceu o Timão por 4 a 1 pelo Paulistão de 1968, em pleno Pacaembu.

FRANCANA

 

 Fundação: 12 de outubro de 1912

História: a cidade de Franca é identificada no esporte como uma das principais do basquete brasileiro, graças à tradição e títulos neste esporte. Só que o futebol também é destaque no município graças á Associação Atlética Francana. A Veterana, apelido que é conhecida – assim como Feiticeira, disputou em 1948 o seu primeiro campeonato profissional: a Divisão de Acesso do Campeonato Paulista, acabando num honroso terceiro lugar.

Participação em Campeonatos Paulistas: o tão sonhado acesso só veio em 1977, ao conquistar o título da segundona. Na estréia da primeira divisão em 1978, a Francana ficou na 10ª. colocação. A equipe não passou para a segunda fase do Paulistão de 1979 e quase é rebaixada em 1980. Por ter ficado em penúltimo lugar, disputou em uma partida o direito de ficar na elite contra o vice-campeão da segunda divisão. A Francana venceu a Catanduvense por 2 a 1, no Pacaembu, e respirou aliviada. Mais uma campanha discreta em 1981, ficando no 16º. lugar.

Rebaixamentos e promoções: a última colocação no Paulista de 1982 fez com que o time de Franca voltasse para a segundona. O rebaixamento fez com que a equipe se licenciasse em 1983 e 1984, voltando em 1985 a disputar a segundona, onde permanece até 1993, quando é rebaixada para a terceira divisão. O período na terceirona vai de 1994 a 1996, quando conquista o acesso para a segundona. Permanece nesta divisão de 1997 a 2005, voltando para a terceira divisão. Em 2002 quase retorna à Série A, ao ser vice-campeã. A Francana disputou com a Portuguesa Santista (penúltima colocada do Paulistão) a última vaga. Após dois empates, a Feiticeira perde a oportunidade nos pênaltis. Desde 2006 na Série A-3 (antiga terceira divisão), a Francana tem realizado campanhas irregulares e luta para voltar aos bons tempos.

Projeção nacional: a Francana disputou a primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 1979. Por ter sido eliminada na primeira fase, a equipe acabou na 55ª. colocação, num total de 94 concorrentes. Outra participação em campeonatos nacionais foi em 1996, quando disputou a Série C e chegou até à semifinal, sendo derrotada pelo Sampaio Corrêa-MA.

Confrontos com o Corinthians

Francana e Corinthians se enfrentaram apenas pelo Campanha Paulista. Foram 11 partidas, com quatro vitórias corintianas, cinco empates e duas vitórias da Francana. O Coringão marcou 15 gols e tomou nove. Destaque para a vitória histórica da Francana por 1 a 0, em 23 de agosto de 1979, em pleno Pacaembu.

 

GRÊMIO CATANDUVENSE

 

Fundação: 5 de fevereiro de 1970

História: a cidade de Catanduva sempre desejou ter um clube na elite do futebol paulista. O Catanduva Esporte Clube era o time que mais perto havia chegado, tendo disputado a segundona e a terceirona, até fechar em 1968. Em 1970 foi fundado o Grêmio Esportivo Catanduvense, que de imediato foi adotado pela cidade.

Participação em Campeonatos Paulistas: após 19 anos disputando a segunda divisão, o Grêmio Catanduvense conquistou o vice-campeonato e o direito de jogar contra os grandes clubes em 1988. O mais curioso é que o time muda de cor para disputar a primeira divisão, passando do azul e branco para o vermelho e branco, em homenagem ao Catanduva Esporte Clube. Outra curiosidade é que o Grêmio havia sido campeão da segunda divisão em 1974, porém não era previsto o direito de acesso na época. Nunca brilhou na primeira divisão. Foi coadjuvante em 1989 com o 17º. lugar, ficou em último em 1990, disputou o Grupo Amarelo em 1991 – que só não foi considerado segunda divisão por contar com o São Paulo e classificar três times para a fase final do torneio, é o último no Grupo Amarelo em 1992 (foi beneficiado por não ter rebaixamento) e volta a ser o “rabeira” em 1993, quando finalmente volta para a segunda divisão.

Rebaixamentos e promoções: após o rebaixamento no Paulistão de 1993 troca o nome e passa a se chamar Grêmio Catanduva. No final de 1993 é feita nova mudança de nome. Desta vez passa para Catanduva Esporte e Clube e disputa a segundona do Paulistão de 1994 e 1995, até ser extinto.

Confrontos com o Corinthians: Apenas dois confrontos, ambos pelo Campeonato Paulista. O primeiro confronto foi em 9 de abril de 1989, Grêmio Catanduva 1 x 0, em Catanduva. Já o segundo aconteceu em 21 de fevereiro de 1990, Corinthians 1 x 0, no Pacaembu.

HYDECROFT / JUNDIAÍ

Fundação: 1913

História: Este time é das antigas. O Hydecroft, que era formado por alunos do Gimnásio Hydecroft, foi o primeiro time do interior a disputar o Campeonato Paulista, em 1914. Apenas em 1926 que um clube do interior disputaria o campeonato estadual, coincidentemente uma outra equipe de Jundiaí: o Paulista.

Participação em Campeonatos Paulistas: apenas uma, em 1914, no torneio promovido pela Liga Paulista de Foot-ball (LPF). O Hydecroft mandou suas partidas em São Paulo, no Parque Antarctica, e mesmo assim acabou abandonando a disputa no meio, tendo jogado oito dos 12 jogos programados (duas vitórias, um empate e cinco derrotas). Seus resultados não foram contabilizados por causa da desistência. Não há mais informações se o clube disputou outros campeonatos, mesmo que amadores, a seguir do Paulista. O Hydecroft acabou extinto.

Confrontos com o CorinthiansOcorreu em 26 de julho de 1914 e o Corinthians venceu por 4 a 1, no Parque Antarctica.

INTERNACIONAL DE LIMEIRA

 

Fundação: 05 de outubro de 1913

História: sua origem é relacionada ao time de várzea chamado Barroquinha, que jogava em Limeira em 1912. O nome Internacional é em homenagem às várias etnias existentes no município, como japoneses, italianos, alemães, portugueses, entre outros. A Associação Atlética Internacional é um dos clubes mais antigos do interior do estado.

Participação em Campeonatos Paulistas: a Inter disputou torneios amadores e amistosos com os principais clubes de São Paulo até que em 1948 jogou pela primeira vez a segunda divisão de profissionais, onde permaneceu até 1952. Em 1953 e 1954 o clube não disputa o campeonato profissional, retornando em 1955 e permanecendo na segundona até 1959. De 1960 a 1966 joga a terceira divisão e retorna para a segunda divisão em 1967. Por falta de um estádio, o clube se licencia dos campeonatos promovidos pela Federação Paulista de Futebol. O retorno só se dá em 1975, novamente na segunda divisão, e mesmo assim jogando fora de casa, principalmente no campo do Usina São João da cidade de Araras. A primeira grande glória acontece em 1978, quando a Inter conquista o título da segundona.

Na primeira divisão: a estréia na elite do futebol paulista foi com um honroso nono lugar. O crescimento do clube era claro, tanto que em 1980 a equipe ficou em quarto lugar e disputou a semifinal do Paulistão, sendo derrotado pelo São Paulo, que viria a ser o campeão. Em 1981 brilhou no primeiro turno, quando ficou em segundo lugar, porém caiu de produção e, mesmo disputando o octagonal final, ficou no final na sexta colocação. A Inter tinha conquistado o respeito de todos e era vista como uma das principais forças do interior.

O título Paulista de 1986: após campanhas discretas nos campeonatos estaduais seguintes, o ano de 1986 guardava a maior glória da sua história. Após 42 jogos, com 21 vitórias, 14 empates e sete derrotas, 59 gols pró e 33 contra, a Internacional de Limeira se sagrava o primeiro time do interior a conquistar o Campeonato Paulista. O título veio após empatar a primeira partida por 0 a 0 e derrotar o poderoso Palmeiras na final por 2 a 1. Ambas as partidas foram disputadas no Morumbi.

 O time alvinegro era formado por Silas; João Luís, Juarez, Bolívar e Pécos; Manguinha, Gilberto Costa e João Batista;Tato, Kita e Lê, sob comando da raposa velha Pepe.

 

Pós-título: a Inter permaneceu no topo em 1987, quando ficou na quinta colocação, com a mesma pontuação do quarto colocado – Corinthians, e só não disputou o quadrangular final pelo critério do saldo dos gols. Em 1988 o clube é lider de sua chave na primeira fase, mas refuga na segunda fase e não chega à final. No Paulistão de 1989 a Inter volta a fazer boa campanha e passa para a segunda fase.

Discreto, mas eficaz: no Estadual de 1990 a Inter não consegue nem se classificar para a fase em que enfrentaria os grandes clubes. Apesar de disputar o Grupo Amarelo em 1991, uma espécie de segunda divisão, consegue classificar-se em segundo lugar, atrás apenas do São Paulo, para a segunda fase, quando enfrenta Corinthians, Portuguesa e Santo André, ficando na terceira colocação na chave.

O começo do declínio: no Paulistão de 1992 a equipe de Limeira fica em último lugar no Grupo Verde, que contava com os grandes clubes. Em 1993 a Inter faz uma campanha muito fraca no Grupo B, que só contava com os times considerados pequenos, e acaba em 12º. entre 14 times e é rebaixada.

A esperança renasce: a Internacional joga a segunda divisão em 1994 a 1996, quando conquista o título e retorna para a elite.

Boa seqüência na elite: na volta para a primeira divisão em 1997, a equipe faz uma campanha discreta. De 1998 a 2002 a Inter apenas luta para ficar na primeirona. Após uma má primeira fase no Paulistão de 2003, tem que disputar uma espécie de Torneio da Morte e desta vez não escapa. Dos 12 clubes, acaba na última colocação e volta para a segunda divisão.

Superando os problemas: o rebaixamento refletiu os problemas administrativos e financeiros, pois em 2003 o clube chegou a ficar sem presidente. Mas a Inter era guerreira e conseguiu fazer um excelente campeonato e volta para a primeira divisão com mais um título da segunda divisão em 2004.

Ladeira abaixo: o sonho virou pesadelo e a equipe de Limeira faz um Paulistão/2005 muito ruim e acabou o torneio novamente na última colocação e rebaixada.

Disputou a segunda divisão em 2006 até 2008, quando ficou em último e foi rebaixada. Vida dura na A-3, terceira divisão, em 2009. O 18º. lugar no torneio fez com que a Inter sofresse um novo rebaixamento. A Inter de Limeira jogou a Segunda Divisão, antiga quarta divisão e a última dos campeonatos profissionais, em 2010, quando chega até a fase 4, mas não consegue o acesso. Em 2011 disputará a Segunda Divisão novamente.

Projeção nacional: os anos dourados da Inter não se restringiram apenas ao Campeonato Paulista. O time de Limeira disputou o Campeonato Brasileiro da primeira divisão em 1979, 1981 e 1982 e 1989, sempre com campanhas regulares. Em 1990 o time de Limeira ficou em último lugar e foi rebaixada.

Segunda e terceira divisão: em 1980 jogou a Taça de Prata, atual segunda divisão, e ficou em quarto lugar na fase decisiva, num grupo com oito clubes.

Em 1986 disputou a segunda divisão e conquistou o título da sua chave, classificando-se para as fases que contavam com os maiores clubes do Brasil. No final, a Inter ficou na 17ª. colocação geral.

Em 1987 jogou o Módulo Amarelo e não faz boa campanha.

O único título nacional vem em 1988, quando a Inter é campeã da Série Amarela (segunda divisão), ao ficar em primeiro lugar num grupo que contava com Náutico, Ponte Preta e Americano-RJ. Também é assegurado o acesso e a volta para a série principal do futebol brasileiro.

Na segunda divisão em 1991, fez uma campanha fraca e nem passou perto do título.

Em 1993, 1997, 2002, 2003 e 2005 a Inter disputa a Série C sem grande brilho.

Confrontos com o Corinthians: Foram 30 confrontos. O Coringão venceu 17, empatou seis e perdeu outras sete. O ataque mosqueteiro marcou 39 vezes, só que a Internacional marcou 24. A última partida aconteceu pelo Campeonato Paulista de 2005, em Limeira, e o Corinthians venceu por 2 a 0.

 

Por Onde Anda (Interior) Parte 1

Por Paulo Unzelte

O interior de São Paulo sempre foi um grande celeiro na revelação de grandes. Já uma parte significativa dos clubes do interior marcou história no futebol paulista com grandes participações no Campeonato Paulista, chegando a ameaçar a conquistas dos grandes. Agora chegou a vez de destacar estes times, independentemente de seu tamanho, e os confrontos com o Timão.

AMÉRICA-SJRP

Fundação: 28 de janeiro de 1946

História: Tradicionalíssimo clube do interior, seu nome é em homenagem ao América-RJ. O primeiro campeonato profissional que disputou foi em 1948.

Participação em Campeonatos Paulistas: o primeiro na divisão principal foi em 1957, após ter conquistado o título da divisão de acesso no ano anterior (1956). As suas melhores campanhas foram em 1975 e 1994, quando o clube ficou na terceira colocação. O alvirrubro disputou 31 Campeonatos Paulista ininterruptos na primeira divisão, de 1963 a 1997.

Rebaixamentos e promoções: a primeira grande decepção no futebol ocorreu em 1961, quando foi rebaixado, voltando á primeirona dois anos depois, em 1963. O clube é rebaixado novamente em 1997, retornando novamente após dois anos (1999) para a primeira divisão. Novo rebaixamento em 2007, sendo que em 2011 disputará a Série A-2 do estadual.

Projeção nacional: disputou o Campeonato Brasileiro de 1978, ficando na 38ª. colocação entre 74 participantes, e o Brasileirão de 1980 (32º. entre 44 concorrentes). O clube de São José do Rio Preto ainda pode se orgulhar de ter cedido um jogador para a Seleção Brasileira principal. Trata-se do ponta-direita Marinho, que depois brilharia no Bangu e no Botafogo-RJ, que quando foi convocado pela primeira vez, ainda atuava pelo Mecão.

Destaque: o América orgulha-se de ser o proprietário do estádio Teixeirão, que levou 17 anos para ser construído, e que é utilizado com freqüência para sediar clássicos fora da cidade de São Paulo.

Confrontos com o Corinthians

O América sempre foi um time difícil de ser vencido, principalmente em seus domínios. Me lembro do tempo, lá pelos idos da década de 1980, em que as televisões anunciavam a transmissão ao vivo das partidas contra o América e no meio da partida o sinal caía, devido à distância de São José do Rio Preto para a Capital (cerca de 450 km). Em 69 oportunidades o Corinthians enfrentou o América, tendo vencido 40, empatado 21 e perdido apenas em oito ocasiões, em seis destas ocasiões em São José do Rio Preto. O Corinthians marcou 125 gols e tomou 54.

A última grande partida entre as duas equipes foi em 29 de janeiro de 2005, no estádio do Morumbi, quando o Corinthians venceu por 1 a 0 e que marcou a estréia do inesquecível Tevez.

ARAÇATUBA

Fundação: 15 de dezembro de 1972

História: curiosamente, o clube foi fundado numa reunião realizada no Esporte Clube Corinthians de Araçatuba e tinha a intenção de que a cidade de Araçatuba tivesse finalmente um clube que a representasse no futebol paulista, após várias tentativas fracassadas com outros clubes.

Participação em Campeonatos Paulistas: após disputar a terceirona e a segundona, o Araçatuba chega á elite paulista pela primeira vez em 1992, onde permaneceu até 1993. Retorna para a primeira divisão e disputa o campeonato entre 1995 a 2000, ano da sua última participação na primeirona.

Destaques: após o rebaixamento no Paulistão de 2000, o clube entrou numa grave crise financeira e administrativa. O clube entrou em “parafuso” e passou a colecionar rebaixamentos, até que voltou a ser um dos últimos na quarta divisão em 2005 – a última divisão profissional do futebol paulista. Atolado em dívidas, o Araçatuba decide licenciar-se, permanecendo nesta situação até hoje.

Confrontos com o Corinthians

Foram apenas 13 confrontos, sendo quatro amistosos, dois pela Copa Bandeirantes e sete pelo Paulistão. O Timão venceu 10 vezes, empatou duas e perdeu apenas uma (Araçatuba 1 x 0 em 11 de abril de 1996, pelo Campeonato Paulista). O Corinthians marcou 30 gols e tomou cinco gols.

ATLÉTICO SOROCABA

Fundação: 21 de fevereiro de 1991

História: inicialmente era apenas um clube de basquete feminino. Depois, em 1993, o Atlético Sorocaba fez uma parceria com a Nestlé e passou a ter um time de vôlei feminino de destaque. O futebol só ganhou força em 1993, quando o clube fundiu-se com o Clube Atlético Barcelona de Sorocaba e com o Estrada de Ferro Sorocabana Futebol Clube. Começa a disputar as divisões inferiores do Campeonato Paulista no próprio ano de 1993. No final da década de 1990 passa a ser administrado por associados da Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial (AFUPM) DO Brasil. Não sabe quem é? É a “seita” do reverendo Moon, sendo que o clube continua vinculado a esta associação até hoje.

Participação em Campeonatos Paulistas: após conquistar o vice-campeonato da Série A-2 em 2003, o clube ganha a oportunidade de jogar a primeirona nos anos de 2004 (quando acaba em 15º. lugar) e 2005 (quando fica em 19º. lugar ), quando é rebaixado. Desde então disputa a Série A-2 do Paulistão, divisão que disputará em 2011.

Projeção nacional: apesar de nunca ter se destacado, o Atlético Sorocaba disputou a Série C do Brasileirão de 1994 a 1998 e de 2001 a 2005. Também disputou a Copa do Brasil de 2009, por vencer a Copa Paulista de Futebol do ano anterior. O Atlético Sorocaba foi desclassificado pelo Juventude-RS na primeira fase.

Confrontos com o Corinthians

Foram apenas dois, ambos válidos pelos Campeonatos Paulistas. O Corinthians empatou um (2 a 2 em 21 de janeiro de 2004) e venceu a outra (1 a 0 em 26 de janeiro de 2005).

ATLÉTICO SANTISTA

Fundação: 7 de setembro de 1913

História: Fundado com o nome de José Bonifácio, passou a utilizar o nome Atlético em 1914. Era um clube tradicional de futebol de Santos e rivalizava com o próprio Santos a preferência dos torcedores até a década de 1930. Destacou-se ao conquistar vários títulos amadores no futebol na cidade.

Participação em Campeonatos Paulistas: disputou os Campeonatos Paulistas de 1926 a 1932. De 1926 a 1929, o Atlético disputou o Paulistão organizado pela Liga dos Amadores de Futebol. Já de 1930 a 1932, o torneio foi unificado. Após abandonar o futebol profissional, o Atlético tornou-se um dos mais tradicionais clubes sociais de Santos. Porém após várias crises financeiras fizeram com que parte de seu patrimônio fosse vendida para salva-lo. Atualmente permanece com destaque na parte social e esporte amador.

Confrontos com o Corinthians

Foram seis confrontos, todos pelos Campeonatos Paulistas. O Coringão venceu três e empatou três. O alvinegro marcou 15 tentos e sofreu sete.

BANDEIRANTE DE BIRIGUI

Fundação: 11 de março de 1923

História: O mais curioso é que o Bandeirante de Birigui voltou a ser destaque graças ao apresentador do RockGol da MTV, Paulo Bonfá, que se diz um torcedor da equipe e que cita a cidade como sede de todos os eventos futebolísticos promovidos pelo programa. A realidade é que o Bandeirante é um clube muito tradicional no futebol paulista e que tem no seu currículo a passagem por todas as divisões do futebol profissional, feito alcançado por poucos clubes até hoje.

Participação em Campeonatos Paulistas: o maior feito foi alcançado em 1986, quando conquistou o título da Segunda Divisão (atual A-2) e se qualificou para disputar a primeirona em 1987. Só que o sonho virou pesadelo. O Bandeirante acabou em último lugar e é rebaixado. Tentou através da Justiça, juntamente com a Ponte Preta, não ser rebaixado e enquanto não se decidia o caso, os demais times se negaram a jogar com o clube – com exceção do Corinthians. A decisão foi que Bandeirante e Ponte Preta teriam que disputar a Segundona. Os clubes acataram e desde então o Bandeirante oscila entre a Série A-2 e A-3. O Bandeirante disputará em 2011 a A-3.

Confrontos com o Corinthians

Foram apenas três confrontos, dois no Paulistão de 1987 e o do Paulistão de 1988, que acabou anulado. O Corinthians venceu os dois de 1987 e empatou o de 1988, marcando seis gols e sofrendo três.

COMERCIAL-RP

Fundação: 10 de outubro de 1911

História: o Comercial é sem dúvida outro clube muito tradicional do interior paulista. Por ser de Ribeirão Preto, o Comercial logo após a sua fundação recebeu o amparo financeiro dos “coronéis do café” e da elite local, fazendo com que o time se destacava no futebol da região como a principal força.

Participação em Campeonatos Paulistas:

Sua importância era tanta que em 1919 o time foi convidado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athléticos) para disputar o Campeonato Paulista – Divisão do Interior, quando conquistou o vice-campeonato. O Comercial também foi o primeiro time da região de Ribeirão Preto a disputar a primeira divisão do Campeonato Paulista promovido pela APEA. Isto aconteceu em 1927 e o clube acabou na 12ª. colocação entre 14 participantes. Voltou a jogar o Paulistão em 1928, mas abandonou a disputa no meio.

Paralisação do departamento de futebol

Em 1935 aconteceu o pior momento na história do clube. Devido à crise financeira causada pelo “crack” da bolsa de valores de Nova Iorque em 1929, os investimentos dos “coronéis do café” no Comercial começaram a minguar. Só que o principal motivo para a paralisação do futebol comercialino foi causada pela contratação de dois atletas uruguaios, os irmãos Bertoni, com salários altíssimos. O restante dos jogadores não gostou da diferença entre os salários e se rebelou contra a diretoria do clube, que para resolver a situação gastou mais do que devia com o aumento dos salários. Tudo piorou quando os sócios de maiores posses se afastaram por acharem que o profissionalismo não devia ser implantado no clube. Para preservar o patrimônio do clube, decidiu-se fechar o departamento de futebol e anexar o Comercial à Sociedade Recreativa em 3 de agosto de 1936, em troca da absorção da dívida por parte da Recreativa. É neste momento que o escudo do clube é alterado.

O retorno ao futebol

Graças aos torcedores inconformados, em 7 de outubro de 1954 o Comercial ressurge.

O clube é desfiliado da Recreativa e é feita uma nova fusão, desta vez com Paineiras Futebol Clube, que disputava na época os campeonatos profissionais.

O nome do da equipe é atualizado de Commercial Football Club para Comercial Futebol Clube, assim como o escudo.

Participação em Campeonatos Paulistas (parte 2):

O título da segunda divisão em 1958 permite que o Comercial conquiste pela primeira vez o acesso à elite do futebol paulista. Os anos da década de 1960 foram dourados para o clube, tanto que em 1966 ganha o apelido de “Rolo Compressor”, sendo um forte adversários para as tradicionais equipes e até para o Santos de Pelé. O Comercial disputa a primeirona de 1958 a 1968 e de 1970 a 1986. Desde então o time disputa apenas a segundona, até que em 2009 o Comercial cai para a Série A-3, graças a uma crise financeira e administrativa. O “Leão do Norte” se reorganiza e conquista o acesso para a Série A-2 em 2010.

Projeção nacional: o Comercial disputou a primeira divisão do Brasileirão em 1978 (42º. lugar entre 74 participantes) e 1979 (14º. lugar entre 94 participantes).

Confrontos com o Corinthians

Em 53 partidas, o Corinthians venceu 26, empatou nove e perdeu 18. O ataque corintiano carimbou as redes do Comercial em 78 oportunidades, enquanto a defesa sofreu 50 gols.

Com o Comercial jogando a Série A-2 por um longo tempo, os confrontos com o Timão tornaram-se raros. O último foi uma vitória corintiana por 1 a 0, em 19 de janeiro de 1994, que serviu como parte do pagamento da contratação do lateral-direito Valdo, que acabou jogando pouco pelo Corinthians.

CORINTHIANS DE PRESIDENTE PRUDENTE

Fundação: 8 de fevereiro de 1945

História: Nem é preciso dizer que o “Corinthinha” de Presidente Prudente tem este nome em homenagem ao Coringão. Mas não era só o nome que nos homenageava, já que o seu estádio também recebeu o nome de Parque São Jorge. O clube foi fundado inicialmente para disputar campeonatos juvenis da região.

Participação em Campeonatos Paulistas: em 1948 o Corinthians-PP disputa pela primeira vez a segundona do Paulistão. Apenas na segunda metade da década de 1950 é que o clube ganhou projeção na segunda divisão e começa a rondar a zona de acesso, até que em 1959 conquista o título e, consequentemente, a única vaga de acesso para a primeirona do Paulistão em 1960. A primeira partida disputa na elite foi contra o xará da Capital, sendo que o Coringão Paulista venceu por 2 a 0. O “Corinthinha” faz uma campanha irregular no Paulistão/1960 e acaba na 17ª. colocação, sendo rebaixado, encerrando a sua única participação na principal divisão. Disputa a segundona até 1973, quando muda de nome para Presidente Prudente e disputa o torneio em 1974 e 1975. Porém o time volta a se chamar “Corinthinha” e disputa novamente a segunda divisão a partir de 1976. A partir daí o clube viveu uma verdadeira montanha-russa, com boas e más campanhas nas décadas de 1970 e 1980. Só que a venda de seu patrimônio acabou afundando de vez o Corinthians-PP, que como reflexo direto da situação, foi rebaixado para a Série A-3 em 1995, mas volta para a segundona no ano seguinte. Os golpes definitivos vieram com os rebaixamentos para a Série A-3 em 2000 e para a Série B-1 em 2001. Devido ás dívidas acumuladas, o Corinthians não foi aceito pela Federação Paulista de Futebol. Estas mesmas dívidas forçaram o fechamento do clube em 2000.

O confronto dos xarás

Os Corinthians se enfrentaram em sete vezes (dois pelo Paulistão de 1960 e cinco amistosos), sendo que o Paulista (nós) venceu quatro, empatou duas e perdeu apenas uma (o primeiro confronto em 12 de maio de 1951, 0 x 2 em um amistoso). O Corinthians Paulista marcou 13 gols, enquanto que o “Corinthinha” marcou cinco vezes.

CORINTHIANS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

Fundação: 15 de agosto de 1912

História: Santo André era um bairro de São Bernardo do Campo, então este Corinthians é hoje o nosso xará de Santo André, porém, quando disputou a primeira divisão do Paulista em 1927 ainda era de São Bernardo. Parece complicado, mas não é. É que Santo André só se emancipou, tornando-se um município independente, em 1939. A grande contribuição deste Corinthians é que foi contra ele a primeira partida e o primeiro gol de Pelé pelo Santos, numa partida amistosa disputada em 7 de julho de 1956.

Participação em Campeonatos Paulistas: apenas uma na primeira divisão promovida pela APEA, em 1927, quando terminou na 10ª. posição.Já como Corinthians de Santo André, o clube disputou a segunda, terceira e a quarta divisão, só que de forma irregular, deixando o futebol profissional em diversas ocasiões. O último campeonato profissional disputado foi a segunda divisão de 1970. Atualmente disputa campeonatos amadores.

O confronto dos xarás – parte 2

Corinthians da Capital e Corinthians de São Bernardo se enfrentaram em duas oportunidades: 14 de setembro de 1924, 0 a 0 numa partida amistosa. A outra vez foi em 31 de julho de 1927, 4 a 1 para o Corinthians da Capital, pelo Campeonato Paulista.

Já em relação ao Corinthians de Santo André, foram três confrontos, com três vitórias nossas, do Corinthians Paulista, sempre em jogos amistosos. Marcamos nove gols e sofremos três.

ESPORTIVA DE GUARATINGETÁ

Fundação: 3 de novembro de 1915

História: a Esportiva foi até 2007 (até o Guaratinguetá E.C. chegar à primeirona) o único clube da cidade de Guaratinguetá a disputar a primeira divisão do Campeonato Paulista. Era um clube tradicional do futebol paulista, além de uma das forças do Vale do Paraíba. Seus principais rivais eram o Taubaté, os São José e o Cruzeiro, todos das cidades vizinhas. Após jogar de 1956 a 1960 a divisão de acesso, conquistou o acesso e jogou a primeira divisão do Paulistão pela primeira vez em 1961, onde permaneceu até 1964. Voltou à segundona em 1965, onde permaneceu brigando para subir até 1988, sendo que em cinco oportunidades não disputou este campeonato. A queda para a terceira divisão em 1989 foi o início do fim, que culminou com nova queda em 1994 para a quarta divisão, Licenciou-se em 1995 e 1996 e disputou a quinta divisão em 1997 e 1998, sendo este o seu último campeonato. A Esportiva licenciou-se inicialmente e hoje é um clube extinto.

Confronto com o Corinthians

Houve oito confrontos, todos válidos pelos Campeonatos Paulistas. O Coringão venceu cinco, empatou um e perdeu dois. Foram marcados 18 gols pelo ataque corintiano, enquanto o ataque da Esportiva fez oito.

Semana que vem a segunda parte do texto!

Fonte de Escudos: Distintivos.Com.Br

Por Onde Anda 3/3

 Por Paulo Unzelte:

Lá vai a última parte da lista dos times da capital que o Corinthians enfrentou ao longo dos seus 100 anos. Destaques para o Nacional da rua Comendador Souza, que por algum tempo foi um rival tradicional, mas que nas últimas décadas é mais conhecido pelas categorias de base, o São Paulo da Floresta, que para muitos é o São Paulo atual, e o Guapira, uma equipe que o Timão nunca enfrentou, mas que vale a pena cita-la.

LUZITANO 

Este é conhecido como o Luzitano II, já que houve uma equipe com o mesmo nome e que já foi destacada na primeira parte desta matéria. O Luzitano Futebol Clube é mais um daqueles times discretos que se contentavam em ser coadjuvantes no futebol paulista. Após disputar as divisões menores do Campeonato Paulista em parte da década de 1920 e 1930, conquistou uma vaga no Campeonato Paulista de 1936 promovido pela Liga Paulista de Futebol, disputando esta competição também em 1937 e 1938, sempre com campanhas muito ruins. O Corinthians enfrentou o Luzitano em oito oportunidades, tendo vencido cinco e empatado três, sendo que o alvinegro marcou 25 vezes e o Luzitano oito.

NACIONAL

O Nacional é o antigo SPR – São Paulo Railway. Antes de começar a destacar este clube, é preciso citar uma curiosidade importantíssima para o próprio futebol brasileiro. Em 14 de abril de 1895 foi disputada a primeira partida de futebol do Brasil entre as equipes dos funcionários da São Paulo Railway e da Companhia de Gás. Isto não significa que o SPR foi o time que jogou esta partida, pois somente em 16 de fevereiro de 1919 que funcionários da São Paulo Railway se organizam e formam um time para jogar com certa freqüência. Entre 1924 e 1936, o time disputa alguns Campeonato Paulista das divisões inferiores, até que em 1936 é convidado para disputar o torneio estadual promovido pela Liga Paulista de Futebol. O SPR também é um dos clubes fundadores da atual Federação Paulista de Futebol. Em 1939 o clube acaba o Paulistão em quarto lugar, sua melhor posição no torneio em toda a história. A concessão da São Paulo Railway acabou em 1946, obrigando a mudança de nome para Nacional Atlético Clube a partir de 1947. Apesar das campanhas discretas, na maioria das vezes o clube ficava nas últimas posições, disputou a divisão principal do Campeonato Paulista até 1953, quando ficou em último lugar e foi rebaixado. Não concordou em disputar a segundona e se afastou das competições oficiais em 1954 e 1955, voltando em 1956 para a primeirona numa “viradinha de mesa” ao aumentar o número de equipes no campeonato (de 14 para 18 times) que o favoreceu. O Nacional permaneceu na elite até 1959, quando é novamente rebaixado. Desde então o clube alterna as participações entre a segunda divisão e a terceira, além de ter se licenciado das competições oficiais em 1972, 1973 e 1975.

O Corinthians nunca deixou de marcar um gol nos confrontos contra o SPR ou contra o Nacional. Para facilitar o entendimento em relação às épocas, vou dividir as estatísticas entre os dois nomes, finalizando com um quadro geral.

Corinthians x SPR

 Foram 25 jogos, com 22 vitórias corintianas e três empates. O Coringão marcou 91 gols e levou 35. O primeiro confronto entre as duas equipes aconteceu no Paulista de 1936, e o Timão goleou por 7 a 0.

Corinthians x Nacional

  A tradição continuou, e mesmo mudando o nome para Nacional, o Corinthians continuou massacrando os “ferroviários”. Em 26 partidas, o Timão venceu 23, empatou duas e perdeu apenas uma. O alvinegro fez 93 gols e tomou 26. O primeiro confronto com o recém-batizado Nacional foi pelo Paulistão de 1947 e o Corinthians venceu por 4 a 0. A única derrota para o Nacional aconteceu pelo Campeonato Paulista de 1949, pelo placar de 2 a 1 em pleno Parque São Jorge.

A última vez em que houve o confronto foi num amistoso em 1963, em que o Coringão venceu por 2 a 0.

No total, foram disputadas 51 partidas, com 45 vitórias do Corinthians, 5 empates e apenas uma derrota. O ataque corintiano fez 184 gols, enquanto a defesa sofreu 61 tentos.

 

Por Onde Anda

O Nacional passou a ser mais conhecido pelas novas gerações como um clube que investe no futebol de base. Tanto que conquistou a Copa São Paulo de Juniores em duas oportunidades (1972 e 1988), além de ter revelado nomes como Deco, Dodô e o lateral-direito Paulo César. Também é conhecido por ser o proprietário do estádio Nicolau Alayon, que se localiza na mesma avenida dos centros de treinamento do São Paulo e Palmeiras. Em 2010 disputou a Segunda Divisão (antiga Quarta Divisão), quando chegou à fase final, porém não alcançou a promoção.

NITRO-QUÍMICA

Outro time formado por funcionário de uma empresa, neste caso a Nitro-Química. Profissionalizou-se em 1961 e disputou a terceira divisão do Campeonato Paulista de 1961 a 1965, quando desativou seu departamento profissional. Jogou contra o Corinthians em duas oportunidades, ambas amistosas no campo do Nitro, em São Miguel Paulista. Na primeira vez, em 1961, o Timão venceu por 7 a 1. Só que em 1964, o Nitro-Química venceu por 1 a 0.

REPÚBLICA

Mais um mero coadjuvante. Graças à cisão das ligas em 1926, o República chegou pela única vez à elite do futebol Paulista no torneio organizado pela APEA em 1927. O detalhe mais interessante desta participação é que o República utilizava os mesmos jogadores da A.A.São Bento, que disputava o campeonato da LAF. Corinthians e República só se enfrentaram uma vez. Foi no Paulistão de 1927 e o Corinthians venceu por 2 a 1.

SÃO PAULO ALPARGATAS

Mais um time formado por funcionários de uma empresa localizada na capital de São Paulo. Disputou a terceira divisão do Paulista em 1924 e 1925, segunda divisão em 1926 e de 1928 a 1932, retirando-se das disputas oficiais desde então. A única vez que jogou na elite foi em 1927. O único confronto com o Corinthians segue o mesmo caso do Antarctica, pois aconteceu no Campeonato Paulista de 1927, organizado pela LAF. O Timão venceu por 5 a 1, porém o alvinegro se retirou do campeonato para disputar o torneio organizado pela APEA.

SÃO PAULO DA FLORESTA

 

Este São Paulo Futebol Clube causa uma enorme confusão, pois ele foi fundado em janeiro de 1930 e extinto em maio de 1935. O curioso é que o clube ficou inativo por cerca de sete meses, até ser fundado novamente em dezembro de 1935 como o atual São Paulo, com o mesmo distintivo e uniforme. Muitos historiadores não concordam que o São Paulo da Floresta e o São Paulo atual sejam uma única equipe (faço parte deste grupo).

O São Paulo da Floresta surgiu graças à união de grande parte dos jogadores e alguns membros da diretoria do Paulistano e alguns outros jogadores e diretores da A.A.Palmeiras. O apelido que incorporava o termo Floresta deveu-se ao fato do seu estádio estar localizado na Chácara da Floresta. Vale lembrar que o nome São Paulo da Floresta nunca foi o oficial.

O São Paulo da Floresta disputou o seu primeiro Campeonato Paulista em 1930, conquistando o primeiro e único título estadual em 1931. O clube ficou conhecido pelos vice-campeonatos paulistas de 1930, 1932, 1933 e 1934. O estigma de vice continuou no Torneio Rio-São Paulo de 1933.

O seu fim teve início quando foi comprada uma sede luxuosa no centro da cidade de São Paulo. Com uma enorme dívida, 190 contos de réis, foi instaurada uma crise entre os dirigentes do São Paulo da Floresta, culminando que alguns destes dirigentes decretassem a fusão do clube com o Clube de Regatas Tietê e o fim do departamento de futebol. Outro grupo de dirigentes favoráveis à continuação do São Paulo da Floresta foram à Justiça e conseguiram impugnar a fusão. Durante a confusão, alguns jogadores do clube decidem fundar o Independente Esporte Clube, que durou pouquíssimo tempo. Após todo o imbroglio jurídico, a fusão do Tietê foi aprovada, decretando o fim do departamento de futebol profissional.

Corinthians e São Paulo da Floresta se enfrentaram em 14 oportunidades com duas vitórias corintianas, quatro empates e oito derrotas. O Corinthians marcou 17 gols e suas redes foram vazadas em 35 oportunidades.

 

SILEX

Time formado por jogadores da fábrica Silex. Conquistou o título da segunda divisão do Campeonato Paulista em 1925, o que lhe valeu o convite da APEA para disputar o torneio organizado pela entidade em 1926. Joga ainda o Paulista de 1927 e disputa novamente a segundona em 1928. Volta à elite e disputa o seu último campeonato oficial em 1929. Enfrentou o Corinthians quatro vezes, com três vitórias corintianas e um empate. O Timão fez 16 gols e tomou apenas dois.

 

SÍRIO

A grande importância do Sírio para o futebol paulista foi a venda do terreno do Parque São Jorge para o Corinthians em 1926. O Sírio foi fundado em 1917, impulsionado pela onda da fundação de clubes de colônias. Dedicou-se ao futebol a partir de 1918. Jogou a segunda divisão do Campeonato Paulista nos anos de 1918 a 1920 e a primeirona de 1921 a 1934, quando abandona as competições oficiais. É conhecido como um dos mais tradicionais clubes sociais de São Paulo, sendo que é um dos mais tradicionais e fortes times de basquete do Brasil. Foram 29 confrontos entre Corinthians e Sírio, com 21 vitórias corintianas, com destaque a um 10 a 1 no Campeonato Paulista de 1933, dois empates e seis vitórias do Sírio. O Timão fez 79 gols e tomou 38.

 

A EXCEÇÃO

 

GUAPIRA

 

O clube se localiza no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo. Fundado em 1918, era um dos grandes times da várzea paulistana, tanto que em 1982 profissionaliza-se e disputa a terceira divisão do Campeonato Paulista. Nunca disputou a elite do futebol paulista, e, assim como Nacional e Juventus, sentiu na “própria pele” o encarecimento do futebol – fazendo com que o clube se licencie das competições oficiais em 2008. Nunca enfrentou o Corinthians.

 

 

 

A partir da próxima semana o papo é a galera do estado de São Paulo. E olha que tradição não falta para equipes como Ferroviária, Jabaquara, XV de Jaú, XV de Piracicaba, São Bento, Esportiva de Guará, Francana, entre muitos outros!

Por onde anda – Parte 2/3

Por Paulo Unzelte

  

Como prometi na semana passada, volto a enfocar os times da cidade de São Paulo que enfrentaram o Corinthians a partir da década de 1920. Tudo bem que a cidade de São Paulo não é nenhuma Buenos Aires, que conta com vários times de bairros – somente na primeira divisão de 2010 há sete equipes, porém você irá se surpreender com a quantidade de equipes que existiram. Também não poderia esquecer de destacar aqueles times que “lutam a duras penas” para sobreviver e que se caracterizaram na história como verdadeiras “asas negras” para o Timão.

ALBION

Em 1932 o São Paulo Alpargatas mudou de nome e passou a ser designado como Albion. O único encontro com o Corinthians na história como Albion aconteceu em 1936 pelo Campeonato Paulista. Aliás, em 1936 houve dois torneios estaduais, sendo que um foi APEA – Associação Paulista de Esportes Atléticos – e outro pela LPF – Liga Paulista de Futebol. Foi pelo Paulista da LPF que o Corinthians venceu o Albion por 3 a 1, no primeiro turno, já que o clube desistiu do torneio no final desta fase.

AUTO

                                       

A história deste clube é bem complicadinha. Nos primórdio havia dois clubes: o Audax, tradicional clube da várzea, e o Auto, que na realidade era o antigo Braz – que anteriormente era o Minas Gerais – este último citado na parte 1 desta matéria. O Auto disputou os Campeonatos Paulistas de 1925 e 1926 e depois passou por uma séria crise financeira, que acabou obrigando-o a se fundir com o Audax, criando assim o Esporte Clube Americano, que só era chamado pela imprensa da época como Auto-Audax. Com o novo nome disputou apenas o Paulista de 1927. Os três encontros com o Corinthians aconteceram ainda na época em que se chamava apenas Auto e o Coringão não se deu bem. No Paulista de 1925 houve um empate por 2 a 2, que custou o título para o alvinegro. Já no Paulista do ano seguinte o Timão perdeu por 2 a 1, sendo que o Auto acabou o torneio como vice-campeão e o Corinthians na terceira posição. No amistoso realizado ainda em 1926 aconteceu um novo empate em 1 a 1.

ANTARCTICA

Esta equipe era mantida pela Companhia Antarctica Paulista de Bebidas. Disputou o campeonato estadual desde 1917, só que nas divisões inferiores da APEA. A primeira vez que jogou a primeirona foi em 1926, só que num torneio organizado pela LAF (Liga Amadora de Futebol), vindo a enfrentar o Corinthians apenas no Campeonato Paulista de 1927, também organizado pela LAF. O Timão venceu por 4 a 2, porém o alvinegro se retirou do campeonato para disputar o torneio organizado pela APEA. O Corinthians já havia encontrado esta equipe em 1916, quando a venceu numa partida eliminatória (8 a 0) para a disputa do Paulista organizado pela LPF (Liga Paulista de Futebol).

O Antarctica chegou ao fim quando se fundiu com o Internacional, que tinha sido uma das grandes equipes na década de 1910, originando o Clube Atlético Paulista em 1934.

BARRA FUNDA

Disputou uma única vez a primeira divisão do campeonato estadual organizada pela APEA em 1927, quando foi derrotado por 4 a 1 pelo Coringão. O Barra Funda disputou a segunda divisão do Paulista entre 1918 a 1920, 1922, 1924 a 1926 e de 1928 a 1930, ano em que deixou de jogar competições oficiais.

 

COMERCIAL

Apesar de atualmente ser praticamente desconhecido pelos torcedores mais novos, o Comercial da Capital foi fundado em 1939 com a intenção de ser o segundo time dos torcedores dos rivais. Por esta razão ganhou o mote de “O mais simpático”. É também um dos 11 clubes fundadores da atual Federação Paulista de Futebol.

Apesar de esforçado, o Comercial era um verdadeiro “saco de pancadas” das equipes grandes. Mesmo com os maus resultados, o clube conseguiu revelar alguns jogadores, com destaque para Dino Sani (que depois brilharia no Corinthians) e o centroavante Gino Orlando. O Comercial fundiu-se em 1953 com o São Caetano Esporte Clube, dando origem à Associação Atlética São Bento de São Caetano do Sul. Após quatro anos, o Comercial desiste da união e volta a usar seu nome original e disputa o Campeonato Paulista em 1958. Com campanhas fracas, o time cai para a segunda divisão em 1960 e para a terceirona em 1961. A situação crítica faz com que o Comercial desative sua equipe profissional neste mesmo ano. O clube passa então a disputar campeonatos oficiais da Federação Paulista de Futebol das categorias de base, quando encerra definitivamente as suas atividades no final da década de 1960.

Foram 33 confrontos contra o Corinthians, sendo que o primeiro foi pelo Campeonato Paulista de 1939 (4 a 0) e o último em 1959, também pelo Paulistão, com nova vitória corintiana por 1 a 0. No total, o Timão venceu 29 jogos, empatou dois e perdeu dois, marcando 121 gols e tomando 39 tentos.

ESTUDANTES E ESTUDANTES PAULISTA

Vou abrir uma exceção e juntar duas equipes num só verbete. O Estudantes surgiu quando o São Paulo da Floresta faliu, quando alguns jogadores decidiram fundar um novo clube. A fundação foi bem recebido pela imprensa da época, que chegou a considerar o Estudantes uma das forças do futebol paulista. Porém a realidade era outra e com uma torcida insignificante, o Estudantes se uniu ao Clube Atlético Paulista (vide o Antarctica) em 1938 e passou a se chamar Estudantes Paulista. Com a nova designação, a equipe disputa apenas uma partida e se funde ao atual São Paulo. Foram apenas cinco confrontos com o Corinthians entre 1936 e 1937, sendo quatro pelo Campeonato Paulista e um amistoso. O Coringão venceu quatro e perdeu um, marcou 13 e levou 7 gols.

INDEPENDÊNCIA

Clube do bairro do Ipiranga, disputou os Campeonatos Paulistas entre 1926 a 1929 organizados pela LAF, sendo que em 1927 o clube usou o nome Clube Atlético Sant´Anna, voltando ao nome original no certame a seguir. O único encontro com o Corinthians aconteceu num amistoso em 1927, quando vencemos por 4 a 1.

 

 

JUVENTUS

Origem

Em 1924 foi fundado o Cotonifício Rodolfo Crespi F.C., fruto da fusão do Extra São Paulo e do Cavalheiro Crespi F.C., clubes tradicionais da várzea e que eram formados por empregados da fábrica de tecidos da família Crespi. Suas cores eram o preto, o branco e o vermelho.

Apenas em 1930 é que o nome é trocado para Clube Atlético Juventus, nome sugerido pelo Conde Rodolfo Crespi em homenagem à Juventus de Turim, na Itália. Surgiu então o impasse referente às cores do uniforme, sendo que novamente o Conde Rodolfo Crespi intercedeu e sugeriu que o clube fosse grená e branco, desta vez em homenagem ao Torino, o outro clube de Turim. Nascia assim um dos times considerados pequenos que mais deram dor de cabeça para o Corinthians.

Surge o apelido “Moleque Travesso”

O Juventus estréia no Campeonato Paulista de 1930, mesmo ano em que surge o apelido de “Moleque Travesso”, mantido até hoje. E não é que o Corinthians também faz parte desta história. É que em 14 de setembro de 1930 os dois times se enfrentaram no Parque São Jorge e o caçula Juventus venceu por 2 a 1. O resultado foi destacado pelo histórico jornalista Tomas Mazzoni, do jornal “A Gazeta Esportiva”, que escreveu que o time novato da Mooca havia feito uma travessura de um moleque que ousou vencer um gigante em seus próprios domínios.

Licença e retorno ao Campeonato Paulista

Com a instauração do profissionalismo, o Juventus se licencia das competições oficiais e muda de nome para Clube Atlético Fiorentino, disputando o Campeonato Paulista Amador em 1933 e 1934. Com um time forte, conquista de forma invicta o campeonato amador estadual em 1934. O Juventus volta a disputar o Campeonato Paulista profissional da Liga Paulista de Futebol em 1935 e é um dos fundadores da atual Federação Paulista de Futebol. O time ganha projeção no futebol estadual graças às suas freqüentes peripécias ao vencer os grandes times do estado no decorrer dos anos, caracterizando-se como um adversário chato de enfrentar.

Nasce a parte social

Em 1962 o Juventus investe na construção de um amplo clube social, tornando-se um dos maiores no Brasil entre as décadas de 1970 a 1990. Com o encarecimento do futebol, o “Moleque Travesso” sentiu no bolso e começou a sofrer para manter este departamento, principalmente a partir da década de 1990.

Campeonato Paulista – conquistas e tempos difíceis

Suas melhores colocações no Campeonato Paulista foram o 4º. lugar em 1943 e em 2002, sendo que em 2002 o torneio não contou com a presença dos times considerados grandes, que disputaram o Rio-São Paulo. Infelizmente o Juventus tem seis rebaixamentos na sua história (da primeira para a segunda divisão em 1954, 1993, 1998, 204 e 2008, e da segunda para a terceira em 2009). Sua galeria de títulos é formada pelas conquistas de Campeão Brasileiro da segunda divisão em 1983, Paulista da segunda divisão em 1925 e da Série A-2 do Paulista em 2005, Copa Paulista em 2007, Torneio Início em 1986, Torneio de Classificação do Campeonato Paulista em 1971, Taça Pacaembu em 1940, Torneio Jânio Quadros em 1953 e o Torneio Internacional do Japão em 1974.

Corinthians x Juventus

O primeiro confronto foi no Campeonato Paulista de 1930 e o Corinthians venceu por 5 a 0. Desde então, as duas equipes se enfrentaram em 142 oportunidades, com 81 vitórias alvinegras, 41 empates e 20 vitórias juventinas. O Timão marcou 310 vezes e o “Moleque Travesso” 159 gols.

Por onde anda

As quedas sucessivas do Juventus o fizeram sumir do cenário do futebol paulista e brasileiro. O clube da Mooca disputou em 2010 a Série A-3 do Campeonato Paulista, chegando até a segunda fase, que era dividida em dois grupos de quatro equipes. O Juventus ficou em quarto na sua chave e não alcançou o acesso.

Por enquanto é só, semana que vem voltaremos com a parte 3 desses clubes que passaram por nossa história mais que preta e branca!

Imagens: Acervo Paulo Unzelte

Por Onde Anda – Parte 1/3

A história do Corinthians é feita por vários adversários que sumiram do cenário do futebol brasileiro. Eu mesmo sou capaz de lembrar de vários times sem muito esforço. A razão disto é sou do tempo dos campeonatos brasileiros com quase 100 clubes, nos idos da década de 1970, época em que o conhecimento sobre os times e suas cidades de origem acabavam me ajudando nas aulas de geografia. A série de matérias que inicio hoje é uma espécie “que fim levou” ou “Por Onde Anda” dos times que normalmente é utilizado para ex-craques por programas de tevê e sites. Para começar, vou destacar os clubes da cidade de São Paulo do primórdio. Como disse abtes, será uma série de matérias devido à grande quantidade de equipes. Decidi dividir entre clubes da cidade de São Paulo do primórdio (que disputaram o Paulistão na década de 1910), clubes da cidade de São Paulo (a partir da década de 1920), do estado de São Paulo e do Brasil. Uma boa viagem no tempo e assim espero estar prestando uma homenagem ao futebol.

Paulistano

Fundado em dezembro de 1900, o Paulistano era um dos muitos representantes da elite paulistana e foi o primeiro grande time do estado. Fundador da Liga Paulista, entidade que regeu os primeiros campeonatos estaduais, liderou em 1913 a primeira cisão das ligas e participou da criação da APEA – Associação Paulista de Esportes Atléticos. A razão foi simples: o Paulistano discordava da popularização do futebol e se negou a disputar campeonatos com os times da plebe Corinthians e o Ypiranga.

Apesar de não jogar contra por estarem em ligas diferentes, o Paulistano tornou-se um dos primeiros rivais devido à sua arrogância. O cúmulo aconteceu em 1915, quando o Corinthians estava escrito na LPF – Liga Paulista de Futebol* – e recebeu o convite para disputar a APEA, que era dominada pela burguesia representada principalmente pelo Paulistano. Na hora “do vamos ver”, a APEA negou o ingresso do Timão e a LPF não deixou o clube regressar. O Corinthians ficou 1915 sem disputar o casmpeonato e passou um perrengue danado, quase fechando as suas portas. O Coringão voltou em 1916, mas só enfrentou os “almofadinhas” do Paulistano pela primeira vez em 1917, já valendo pelo Campeonato Paulista daquele ano. A última vez que se enfrentaram foi pelo Paulista de 1927, época em que o alvinegro já contava com o respeito do Paulistano, pelo menos dentro de campo. O Paulistano era fiel às suas raízes amadoras do futebol e foi contrário à profissionalização, tanto que fundou a Liga dos Amadores de Futebol (LAF). Mas o caminho da profisisonalização não tinha volta e o Paulistano decide fechar seu departamento de futebol em 1929. No total conquistou onze campeonatos paulistas e até hoje é o único clube paulista a ser tetracampeão paulista consecutivo (1916 a 1919). Sem ter o Paulistano, grande parte dos jogadores do time e alguns membros da diretoria fundaram o São Paulo da Floresta, que posteriormente se transformaria no São Paulo atual. Meu avô, Paulo Unzelte, nos contava que era torcedor do Paulistano e que quando o time acabou, ele foi torcer para o São Paulo.

 

Atualmente o Paulistano é um dos clubes sociais mais tradicionais, caros e exclusivos de São Paulo.

 

Confrontos com o Corinthians:

Partidas: 19

Vitórias do Corinthians: 8

Empates: 2

Derrotas do Corinthians: 9

Gols do Corinthians: 25

Gols do Paulistano: 29

*Na época era chamada de Liga Paulista de Foot-ball

 

 

A.A.Palmeiras

Esta A.A.Palmeiras não tem nada haver com o atual Palmeiras, apesar que o nome atual do nosso maior rival ser uma homenagem para este clube, graças à ajuda recebida para entrar no Campeonato Paulista de 1916. A A.A.Palmeiras foi fundada em 9 de novembro de 1902 e era outro nobre representante da elite paulistano no começo do século. O maior exemplo é que até 1915, só jogava pelo clube quem fosse engenheiro, bacharel de direito ou doutorando. O pior é que na época havia pouquíssimas faculdades e somente os ricos de muitas posses é que estudavam até o grau superior. Outro detalhe interessante é que até entrar para a Liga em 1904, a A.A.Palmeiras não jogava na várzea, mas sim contra os segundos quadros dos times que disputavam o campeonato oficial, que também eram da elite. O clube também foi contrário à popularização do futebol e apoiou todas as manobras contra o Coringão. A primeira vez que encaramos a A.A.Palmeiras foi em 1915 e desde então eles viraram fregueses de carteirinha. Apesar de ser contra a profissionalização do futebol, a Palmeiras ainda tenta se adaptar à situação e disputa os Campeonatos Paulistas até 1929. O clube acaba extinto em 1930. Com o seu fechamento, alguns jogadores e diretores se uniram aos pessoal restante do Paulistano e ajudam a fundar o São Paulo da Floresta. Inclusive, o Estádio da Floresta era propriedade da A.A.Palmeiras.

Confrontos com o Corinthians:

Partidas: 17

Vitórias do Corinthians: 15

Empates: 1

Derrotas do Corinthians: 1

Gols do Corinthians: 55

Gols da A.A.Palmeiras: 18

 

Internacional

Seu nome é em homenagem por ter sido fundado por pessoas de várias nacionalidades. Aliás, o Internacional era o único clube que aceitava jogadores e sócios nascidos nos mais diferentes países, diferenciando-se dos seus adversários da época que representavam na maioria das vezes uma determinada colônia. A sua tradição, os dois títulos paulistas conquistados e a disputa de 29 campeonatos estaduais não foram capazes de evitar o seu fim, que chegou quando o Internacional se funde ao Antarctica Futebol Clube e dá origem ao Clube Atlético Paulista. O seu grande legado no futebol brasileiro foi que um dos seus fundadores também fundou o Internacional de Porto Alegre. Foi uma pena que o Internacional tenha acabado, pois ele era um freguês dos bons do Coringão! A única vitória da equipe sobre nós foi no primeiro confronto, que acabou 3 a 1 pelo Campeonato Paulista de 1913. Depois foram mais 18 partidas, sendo que a última aconteceu pelo estadual de 1932. A média de gols do Timão é de 6,42 por partida, que tiveram goleadas de 6 a 1 e 9 a 0 em duas ocasiões, além de 6 a 2, 7 a 0, 7 a 1, 7 a 2, 8 a 1, e 12 a 2 em uma oportunidade.

Confrontos com o Corinthians:

Partidas: 26

Vitórias do Corinthians: 19

Empates: 6

Derrotas do Corinthians: 1

Gols do Corinthians: 122

Gols do Internacional: 32

 

Germânia

Nasceu de uma dissidência do Internacional, já que alguns presentes na fundação do Internacional não concordaram com um clube plural em nacionalidades e decidiu fundar uma entidade que representasse a colônia alemã. O Germânia conquistou o campeonato paulista em duas oportunidades: 1906 e 1915, tendo diputado o torneio em 26 oportunidades. Foi outra vítima da profissionalização do futebol, sendo que disputou seu último campeonato em 1932, abandonando as competições no ano seguinte. Desde então tornou-se apenas um clube social e destinado para esportes amadores. No futebol, era outro freguezão do Corinthians, já que a única partida que perdemos para o Germânia foi a primeira vez que o enfrentamos, em 1913, com o resultado de 3 a 1. Depois, o melhor resultado conquistado por eles foi um empatizinho em 1916, além de 16 derrotas.

O Germânia foi obrigado a trocar de nome no decorrer da Segunda Guerra Mundial, pois o governo brasileiro proibiu que associações dos mais diversos segmentos ostentassem nomes de outros países. Desde então, o Germânia passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros. Hoje é um clube social exclusivo e um dos maiores celeiros em diversos esportes amadores no Brasil, sendo responsável por uma parte importante das delegações nacionais nos últimos Jogos Olímpicos.

Confrontos com o Corinthians:

Partidas: 18

Vitórias do Corinthians: 16

Empates: 1

Derrotas do Corinthians: 1

Gols do Corinthians: 68

Gols do Germânia: 15

 

Mackenzie

Era basicamente formado por alunos da Universidade Mackenzie. Entrou para história por ser o primeiro clube fundado por brasileiros no Brasil e para a prática do futebol. Ainda disputou em 3 de maio de 1902 o primeiro jogo oficial da história do futebol paulista e brasileiro, quando o Mackenzie venceu o Germânia por 3 a 2. É de um jogador do Mackenzie o primeiro gol oficial do futebol brasileiro, marcado por Eppingaux. Nunca conquistou um Campeonato Paulista. O Corinthians enfrentou o Mackenzie em apenas oito oportunidades, sendo que a primeira foi no empate em 0 a 0 pelo Paulistão de 1917. O lado positivo é que os outros sete confrontos acabaram com a vitória dos Mosqueteiros, sendo que nas últimas duaz vezes o Coringão deu uma de professores exigente e castigou os alunos do Mackenzie por 7 a 0 e 8 a 0. Em 1920 o Mackenzie se junta à Portuguesa, a mesma de hoje em dia, e passa a se chamar Mack-Port. A união durou três anos e com o “fim do casamento”, decide abandonar o futebol oficial.

 

Confrontos com o Corinthians:

Partidas: 8

Vitórias do Corinthians: 7

Empates: 1

Derrotas do Corinthians: 0

Gols do Corinthians: 34

Gols do Mackenzie: 4

 

Ypiranga

Fundado inicialmente no centro da cidade de São Paulo para jogar na Várzea, o Ypiranga só se muda para o bairro homônimo em 1932 após quatro time de pouca expressão se juntarem a ele. Foi um dos primeiros times que não tinha associação às elites, tornando-o muito popular e querido nas décadas de 1900 e 1910. Era um tradicional adversário do Timão até o final da década de 1950. No total, Corinthians e Ypiranga se enfrentaram em 81 vezes, sendo que a primeira foi um empate em 1 a 1 pelo Campeonato Paulista de 1913. O Ypiranga – que atualmente é mais conhecido como Clube Atlético Ypiranga – é um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. O “Vovô da Colina”, como é conhecido, se caracterizou pelos grandes jogadores que vestiram a sua camisa, com destaque para o goleiro Barbosa, titular do Brasil na Copa do Mundo de 1950, Arthur Friedenreich (El Tigre), nosso ídolo Grané, o goleiro Osvaldo Baliza, “Doutor” Rubens, Liminha, Bibe, Homero (outro grande ídolo do Timão), Dema, Cilas, Nenê e Valdemar Carabina. O Ypiranga nunca foi campeão paulista, tendo disputado o Campeonato Paulista até 1959, ano em que foi rebaixado para a Segundona. Graças a uma grave crise financeira, que já havia obrigado o Ypiranga a abrir mão até do seu estádio, a diretoria resolveu desativar o deparatamento de futebol profissional. Hoje, o Clube Atlético Ypiranga é um clube social.

Confrontos com o Corinthians:

Partidas: 81

Vitórias do Corinthians: 61

Empates: 9

Derrotas do Corinthians: 11

Gols do Corinthians: 221

Gols do Ypiranga: 101

 

EQUIPES DE MENOR EXPRESSÃO

Alumni

Fundado em 1916, disputou o Campeonato Paulista do mesmo ano organizado pela LPF (Liga Paulista de Futebol), quando enfrentou o Corinthians e tomou um “sacode” de 6 a 0. Deixou de disputar torneios oficiais em 1917.

 

Americano

Fundado em 1903 na cidade de Santos, transferiu sua sede para a cidade de São Paulo posteriormente. Jogou o Campeonato Paulista pela primeira vez em 1907 e conquistou o torneio duas vezes (1912 e 1913). O estranho é que o clube se retira dos campeonatos oficiais um ano após conquistar o segundo campeonato paulista e só retorna em 1916, disputando em 1917 uma Segunda Divisão e se retirando de vez em 1918. Enfrentou o Corinthians em quatro oportunidades, sempre pelo Campeonato Paulista, sendo que o Timão venceu as duas em 1916, empatando uma e perdendo outra em 1913.

 

Campos Eliseos

Time de bairro que disputou os Paulistas organizados pela LPF (Liga Paulista de Futebol) em 1914, 1915 e 1916. Não era dos piores times, pois foi duas vezes vice-campeão (1914 e 1916) e um quarto lugar (1916). O Corinthians jogou e venceu o Campos Eliseos em três oportunidades, sendo duas vezes em 1914 e uma em 1916.

 Lusitano

O Lusitano Futebol Clube foi um dos primeiros times da colônia portuguesa em São Paulo. Sua maior contribuição é que este clube serviu como exemplo para que outros desportistas da colônia fundassem a Portuguesa. O Lusitano é mais um time daqueles que disputaram os Campeonatos Paulistas de 1914, 1915 e 1916 pela LPF. O Corinthians o enfrentou em cinco oportunidades, vencendo três vezes pelo Campeonato Paulista e vencendo mais uma e empatado outra nos amistosos.

 

Minas Gerais

Seu nome é em homenagem ao encouraçado Minas Gerais, orgulho da marinha brasileira na época. O Minas Gerais faz parte da história do Corinthians indiretamente, pois foi o primeiro adversário na seletiva que o Timão teve de jogar para ganhar o direito de disputar o Campeonato Paulista de 1913. O Minas Gerais era um time tradicional do bairro do Brás e já enfrentava o Coringão desde os tempos da várzea. O primeiro confronto foi em 1912 e no geral houve 19 partidas entre as duas equipes, sendo que o Corinthians venceu 16, empatou uma e em nos dois primeiros desafios, ainsa na várzea, não se sabe o resultado. Mudou de nome diversas vezes, tendo passado a chamar-se Bráz Athletic Club em 1924, Auto Sport Club em 1925, junta-se ao Audax em 1927 e forma o Auto-Audax, até, finalmente, encerrar as atividades como Americano – nome que passou a ser usado ainda em 1927.

 

Paysandu

Mais um mero coadjuvante no futebol paulista, pois disputou somente o Campeonato Paulista de 1916. Enfrentou o Corinthians duas vezes, tendo perdido de forma digna pelos placares de 2 a 1 num amistoso e 2 a 0 pelo Campeonato Paulista.

 

A.A.São Bento

Fundada pelo padre Katon, professor do Ginásio São Bento (onde hoje há a igreja de São Bento, no centro da cidade), em 1914, a A.A.São Bento conquistou os Campeonatos Paulistas de 1914 e 1925. Disputou o campeonato estadual até 1933, quando extingiu o time para disputas oficiais. Enfrentou o Corinthians em 29 oportunidades, sendo a primeira ocasião pelo Paulistão de 1917. O Timão venceu 25, empatou duas e perdeu somente duas. A pergunta que ficou é: será que era pecado vencer tanto o time do padre?

 

União Lapa

Outro adversário do Corinthians dos tempos de várzea. Pelo Campeonato Paulista, União Lapa e Corinthians só se enfrentaram em 1916, com vitória corintiana por 3 a 1. Se o assunto for a várzea, houve outros dois confrontos: um em 1910 e outro em 1911, sendo que cada time conquistou uma vitória. O União Lapa disputou a Segunda Divisão do Paulista em 1917, 1919 e 1920 e de 1926 a 1930, quando encerrando as suas atividades.

Imagens: Acervo Hugorkut