Quarto Capítulo

 

Há cento e um anos uma grande teia de relações e acontecimentos estava prestes a concretizar o maior movimento social do país. Fazia esse mesmo frio que está fazendo essa semana; no meio da tarde saía esse mesmo sol para esquentar e nos preparar para as noites frias de agosto. Mas o ar era limpo, a cidade ainda tinha chão de terra, e os rios eram quase todos ainda saudáveis.
A plebe desta Paulicéia estava descontente com o escamoteamento de seus espaços públicos, e nesse descontentamento estava se mobilizando, criando uma Resistência sem precedentes.
Remontar aqueles dias de epopéia para se concretizar a Utopia, desde maio, passando pelo inverno todo e chegando às noites de agosto de 1910, é tentar percorrer as trilhas das antigas chácaras em direção às Várzeas, tentar perambular pelas esquinas do velho Bom Retiro, pelos becos que acabavam no trilho do trem. É passear de tílburi e de bonde, andar pelas fábricas, pelos armazéns, pelas alfaiatarias e barbearias, e por todos os botecos da cidade. É buscar enxergar aqueles olhos de Povo que viam aquela Idéia Viva acontecer naturalmente, sem se darem conta de que estavam criando algo muito além daquele pequeno anarco-sindicato que tinha como “desculpa” um Clube de Verdade.
Futebol é público, e tudo o que é público, é político. E foi pela via esportiva que este anarco-sindicato se mobilizou, sem desconsiderar nenhum espaço público.
O Povo teria Voz, mas ainda não sabia disso. E faziam tudo como se aquilo que estavam criando já fosse não só a Voz, mas o Coração e a Alma.
O final de agosto de 1910 foi o momento determinante, quando o Embaixador chegou e inspirou aquele bando de loucos. Eles, naquelas horas, não poderiam imaginar que o Clube de Verdade que eles sonhavam faria uma bela homenagem ao Embaixador, presenteando o nome Corinthians com a concretização e Existência da Utopia; Manifestação palpável do anseio popular por emancipação, diria Lourenço Diaféria, mais de oitenta anos depois…
Enquanto vislumbravam o grandioso Futebol do Embaixador, que goleava e massacrava o adversário, dentro de todos os limites do civilizado Futebol, e ao mesmo tempo de forma tão pujante quanto nunca haviam visto igual (aliás, ninguém jamais havia visto. Eram os Embaixadores, afinal de contas), aquele bando de loucos também não tinha condição de imaginar o quanto a História desta Utopia que eles começavam a concretizar iria expressar a própria História do país, do mundo, da raça humana.

Há cento e um anos… Já começou o segundo século de História. Promissora História, como sempre foi. Pois até mesmo quando observavam o desdém daqueles que não entendiam a Idéia, aqueles Primeiros Corinthianos sonhavam exatamente como nós, Corinthianos de hoje, sonhamos. O Corinthians é um sonho; um Ideal. Uma Causa de Vida.
Promissora História, que deve a Existência a essa Causa. Pois aqueles Primeiros Corinthianos sabiam o que era Democracia. E nenhuma associação aconteceu tão democraticamente – e por isso mesmo, das tripas coração, sempre! – quanto aquela grandiosa Utopia que se iniciava há exatos cento e um anos. Uma Causa Libertária, pelas mentes que a sonharam e pelos braços que a construíram. E sonho que se sonha junto, que passa a ser realidade, é uma plena autogestão em curso. Aquele bando de louco saiu do jogo do Corinthian Football Club sonhando “o NOSSO time tem que ser igual aos Corinthians! Ou isso, ou nada!”. É que eles não poderiam imaginar que seria MUITO MAIS que isso. “O Corinthians não conquista vitórias apenas para alimentar sua vaidade ou para fazê-las constar em manuais de história. O Corinthians busca o título para dá-lo ao Povo, como prova de carinho, como a corda mi do cavaquinho de Adoniran. O Corinthians conquista suas Glórias para que o Povo dê sentido à vida, e para que as pessoas simples descubram que a vida vale a pena”

GÊNIOS DO POVO
GÊNIOS DO POVO

1) Anselmo Correa, 2) Alfredo Schürig (o que prova que ele estava nos primórdios do Clube, e não chegou depois, como ficou na História), 3) Felipe Valente, 4) Raphael Perrone
5) Miguel Bataglia, 6) Antônio Pereira, 7) Joaquim Ambrósio (quem sugeriu que a Companhia de Jorge se chamasse SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA).

101!
VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!

Terceiro Capítulo

O Corinthians é a multidão de pessoas que fazem o Corinthians, e é assim desde aquele mês de maio de 1910. A Idéia Viva foi iluminada pelo clarão do Cometa, a Utopia brotou, e a teia de relações para fazer acontecer o maior anarco-sindicato já visto por aqui foi acontecendo naturalmente. A vontade geral prevaleceu, enquanto transcorria o inverno, e de rua em rua, de fábrica em fábrica, de bairro em bairro, o Clube do Povo foi galgando espaço e sendo conhecido – antes mesmo de existir de fato.

Rapidamente, então, chegou aos ouvidos dos irmãos Bataglia essa vontade popular de criar um Clube do Povo, e dos grandes amigos de Miguel, Alexandre Magnani foi quem mais se encantou com a idéia. Se o Pereira e os Bataglia conheciam muita gente, e gente importante tanto quanto gente humilde e trabalhadora, Alexandre Magnani conhecia tanto quanto ou até mais, por causa de sua profissão. Era cocheiro de tilburi, o equivalente a taxista hoje em dia, e seu ponto ficava do lado da Estação da Luz. Os barões do café, quando vinham para capital, iam para o centro da cidade, nos hotéis e cafés da XV de Novembro, no cocho de Magnani. E se o Bom Retiro era aonde primeiro chegavam notícias do mundo afora, boa parte delas seguiam pelo cocho. E Magnani foi, de saída, um dos grandes propagadores da Utopia, e ele próprio convenceu muita gente falando do Clube do Povo que não tem patrão, apenas o Povo exercendo sua emancipação. E com isso convenceu os trabalhadores, que como ele, não tinham patrões e eram donos de seus próprios narizes, bem como os operários e serviçais que tinham seus patrões – e desejam acima de tudo esta mesma emancipação.

As pessoas ouviam falar do Clube do Povo, e muitas aderiram à idéia. Mas já havia aquela gente que não suportava ouvir falar em emancipação popular, e disfarçavam o incômodo fingindo dar risada da idéia. De fato, muito avançada a Idéia…

Foi em uma dessas tantas conversar com o amigo Miguel que Alexandre, quase sem querer, instigou o Espírito Corinthiano dos primeiros tempos. Pois veio a ter com Bataglia, dizendo que aquele seria um Clube de Verdade. E Miguel respondeu algo como “Mas não tem nem de onde tirar dinheiro pra comprar as meias!”. “Se arruma!”

O “Se arruma” era o próprio vislumbre dessa teia de relações que já estava formada. Entre eles, havia Rafael Perrone, que era sapateiro, Joaquim Ambrósio era, ao lado de Pereira, pintor de paredes, Anselmo Correa era motorneiro de bonde e João da Silva era pedreiro. Foram estes considerados, depois, os Cinco Fundadores. Mas nesta perspectiva que tecemos aqui, com relação a essa teia de relações, podemos dizer que os Fundadores eram muitos mais. Por exemplo, o ferroviário Jorge Campbell espalhou a idéia pelas estações e pelos trilhos dos trens, enquanto Felipe Valente espalhava pelas fábricas. E muitos outros chegavam para compor o grupo, antes mesmo do Clube de Verdade se firmar e acontecer de fato.

Foi nessa época que o Delegado Franklin de Toledo Pisa recebeu um ofício superior determinando o fechamento de uma associação de “arruaceiros” da Várzea do Bom Retiro. E foi falar com aquele pessoal do Botafogo da rua Paula Souza. Pela enésima vez, aliás, pois tantas foram as vezes que um jogo do Botafogo tinha descambado para a briga, que Franklin precisou de toda a paciência para chegar ao Capitão Cesar Nunes e tentar convencê-lo de que a coisa ali naquele ofício era muito séria.

O Delegado gostava de assistir Futebol, era amigo daquela rapaziada, e acima de tudo, conforme todos ali disseram e nos deixaram documentado, ele tinha um bom coração. E sabia que a Idéia Viva estava correndo solta. Partiu dele, portanto, a aproximação desses boleiros com a turma que queria fundar um Clube de Verdade.

Disse para eles mais ou menos o seguinte; “Olhem, vou precisar fechar o Botafogo, mas não quero ver ninguém aqui chateado comigo. Vocês precisam de um cérebro para esse coração indômito que vocês têm. E tem um pessoal querendo fundar um Clube, e eles tem a Idéia de ser um Clube de Verdade. Vão lá conversar, vocês poderão se ajudar uns aos outros, e me ajudar também, pois se não cumprir esse ofício a coisa vai ficar feia pra mim, e pra vocês. Entenderam?”.

Diante do desafio do Delegado, Cesar Nunes respirou. Pensou. E respondeu mais ou menos nesses termos; “Vamos lá, sim, Seu Franklin, deixa com a gente. Mas ninguém vai fechar o Botafogo, não!”

De fato, o Botafogo só veio a encerrar seu quadro muito tempo depois, mas isso deixaremos para contar em outro momento. Mas o pessoal do Botafogo, assim como do Domitila, do Tiradentes e de outros tantos Clubes da Várzea, já estavam rondando a Idéia Viva, antes de acontecer de fato.

Foi assim que as coisas estavam quando a notícia da chegada do Embaixador do Esporte Bretão chegou aos ouvidos de Alexandre Magnani, e dali, para a barbearia do Bataglia, e para o Bom Retiro inteiro, em questão de minutos. Diziam que os ingleses haviam aceitado o convite do SPAC, o São Paulo Athletic Club, e que estavam para desembarcar na Estação da Luz na manhã do dia 30 de agosto de 1910. Depois de golear o elitista Fluminense por 10 a 1, um combinado carioca por 8 a 2 e um “selecionado brasileiro” por 5 a 2, no Rio de Janeiro.

Naquela manhã, quem pôde comparecer nas festividades de recepção para os ingleses, viu uma festa digna do porte do Embaixador Corinthian Football Club. Alexandre Magnani, os irmãos Bataglia, entre outros, estavam ali, naquela terça-feira, pois eles não tinham patrões. E a grandeza do Embaixador chegou à Idéia Viva naquele mesmo instante. Depois do brilho fulgurante do Cometa, o Embaixador foi a grande inspiração para a Utopia…

Segundo Capítulo

Com aquilo que podemos chamar “pano de fundo”, que está no primeiro capítulo da semana passada, temos a concepção do Sonho. Na praia do rio Tietê em seu estado natural, ao som do seresteiro, iluminados por uma fogueira na noite, o Cometa os inspirou. E a Utopia brotou na mente daqueles trabalhadores, como uma semente de uma árvore gigantesca que é depositada no solo fértil do velho Guaré, e no mesmo instante começa a despontar.
Guaré era o nome tupi para a área onde hoje estão boa parte da Barra Funda e todo o Bom Retiro, e foi traduzido para o português como “Terras Alagadas”, embora para os índios quisesse dizer muito mais que isso. Guaré era um território de caça, um espaço estratégico para a sobrevivência das aldeias que perambulavam pelo grande planalto do vale do rio Tietê. E quando Anchieta chegou com um povo que havia sido subjugado pelos Guaianazes na borda do campo, na vila de Santo André, trazendo os algozes pelo caminho ao longo do Tamanduateí – e eles se instalaram no espigão do Caaguaçu – os Tupinambás eram liderados por Caauby e Tibiriçá, na colina que servia de fortaleza para duas grandes aldeias, e guardavam os rios no entorno que desciam o espigão, mas sobretudo a grande Várzea que se estendia ao norte. Pois ali era um imenso jardim de caça e coleta, mas não se arriscavam a manter roçados, preferindo cultivar no alto da colina-fortaleza (a Praça do Patriarca e o entorno da Praça da Sé são os descampados reminiscentes destas pequenas lavouras de susbistência). No entanto, guardavam o jardim do Guaré atentamente.
Com o tempo, os índios foram sendo espoliados, e o grande jardim passou a ser uma colcha de retalhos de chácaras, e em tempos mais próximos passou a ser cortado por ruas, em sua parte mais alta, onde a água do rio não alcançava. E essas ruas passaram a formar um bairro, distante do centro da vila, que sempre foi a colina. Os ecos do velho Guaré e de seu esplendor natural de imenso Jardim inspirou um novo nome, e passou a ser chamado de Bom Retiro, pois era de fato o que o nome indicava. E ali foram instaladas as estações de trem, o parque da cidade, a escola politécnica, a escola de farmácia, os estabelecimentos de serviços variados, e a hospedaria dos imigrantes, que chegavam aos borbotões. Nessa época o idioma tupi, chamado de nheengatu, a língua velha, fora substituído pelo sotaque ítalo-português, que passou a ser característica dessa cidade-monstro no século que começava. Tudo isso é apenas para dizer que foram as pessoas deste pujante bairro de periferia que sonharam. E nada disso é por acaso.
Essas pessoas eram trabalhadores, e embora não se pudesse dizer que havia uma “classe média”, pois a sociedade era marcadamente dividida por barões e patrões, de um lado, e do outro por quem devesse vender a força de trabalho para sobreviver, muitos deles eram em certa medida prósperos. Entre eles havia o pintor de paredes, Antonio Pereira, que trabalhava no escritório de Ramos de Azevedo, o arquiteto uruguaio que fez grande parte dos prédios que marcaram a ascensão da vila colonial atrasada do tempo do Império para uma cidade em pleno crescimento, a ponto de se tornar a metrópole que “mais cresce no mundo”. Seu Pereira era um jovem idealista de sangue quente português, em 1910. Já tinha economias guardadas pensando em abrir uma empreiteira, e conhecia muita gente, como um bom cidadão do Bom Retiro, que era.
Pois no Bom Retiro é que a cidade acontecia de fato. Era ali que chegavam as levas de imigrantes, era ali que as notícias primeiro se anunciavam, era ali que o povo paulistano ia cuidar da saúde e, finalmente, era ali que os sonhos eram sonhados, por estes que se exauriam nas doze horas de labuta incessante e diárias.
Miguel Bataglia havia sido operário, mas o idealismo que fazia com que os operários se mexessem, exigindo os devidos direitos, fez com que ele se refugiasse na profissão de alfaiate. Seu irmão, Salvador, abrira uma barbearia. E todos no Bom Retiro, e mesmo os barões dos Campos Elíseos, ou dos casarões da Bela Vista, iam até a alfaiataria de Miguel, de forma que quase tudo o que era dito na cidade – pelo menos tudo que se dizia abertamente, e outras coisas mais que não se podia dizer – era dito naquele estabelecimento, e distribuído ao povo, que freqüentava a barbearia, através de Salvador. Sendo assim, também não é por acaso que os dois irmãos tenham se tornado peças fundamentais na concretização do Sonho.
Mas o Sonho de emancipação trazido pelo Cometa se utilizou de uma grande desculpa para acontecer.
Não por acaso falamos do Guaré, a Terra Alagada, a grande Várzea. Pois era ali que o povo trabalhador podia, nas poucas horas dominicais de descanso da labuta incessante, ter seu momento de emancipação, antes de acordar no dia seguinte e reiniciar a massacrante labuta. O velho Jardim do Guaré se transformava em descampados planos onde se praticava o Futebol. E o povo criava seus times de rua, de bairro, de fábrica, e faziam festa nos confrontos que se marcava para esses domingos. Antes dos jogos, faziam pic-nics, churrascos, Festa com música, artistas se apresentavam, e o povo confraternizava.
Essas festas eram promovidas, em sua maioria, pelos sindicatos autônomos que se estabeleciam, comunistas e anarquistas, e havia inclusive uma séria discussão acerca do fator de divisão que o Futebol causava. Pois os ânimos se exaltavam, brigas aconteciam, e eram levadas para dentro do movimento. Alguns diziam que o Futebol cindia o povo!
Mas aqueles que sonharam a grande Utopia pensavam justamente no inverso disso. A Utopia quis reunir todos numa Luta, e assim o fez. Assim, antes mesmo de ser uma Torcida que criou o próprio Timão, num movimento que nenhuma outra agremiação conseguiu fazer igual, sequer semelhante, e que demonstra a Força do Sonho, a Utopia se concretizava como um pequeno anarco-sindicato, sonhador, utópico, cuja missão era a de devolver o Futebol ao Povo. Pois os barões achavam que seus campos e sua Liga eram onde se praticava o “futebol”, mas o Povo sabia que Futebol mesmo acontecia na Várzea.
Para isso, antes mesmo de chegar o Embaixador do Esporte Bretão, o Corinthian Football Club, os que sonharam juntos sob o brilho fulgurante do Cometa se articulavam nas ruas, nos bairros e nas fábricas para concretizar este anarco-sindicato, antes mesmo de concretizar a Seleção Varzeana em campo. Mas do anarco-sindicato até o Timão em campo, existe um longo caminho, uma grande teia de ações e relações que foi instituída para que acontecesse o Clube do Povo, que não tinha dinheiro nem pra comprar as meias, naquele inverno de 1910 que já transcorria…

 

 

Filipe Gonçalves

Introdução a História

É impossível, na prática, buscar com precisão o momento em que foi criado o Clube do Povo. Se está no Distintivo uma data exata – 1910, ou ainda, 1-9-10; 1º de Setembro de 1910 – e se verificarmos a Memória dos Primeiros Corinthianos, veremos que ela não passa de uma simbologia, um Marco de Fundação. E se nos aprofundarmos na História toda, então a Data exata passa a ser um mero enfeite, muito embora considerado, como deve ser.
Pois a Mais Bela História que a Humanidade Já Concretizou não carece de um momento específico, pois é anterior e vai para além da Eternidade, como pretenderemos demonstrar nestas linhas que agora iniciamos nesta velha Coluna do Blog da Rádio-Bunker Coringão. Tenho a honra de suceder Paulo Unzelte por aqui, semanalmente se São Jorge quiser – e o Hugo também – contando à minha maneira a História deste Mais-Que-Gigante; o Nosso Corinthians. E, sim, essa História surge nas profundezas do Tempo, e dali a mente humana pode vislumbrar apenas centelhas de luz num vasto infinito. O Mestre Lourenço Diaféria, quando escreveu a Bíblia “Coração Corinthiano” disse, no Capítulo LXXIII “A Vida Colorida em Branco e Preto”, que “Além da paixão, a história do Corinthians precisará ter ouvidos para o sussurro das sombras, acreditar na veracidade da imaginação”. Evidente que hoje em dia já se tem documentado uma variedade de coisas, estas que o Mestre chamou de sussurro, e a grande maioria dessas imaginações foram comprovadas “cientificamente”, como diriam os historiadores.
Um caso recente de Lenda que se comprovou é a Camisa Bege e dos calções brancos, da infância do Gigante Corinthians. Esmiuçaremos todos estes pormenores ao longo de nossa participação por aqui, mas hoje preparamos o terreno, apenas. Pois linhas e palavras são pouca coisa quando se trata de transmitir a Mais Bela História. E o Mestre vai além dessa frase citada; “A história do Corinthians depende de auscultar a voz dos fantasmas, voltar a percorrer as margens do Tietê com seus sanhaços e tiê-sangues – pois ali ainda pairam os ecos dos primeiros sonhos”.
O sussurro das sombras, o sopro da Memória dos Antigos, a vastidão do infinito… Tudo isso conta a História do Corinthians, pois o Corinthianismo é atemporal e de sua Eternidade, temos sua concretização no Nosso Corinthians. O Clube do Povo, portanto, é o Eterno Corinthianismo concretizado, no tempo e no espaço. Os Filósofos antigos diriam que o Corinthians participa do Corinthianismo, assim como a humanidade participa da natureza. Mas há muito mais Natureza nisso do que podem sonhar as vãs Filosofias. Mas sobre isso, também, deixaremos para falar em momento oportuno.
Chegamos ao tempo e espaço aonde a concretização do Corinthianismo, o Nosso Corinthians, veio acontecer. O Rio Tietê, ainda limpo, saudável, com suas ilhas fluviais e suas praias. Ainda que fosse já um arremedo daquele Paraíso na Terra, identificado pelo Anchieta missionário. Foi este o Berço da Utopia. E a faísca que acendeu a chama que jamais se apagará foi inspirado por algo que atravessava o céu como uma lâmina de fogo, naquele mês de maio de 1910. Das profundezas do Infinito Universo chegou o Cometa, que inspirou e renovou os Ideais do Povo. O clarão da luz brotou nas mentes abençoadas de alguns, e humildes, porém mais que valorosos trabalhadores desta velha Piratininga de Anchieta. Um velho sonho que almejam foi aceso para sempre. Construir, com as próprias forças, um clube de verdade. Do Povo e para o Povo.
E naquele mês inteiro, depois do exaustivo batente, jornadas de doze horas de trabalho, tiveram como recanto sagrado para o Sonho aquela prainha do Tietê, o Areal do Bom Retiro, naquelas noites quase frias da época dos lírios brancos, aquecidos pela fogueira, enternecidos pelos seresteiros e iluminados pelo Cometa. Para eles, uma Utopia insondável, um sonho juvenil de mera esperança irrealizável. A pobreza material ardia naqueles Corações. Mas a verdadeira riqueza, aquela da Alma, que vale muito mais que o peso de todas as estrelas dos confins regateado em ouro puro, conclamava para a Concretização daquela Utopia. E eles sonharam. “Sonho que sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que sonha junto, é realidade”. Sonharam juntos o mesmo sonho. A grandeza do Sonho e da Alma deles – e nossa – é o que contaremos por aqui.
E se não fosse por esse mês de maio de 1910, o mundo não seria o que é hoje, de nenhuma maneira.
Assim, podemos considerar iniciada esta série.
VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!

O BLOG DA RÁDIO CORINGÃO ESTÁ DE VOLTA!

Layouts e Redatores novos, com alguma coisa em comum o CORINTHIANS!

Layouts e Redatores novos, com alguma coisa em comum o CORINTHIANS!

Fiel nação sob as bençãos de São Jorge!

O Blog da Rádio Coringão está de volta! E cheio de novidades para todos os torcedores do Todo Poderoso Timão! Novos colunistas, novas colunas e muita, MUITA INFORMAÇÃO todos os dias para vocês! As mudanças começam pelo layout. Um blog mais agradável e Corinthiano nos detalhes para que os ouvintes/leitores da Rádio Coringão se sintam cada vez mais em casa ao entrar. As colunas divididas por assunto ou redator vão facilitar a busca pelo que mais agrada a todos vocês, e a partir de segunda-feira o Corinthians entrará na sua casa também por estas linhas! Para que vocês já se habituem e conheçam um pouco mais do novo BLOG da Rádio Coringão, abaixo segue a sequência de seus redatores, os assuntos e os dias de postagens dos mesmos!

VISÃO DE JOGO:

Logo depois do jogo do timão quem entra em campo é Hugorkut Ollivers com os comentários de como foi a partida e da atuação do Timão contra os seus oponentes. Uma visão diferenciada dos comentários feitos no calor do jogo quando tudo ainda está muito quente. Com a coluna Visão de Jogo você poderá reavaliar seus conceitos juntamente conosco e sentir novamente todo o calor da partida, participe, comente, pois a sua visão também nos interessa!

Quando: Sempre um dia após os jogos do Corinthians.

  

OPINIÃO FEMININA:

O charme e a leveza feminina tomará conta do BLOG da Rádio Coringão pelas mãos de Paulinha Pezutto. Uma visão mais feminina de tudo que acontece no cotidiano do timão, afinal de contas cada dia mais as mulheres fazem parte do mundo do futebol e o universo dentro das quatro linhas está sobre o olhar perfeccionista e apaixonado delas. Você mulher fiel corinthiana, chame as amigas e venha conferir tudo o que uma mulher pensa de seu clube e discutir conosco todos os seus pensamentos!

Quando: Toda terça-feira.

 

VOZ DA ARQUIBANCADA:

Will Coringão está de volta nessa nova fase! O representante da massa formada por mais de 30 milhões de loucos entra em campo toda semana para nos contar o que pensa o fiel torcedor que vai a todos os jogos, qual a visão dele de tudo o que se refere ao Corinthians. As alegrias, as decepções, as aflições e os anseios de quem assim como você tem separado nas contas de início de mês o pagamento de todos os ingressos dos jogos do timão! Venha dividir suas emoções alvinegras com Will no Voz da Arquibancada, uma das colunas mais antigas do nosso BLOG!

Quando: Toda quarta-feira.

 

 

100 ANOS DE HISTÓRIA:

A coluna de história do BLOG está com redator novo! Filipe Gonçalves, apresentador do programa que tem o mesmo nome da coluna e historiador do timão vai nos contar post a post trechos maravilhosos da história do clube do povo! Venha conhecer e contar as suas histórias a este menino que sabe tudo de Corinthians! 100 Anos de História é muito mais que uma coluna, é uma escola de Corinthians que tem um professor PHD no assunto. E viva o Corinthians nosso de cada dia!

Quando: Toda sexta-feira. Exceto quando houver jogo na quinta-feira, neste caso a coluna irá ao ar na própria quinta-feira.

 

 

POLÊMICA CORINTHIANA:

A coluna mais contundente do nosso BLOG está nas mãos de Denis Tassitano, comentários polêmicos, sarcásticos e totalmente contundentes irão ao ar por aqui. A cada semana os assuntos do Timão ganharão mais força e argumentos de quem defende o manto alvinegro em qualquer lugar do mundo. Quer tirar sarro de um torcedor rival? Quer ter argumentos para debater na mesa do bar? Esta coluna é feita pra você! Denis Tassitano não perdoa e vai com tudo ao ataque, embarque com ele e acabe com os adversários! 

Quando: Todo sábado.

 

 

É isso ai pessoal! Além de tudo isso, posts especiais ainda podem aparecer pelo caminho na coluna “Prá Descontrair” e na coluna “Corinthians Dia a Dia” porque o BLOG da Rádio Coringão é como o time: Não para! Não para! Não para! Nunca! Aguardamos todos vocês a partir de segunda-feira!

  

Que o sonho de sermos campeões seja eterno e que nós sejamos eternamente campeões!

 

 

Hugorkut Ollivers

 

Um Novo Conceito De Ídolo

Por Paulo Unzelte:

A despedida de Ronaldo e a saída inesperada de Roberto Carlos me fizeram pensar um pouco mais sobre o que é ser ídolo atualmente. Tenho a teoria que cada vez mais o ídolo que joga no Brasil será passageiro e que o ídolo maior virá principalmente dos clubes do exterior – graças à globalização. Exemplos não faltam. Basta perguntar para a molecada e você verá que os ídolos vão de Cristiano Ronaldo, David Villa, Messi até Neymar e Ganso, que com certeza estarão no exterior em pouquíssimo tempo.

Roberto Carlos foi um ídolo? Vou começar com o caso do lateral-esquerdo. Acho que a melhor frase que resumiu a passagem de Roberto Carlos pelo Corinthians foi dada pelo meu pai, que disse: “eu nunca consegui “engolir” o Roberto Carlos com a camisa do Corinthians”. O que ele quis dizer é que o lateral teve a sua imagem extremamente vinculada ao futebol do exterior, mais precisamente ao Real Madrid. Nem sua passagem pelo Palmeiras conseguiu torna-lo antipático para a torcida corintiana, porém ele é muito mais ligado a um time espanhol do que a qualquer time brasileiro, sendo quase que um estrangeiro. A sua saída foi a soma de vários fatores: uma proposta excelente da Rússia, a perseguição de alguns que dizem torcedores, a desclassificação da Libertadores e a própria idade do jogador. Não importa. A verdade é que Roberto Carlos passou e não marcou época no Timão, apesar de ter sido um dos principais jogadores do time no período em que jogou.

A exceção Ronaldo:

Já Ronaldo foi um caso a parte. O Fenômeno levou o Timão a um outro patamar, principalmente em relação à organização e ao marketing. Ronaldo foi um excelente produto, principalmente em 2009, quando ainda se destacou em campo com os títulos do Paulista e da Copa do Brasil. Porém as suas condições físicas o impediram de manter o alto nível. Mesmo assim, toda vez que o Fenômeno estava em campo, o Corinthians era outro – muito mais forte e temido pelos rivais. Só que Ronaldo chegou ao limite e isto ficou claro nas partidas contra o Tolima. Dignamente, o atacante anunciou sua aposentadoria e voltou a ser o grande ídolo nacional que era. Apesar de declarar que se tornou corintiano, e acredito que é verdadeiro, também é inegável que a idolatria a Ronaldo também é decorrente aos seus anos na Europa e jogando pela Seleção Brasileira. Tudo bem que jogando no Corinthians, as torcidas rivais não vão ficar babando ovo para um adversário, mas que sua carreira foi toda feita na Europa, não podemos ignorar.

Ídolos passageiros:

O que eu quis dizer usando Roberto Carlos e Ronaldo como exemplos?

É fácil, é que nós torcedores, independentemente do time que torcemos, temos de nos acostumar com uma “estética” diferente de ídolo. Esqueça os exemplos de Marcos no Palmeiras, Rogério Ceni no São Paulo, Zé Maria, Wladimir, Luizinho, entre tantos outros do Corinthians que atuaram quase toda a sua carreira com apenas uma camisa. O ídolo atual é aquele que veste a camisa, come a bola e em pouco tempo, em média nem dois anos no clube, se transfere para um clube do exterior. Infelizmente estes craques serão cada vez mais passageiros e dificilmente entrarão numa lista de os grandes craques da história do clube. Sorte nossa que Ronaldo foi a mais recente exceção.

Os gringos do Corinthians

Por Paulo Unzelte:

No domingo, na partida São Bernardo 2 x 2 Corinthians, estreou com um golaço o peruano Luiz Ramirez “Cachito”, o último dos gringos que nos últimos anos povoam o elenco corintiano. As razões para que os clubes brasileiros apostem nos estrangeiros são diversos, principalmente nos últimos anos, devido à valorização da nossa moeda. O problema é que a grande maioria destes jogadores tem uma qualidade duvidosa e pouco contribuem, além de ser contratada através de empresários e seus famosos DVD´s.

Apresento um breve perfil dos jogadores estrangeiros que passaram pelo Coringão da década de 1980 para cá e como se saíram com a camisa corintiana.

Estrangeiros que se tornaram ídolos:

Daniel González: Uruguaio que veio da Lusa. Jogou no Timão no biênio 1982/83. Era um zagueiro firme e seguro e também um dos líderes da Democracia Corinthiana.

Gamarra: Paraguaio que veio do Benfica-POR. Atuou pelo Corinthians em 1998 e 1999. Na minha opinião, o melhor zagueiro que vi jogar pelo Coringão, graças à sua qualidade técnica.

Rincón: Colombiano que veio do real Madrid-ESP. Teve duas passagens pelo Corinthians: 1997 a 2000 e em 2004. Era meia de origem, mas no Timão se encontrou como volante. Foi o capitão do título mundial em 2000. Saiu com fama de mercenário, quando trocou o Corinthians pelo Santos. Seu retorno foi frustrante e pode fez.

Tevez: Argentino que veio do Boca Juniors-ARG. Entre 2005 e 2006 honrou a camisa alvinegra. Sua garra e habilidade conquistaram a Fiel. Raçudo, parecia que tinha nascido no “Terrão”. A eliminação na Libertadores de 2006 e a iminente saída da MSI do clube, assim como um relacionamento conturbado com o técnico Leão, abreviaram sua passagem pelo clube, deixando muita saudade.

Herrera: Argentino que veio do Gimnasia La Plata-ARG. Jogou em 2008 e, chegou com a fama de “quase gol”. Tornou-se um dos principais jogadores na campanha da conquista da segundona, em 2008, pelo seu estilo raçudo e esforçado, mas com pouca qualidade técnica.

Furos na água:

Hugo De Leon: Uruguaio que veio do Grêmio em 1985. O Timão formava uma seleção e contratou o zagueiro, que no Grêmio e no Uruguai, era conhecido como craque e xerifão. No Corinthians jogou pouco e mal e nunca correspondeu os 1 bilhão e 725 milhões de cruzeiros pagos, a maior contratação do futebol brasileiro, e acabou indo pro Santos no final de 2005.

Frank Williams: Sul-africano que jogou três partidas, não marcando gols, em 1986. Sua passagem pode ser esumida da seguinte forma: brincadeira de mal gosto.

Taborda: Uruguaio que veio do Nacional-URU. Jogou pelo Corinthians de 1978 a 1982. O São Paulo tinha Dario Pereyra e Vicente Matheus não queria ficar por baixo. Foi ao Uruguai e trouxe Taborda. Apresentado como craque, era um jogador abaixo da crítica. Foi trocado por Daniel González com a Portuguesa.

Sebá Dominguez: Argentino que veio do Newell´s Old Boys-ARG. Contratado em 2005 pela MSI, foi apresentado como um galáctico. Só que em campo a realidade foi outra e Sebá não passou de um zagueiro pesado e muito fraco tecnicamente. Para piorar, sofreu uma séria contusão no púbis. Saiu no fim de 2006.

Johnny Herrera: Chileno que veio do Universidad de Chile. A MSI apostou no “Superboy” em 2006 para resolver o problema do gol corintiano. De baixa estatura e técnica duvidosa, desandou a falhar até ser esquecido, não ficando nem no banco. Se mandou em 2007, quando voltou para o Chile.

Acosta: Uruguai que veio do Náutico. O gringo havia sido vice-artilheiro do Brasileirão de 2007 e melhor atacante do torneio pela CBF. O Timão fez um grande investimento e trouxe Acosta em 2008 para ser a grande estrela do time. O resultado foi que fez poucos gols, além de ser um jogador limitado e comum. Ainda sofreu uma grave fratura na perna, afastando-o dos gramados por cerca de seis meses, saindo do Timão após recuperar-se, em 2009, voltando para o Náutico.

Ávalos: Argentino que jogou em 2000 e 2001. Zagueiro de má lembrança. Abusava da violência e era limitadíssimo. Foi contratado através de uma fita de vídeo, após ser reprovado pelo Santos e São Paulo. Nos seis jogos que atuou, fea dois pênaltis.

Santiago Silva: Uruguaio que veio do Chievo-ITA em 2002. Conhecido como “El Tanque”, jogou em cinco oportunidades e não marcou. Passou seis meses no Timão e seu estilo rompedor e de pouca técnica não deixou saudades.

Villamayor: Paraguaio que chegou em 1996. Se o Palmeiras tinha Arce, o Timão buscou outro lateral-direito do Paraguai. Sua limitação técnica fez com que o Corinthians se livra-se dele em três meses, negociando-o para o Cerro Porteño-PAR.

Macherano: Argentino que veio do River Plate. Contratado a peso de ouro pela MSI em 2005, o “Chefito”, apelido que tinha Seleção Argentina, não pode mostrar seu futebol devido a uma grave contusão que sofreu no pé durante o Brasileirão de 2005. Quando voltou, jogou pouco e logo entrou em conflito com o técnico Leão. Mascherano saiu em 2006, junto com Sebá e Tévez, sem nunca ter brilhado com a camisa corintiana.

Arce: Boliviano que veio do Oriente Petrolero-BOL. Sua chegada ao Timão virou notícia de primeira página nos jornais bolivianos em 2007. Apelidado de “El Cornejo” (O Coelho), Arce era um atacante esforçado e veloz, nada mais do que isto. Faz parte do elenco que rebaixa no Brasileirão de 2007e vai embora neste mesmo ano.

Suárez: Zagueiro chileno contratado ao Unión San Felipe-CHI. Veio como uma das principais promessas do futebol chileno em 2008. Jogou pouco e quando jogou não mostrou grandes coisas.

Escudero: Argentino que veio do Argentino Juniors-ARG. Escudero marcou o gol que tirou o Palmeiras da Sul-Americana de 2008. Quando chegou ao Corinthians, em 2009, mostrou-se um lateral-esquerdo de técnica limitadíssima e de muita, mas bota muita nisto, força física. Costumava confundir voluntariedade com violência, Sofreu uma grave lesão e ficou afastado dos gramados por cerca de oito meses em 2009. Perdeu espaço no elenco e voltou para a Argentina na metade de 2010.

Balbuena: Paraguaio que veio do Libertad-PAR em 2009. Chegou com fama de que atuava em várias posições, só que no Corinthians, quando jogou, pouco produziu. Soi embora em 2010.

Bobadilla: Paraguaio que veio do Independiente Medellín-COL. O goleiro veio para assumir a vaga de Felipe, na metade de 2009. Vindo da reserva da Seleção Paraguaia e como ídolo na Colômbia, Bobadilla deu um baita azar, pois Júlio César simplesmente não deu chance para ele. O paraguaio acabou perdendo espaço e nem no banco ficava, até ser desligado do Timão no início de 2010.

Caso a parte:

Defederico: Argentino que veio do Huracán-ARG. O Corinthians pagou quatro milhões de dólares pelo “novo Messi”. Defederico chegou em agosto de 2009 e ganhou a camisa 10. Em campo não conseguiu se firmar e enfrentou vários problemas, quase sempre ligados à sua adaptação. Após mais de um ano insistindo com o jogador, o Corinthians empresta Defederico para o Independiente-ARG, no final de 2010. A esperança é que o meia argentino volte mais maduro e renda o que a Fiel espera.

Todas As Libertadores do Timão

Por Paulo Unzelte:

Nesta semana faço um breve perfil das oito vezes em que o Coringão disputou o torneio internacional. Apesar de nunca termos conquistado o título, é sempre uma grande emoção jogar a Libertadores e devemos acreditar nas palavras do nosso presidente, que garante que em muito breve seremos campeões… quem sabe em 2011…

Participações corintianas em Libertadores: 9

Anos em que o Corinthians disputou: 1977, 1991, 1996, 1999, 2000, 2003, 2006, 2010 e 2011

Total de partidas pela Libertadores (antes da estréia na edição de 2011): 70

Vitórias: 38

Vitórias em jogos com mando do Corinthians: 24

Os paraguaios do Cerro Porteño e do Olímpia foram as equipes que mais vezes perderam pro Coringão quando ele jogou em casa, com duas derrotas cada.

Vitórias em campo neutro: 3 (todas contra o Palmeiras)

Vitórias em jogos fora de casa: 11

Empates: 12

O Nacional do Uruguai foi o clube que o Corinthians mais empatou pela Libertadores. Por duas oportunidades os clubes ficaram iguais no placar.

Derrotas: 20

Derrotas em jogos com mando do Corinthians: 4

Derrotas em campo neutro: 3 (todas contra o Palmeiras)

Derrotas em jogos fora de casa: 13

O argentino River Plate é o clube que mais vezes venceu o Corinthians em nossa própria casa, assim como quando o Timão é visitante e no total, pois os clubes jogaram apenas quatro vezes pela Libertadores.

O Palmeiras é o time que o Corinthians mais enfrentou pela Libertadores (seis vezes).

Os clubes que o Corinthians mais venceu pelo torneio foram: Palmeiras, Universidade Católica do Chile, Cerro Porteño e Olímpia (três vezes).

Classificação final nas edições disputadas

1977 – 13º. lugar

1991 – 11º. lugar

1996 – 5º. lugar

1999 – 6º. lugar

2000 – 4º. lugar

2003 – 10º. lugar

2006 – 12º. lugar

2010 – 9º. lugar

CORINTHIANS CAMPEÃO MUNDIAL DA FIFA!

 

Corinthians 1º Campeão mundial com CARIMBO da FIFA

Corinthians 1º Campeão mundial com CARIMBO da FIFA

Fiel nação sob as bençãos de São Jorge;

Hoje completam-se 11 anos daquele maravilhoso dia em que nos tornamos o topo do mundo! 11 anos em que o grito que esteve preso na garganta foi soltado até que ralássemos todas as cordas vocais, o time do povo, o time das massas, o time da maior e mais apaixonada torcida do mundo, aquela que apoia, que sente, que vive, que enaltece, aquela que morre por seu clube, o Sport Club Corinthians Paulista! Hoje aqui no BLOG, uma homenagem especial aos nossos guerreiros do título mundial, uma homenagem a quem nos fez sorrir naquele dia 14/01/2000. Obrigado Corinthians!

A campanha do Corinthians naquele que foi o PRIMEIRO MUNDIAL DE CLUBES DA FIFA contou com 4 jogos, três pela primeira fase onde o Corinthians derrotou o Raja Casablanca por 2 x 0 em seu primeiro jogo no dia 5 de janeiro. O segundo foi um empate com o então temido Real Madrid em 2 x 2 no dia 7 de janeiro, e por fim, encerramos nossa participação e selamos a classificação para a final depois de uma vitória por 2 x 0 em cima do Al Nasser. Com a cassificação garantida para a final, teríamos pela frente o tradicional adversário Carioca, Vasco da Gama que saíra de um grupo onde teve como oponentes os pequenos Necaxa e Melbourne, e o gigante Manchester United, que pagou mico, conseguindo sequer o segundo lugar do grupo, que ficou com o time mexicano do Necaxa. Abaixo, você vai acompanhar Alguns dos mais importantes lances desse jogo histórico que marcou com certeza cada um dos Corinthianos do mundo.

LANCES:

1º Tempo:

’14 Edílson cruza da direita, Luizão domina no peito, corta Mauro Galvão e chuta para o gol. A bola bate em Paulo Miranda e passa por cima do gol de Helton.

’18 Juninho lança Paulo Miranda na direita. O lateral avança e chuta na rede pelo lado de fora.

’20 Felipe faz boa jogada individual e passa para Edmundo na entrada da área. O Animal chuta forte e Adílson Batista desvia para escanteio.

’37 Ricardinho lança para Marcelinho Carioca que bate de virada. Helton se estica todo e põe para escanteio.

2º Tempo:

‘5 Edílson rouba a bola de Felipe, invade a área e bate pela direita do gol vascaíno.

‘7 Felipe lança Edmundo, Adílson corta mal e Paulo Miranda pega de primeira, a bola passou raspando a trave de Dida dando um susto em toda a nação.

’24Marcelinho cobra escanteio fechadíssimo forçando o goleiro Helton a se torcer todo para evitar o que seria um gol olímpico.

Mesmo com lances de emoção o jogo terminou em 0 x 0 com o apito de Dick Jol, árbitro holandês da partida. Na disputa de pênaltis, o nervosismo tomava conta de todos nós fiéis torcedores, mas, São Jorge estava conosco e acompanhou toda aquela sequencia de pênaltis que nos sagraria nos pés dele, Edmundo. Ninguém poderia dar maior prazer a torcida corinthiana do que ele, ídolo de nosso maior rival, perdendo aquele pênalti que nos levou ao topo do mundo! O Corinthians, time do povo era o DONO DO MUNDO!

Heróis da conquista: Dida, Índio, Adílson Batista, Fábio Luciano, Kléber, Rincón (capitão), Vampeta (’91 Gilmar), Marcelinho Carioca, Ricardinho (’46 Edu), Edílson (‘112 Fernando Baiano), Luizão. Téc. Oswaldo de Oliveira.

MUITO OBRIGADO!!!

 

AQUI você confere a confirmação do site da FIFA, os PRIMEIROS campeões MUNDIAIS.

Que o sonho de sermos campeões seja eterno, e que nós sejamos eternamente campeões!

Hugorkut

Natal Corinthiano

 

Por Paulo Unzelte:

Parece brincadeira hoje em dia, principalmente por causa do calendário e da profissionalização do futebol brasileiro, mas o Corinthians já jogou em datas bem pouco prováveis. As mais absurdas seriam véspera e dia de Natal. Tudo bem que na época as opções de entretenimento na cidade eram pouquíssimas se comparadas a hoje, mas que deve ter sido estranho ver o Coringão entrar em campo junto com o Papai Noel, isto deve ter sido.

Aproveito a oportunidade e desejo a todos feliz Natal!!!

Véspera de Natal dolorida:

Era 24 de dezembro de 1922 quando o Corinthians enfrentou o Palestra Itália pelo segundo turno do Campeonato Paulista no Parque Antarctica. O jogo pareceu barbada para o Palestra, que fez três a zero no primeiro tempo. Mas, a valentia e a garra alvinegra faziam parte dos jogadores da época e o Corinthians apertou e fez dois gols em 18 minutos do segundo tempo. A partir daí o Palestra segurou o jogo e saiu com a vitória por 3 a 2. Pelo Coringão marcaram Amílcar, de pênalti, e Gambarotta, enquanto Ministro, Conrado e Imparatinho fizeram para os rivais. Mas este resultado não atrapalhou que o Corinthians conquistasse o Campeonato Paulista de 1922.

O Bugre fez o papel do Peru:

O Corinthians enfrentou o Guarani na véspera de Natal, pelo segundo turno do Campeonato Paulista de 1950. A partida foi realizada no Parque São Jorge e o Coringão estava com fome de bola, ao vencer por 3 a 1. O time jogou com Cabeção, Newton e Rosalém; Idário, Touguinha e Julião; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Edécio e Jonas, sob o comando de Newton Senra. Os tentos do Alvinegro foram marcados por Cláudio (de pênalti), Jonas e Luizinho, enquanto o gol bugrino foi de Renato.

Um presente para o moleque travesso

No Natal a boa educação manda dar presente para a molecada. O Coringão seguiu esta norma e meteu três gols no Juventus em 24 de dezembro de 1952, em partida realizada no Pacaembu pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro. Os jogadores que esperaram Papai Noel jogando foram Gilmar, Homero e Olavo; Idário, Julião e Roberto; Cláudio, Luizinho, Zezinho, Carbone e Souzinho. O técnico era Rato. Os gols foram marcados por Luizinho, Souzinha (pênalti) e Carbone.

Um Natal de cabeça quente:

Em 25 de dezembro de 1921 enfrentaram-se Corinthians e Palestra Itália. A partida foi realizada no Parque Antarctica e valia pelo segundo turno do Campeonato Paulista daquele ano. O resultado foi um verdadeiro “presente de amigo da onça”. O Coringão perdeu por 3 a 0, gols de Marttinelli, Imparato e Heitor. Os grandes craques do alvinegro eram Amílcar, Neco e Tatu.

Um Natal com goleada:

Em 25 de dezembro de 1932 o Coringão venceu a Portuguesa por 5 a 1, em uma partida amistosa. A goleada aconteceu no Parque São Jorge e contou com um grande público. Os gols corintianos foram marcados por Acácio, Rato II, Feitiço (2 vezes) e Guimarães. Já o gol da Lusa foi marcado por Carioca.

Natal com os “gringos”:

Em 25 de dezembro de 1945 o Corinthians enfrentou os paraguaios do Libertad, num amistoso internacional. O jogo foi realizado no Pacaembu e acabou empatado em 3 a 3. Os três gols alvinegros foram marcados pelo inesquecível Servílio, enquanto os gols paraguaios saíram dos pés de Equivel (2) e Arévalo. O Corinthians jogou com a seguinte formação: Bino, Ariovaldo e Rubens; Hélio, Brandão e Palmer; Cláudio, Servílio, Maracaí (Jerônimo), Ruy (Bode) e Pipi (Lolo). A equipe era comandada por Alcides de Souza Aguiar.

Natal com título é muito melhor:

Apesar de não ter sido disputada na véspera de Natal, mas a final do Campeonato Brasileiro de 1998 beirou as comemorações natalinas. Em 23 de dezembro de 1998 o Corinthians e o Cruzeiro fizeram a terceira partida final do Brasileirão. Neste ano o Papai-Noel vestiu preto e branco com o título corintiano. A partida, que foi disputada no Morumbi, acabou 2 a 0, com gols de Edílson e Marcelinho. O time que jogou a partida foi formado por Nei, Índio, Batata (Cris), Gamarra e Silvinho; Vampeta, Rincón, Marcelinho e Ricardinho (Amaral); Edílson e Mirandinha (Dinei), sob o comando de Vanderlei Luxemburgo.