Quarto Capítulo

 

Há cento e um anos uma grande teia de relações e acontecimentos estava prestes a concretizar o maior movimento social do país. Fazia esse mesmo frio que está fazendo essa semana; no meio da tarde saía esse mesmo sol para esquentar e nos preparar para as noites frias de agosto. Mas o ar era limpo, a cidade ainda tinha chão de terra, e os rios eram quase todos ainda saudáveis.
A plebe desta Paulicéia estava descontente com o escamoteamento de seus espaços públicos, e nesse descontentamento estava se mobilizando, criando uma Resistência sem precedentes.
Remontar aqueles dias de epopéia para se concretizar a Utopia, desde maio, passando pelo inverno todo e chegando às noites de agosto de 1910, é tentar percorrer as trilhas das antigas chácaras em direção às Várzeas, tentar perambular pelas esquinas do velho Bom Retiro, pelos becos que acabavam no trilho do trem. É passear de tílburi e de bonde, andar pelas fábricas, pelos armazéns, pelas alfaiatarias e barbearias, e por todos os botecos da cidade. É buscar enxergar aqueles olhos de Povo que viam aquela Idéia Viva acontecer naturalmente, sem se darem conta de que estavam criando algo muito além daquele pequeno anarco-sindicato que tinha como “desculpa” um Clube de Verdade.
Futebol é público, e tudo o que é público, é político. E foi pela via esportiva que este anarco-sindicato se mobilizou, sem desconsiderar nenhum espaço público.
O Povo teria Voz, mas ainda não sabia disso. E faziam tudo como se aquilo que estavam criando já fosse não só a Voz, mas o Coração e a Alma.
O final de agosto de 1910 foi o momento determinante, quando o Embaixador chegou e inspirou aquele bando de loucos. Eles, naquelas horas, não poderiam imaginar que o Clube de Verdade que eles sonhavam faria uma bela homenagem ao Embaixador, presenteando o nome Corinthians com a concretização e Existência da Utopia; Manifestação palpável do anseio popular por emancipação, diria Lourenço Diaféria, mais de oitenta anos depois…
Enquanto vislumbravam o grandioso Futebol do Embaixador, que goleava e massacrava o adversário, dentro de todos os limites do civilizado Futebol, e ao mesmo tempo de forma tão pujante quanto nunca haviam visto igual (aliás, ninguém jamais havia visto. Eram os Embaixadores, afinal de contas), aquele bando de loucos também não tinha condição de imaginar o quanto a História desta Utopia que eles começavam a concretizar iria expressar a própria História do país, do mundo, da raça humana.

Há cento e um anos… Já começou o segundo século de História. Promissora História, como sempre foi. Pois até mesmo quando observavam o desdém daqueles que não entendiam a Idéia, aqueles Primeiros Corinthianos sonhavam exatamente como nós, Corinthianos de hoje, sonhamos. O Corinthians é um sonho; um Ideal. Uma Causa de Vida.
Promissora História, que deve a Existência a essa Causa. Pois aqueles Primeiros Corinthianos sabiam o que era Democracia. E nenhuma associação aconteceu tão democraticamente – e por isso mesmo, das tripas coração, sempre! – quanto aquela grandiosa Utopia que se iniciava há exatos cento e um anos. Uma Causa Libertária, pelas mentes que a sonharam e pelos braços que a construíram. E sonho que se sonha junto, que passa a ser realidade, é uma plena autogestão em curso. Aquele bando de louco saiu do jogo do Corinthian Football Club sonhando “o NOSSO time tem que ser igual aos Corinthians! Ou isso, ou nada!”. É que eles não poderiam imaginar que seria MUITO MAIS que isso. “O Corinthians não conquista vitórias apenas para alimentar sua vaidade ou para fazê-las constar em manuais de história. O Corinthians busca o título para dá-lo ao Povo, como prova de carinho, como a corda mi do cavaquinho de Adoniran. O Corinthians conquista suas Glórias para que o Povo dê sentido à vida, e para que as pessoas simples descubram que a vida vale a pena”

GÊNIOS DO POVO
GÊNIOS DO POVO

1) Anselmo Correa, 2) Alfredo Schürig (o que prova que ele estava nos primórdios do Clube, e não chegou depois, como ficou na História), 3) Felipe Valente, 4) Raphael Perrone
5) Miguel Bataglia, 6) Antônio Pereira, 7) Joaquim Ambrósio (quem sugeriu que a Companhia de Jorge se chamasse SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA).

101!
VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!

Terceiro Capítulo

O Corinthians é a multidão de pessoas que fazem o Corinthians, e é assim desde aquele mês de maio de 1910. A Idéia Viva foi iluminada pelo clarão do Cometa, a Utopia brotou, e a teia de relações para fazer acontecer o maior anarco-sindicato já visto por aqui foi acontecendo naturalmente. A vontade geral prevaleceu, enquanto transcorria o inverno, e de rua em rua, de fábrica em fábrica, de bairro em bairro, o Clube do Povo foi galgando espaço e sendo conhecido – antes mesmo de existir de fato.

Rapidamente, então, chegou aos ouvidos dos irmãos Bataglia essa vontade popular de criar um Clube do Povo, e dos grandes amigos de Miguel, Alexandre Magnani foi quem mais se encantou com a idéia. Se o Pereira e os Bataglia conheciam muita gente, e gente importante tanto quanto gente humilde e trabalhadora, Alexandre Magnani conhecia tanto quanto ou até mais, por causa de sua profissão. Era cocheiro de tilburi, o equivalente a taxista hoje em dia, e seu ponto ficava do lado da Estação da Luz. Os barões do café, quando vinham para capital, iam para o centro da cidade, nos hotéis e cafés da XV de Novembro, no cocho de Magnani. E se o Bom Retiro era aonde primeiro chegavam notícias do mundo afora, boa parte delas seguiam pelo cocho. E Magnani foi, de saída, um dos grandes propagadores da Utopia, e ele próprio convenceu muita gente falando do Clube do Povo que não tem patrão, apenas o Povo exercendo sua emancipação. E com isso convenceu os trabalhadores, que como ele, não tinham patrões e eram donos de seus próprios narizes, bem como os operários e serviçais que tinham seus patrões – e desejam acima de tudo esta mesma emancipação.

As pessoas ouviam falar do Clube do Povo, e muitas aderiram à idéia. Mas já havia aquela gente que não suportava ouvir falar em emancipação popular, e disfarçavam o incômodo fingindo dar risada da idéia. De fato, muito avançada a Idéia…

Foi em uma dessas tantas conversar com o amigo Miguel que Alexandre, quase sem querer, instigou o Espírito Corinthiano dos primeiros tempos. Pois veio a ter com Bataglia, dizendo que aquele seria um Clube de Verdade. E Miguel respondeu algo como “Mas não tem nem de onde tirar dinheiro pra comprar as meias!”. “Se arruma!”

O “Se arruma” era o próprio vislumbre dessa teia de relações que já estava formada. Entre eles, havia Rafael Perrone, que era sapateiro, Joaquim Ambrósio era, ao lado de Pereira, pintor de paredes, Anselmo Correa era motorneiro de bonde e João da Silva era pedreiro. Foram estes considerados, depois, os Cinco Fundadores. Mas nesta perspectiva que tecemos aqui, com relação a essa teia de relações, podemos dizer que os Fundadores eram muitos mais. Por exemplo, o ferroviário Jorge Campbell espalhou a idéia pelas estações e pelos trilhos dos trens, enquanto Felipe Valente espalhava pelas fábricas. E muitos outros chegavam para compor o grupo, antes mesmo do Clube de Verdade se firmar e acontecer de fato.

Foi nessa época que o Delegado Franklin de Toledo Pisa recebeu um ofício superior determinando o fechamento de uma associação de “arruaceiros” da Várzea do Bom Retiro. E foi falar com aquele pessoal do Botafogo da rua Paula Souza. Pela enésima vez, aliás, pois tantas foram as vezes que um jogo do Botafogo tinha descambado para a briga, que Franklin precisou de toda a paciência para chegar ao Capitão Cesar Nunes e tentar convencê-lo de que a coisa ali naquele ofício era muito séria.

O Delegado gostava de assistir Futebol, era amigo daquela rapaziada, e acima de tudo, conforme todos ali disseram e nos deixaram documentado, ele tinha um bom coração. E sabia que a Idéia Viva estava correndo solta. Partiu dele, portanto, a aproximação desses boleiros com a turma que queria fundar um Clube de Verdade.

Disse para eles mais ou menos o seguinte; “Olhem, vou precisar fechar o Botafogo, mas não quero ver ninguém aqui chateado comigo. Vocês precisam de um cérebro para esse coração indômito que vocês têm. E tem um pessoal querendo fundar um Clube, e eles tem a Idéia de ser um Clube de Verdade. Vão lá conversar, vocês poderão se ajudar uns aos outros, e me ajudar também, pois se não cumprir esse ofício a coisa vai ficar feia pra mim, e pra vocês. Entenderam?”.

Diante do desafio do Delegado, Cesar Nunes respirou. Pensou. E respondeu mais ou menos nesses termos; “Vamos lá, sim, Seu Franklin, deixa com a gente. Mas ninguém vai fechar o Botafogo, não!”

De fato, o Botafogo só veio a encerrar seu quadro muito tempo depois, mas isso deixaremos para contar em outro momento. Mas o pessoal do Botafogo, assim como do Domitila, do Tiradentes e de outros tantos Clubes da Várzea, já estavam rondando a Idéia Viva, antes de acontecer de fato.

Foi assim que as coisas estavam quando a notícia da chegada do Embaixador do Esporte Bretão chegou aos ouvidos de Alexandre Magnani, e dali, para a barbearia do Bataglia, e para o Bom Retiro inteiro, em questão de minutos. Diziam que os ingleses haviam aceitado o convite do SPAC, o São Paulo Athletic Club, e que estavam para desembarcar na Estação da Luz na manhã do dia 30 de agosto de 1910. Depois de golear o elitista Fluminense por 10 a 1, um combinado carioca por 8 a 2 e um “selecionado brasileiro” por 5 a 2, no Rio de Janeiro.

Naquela manhã, quem pôde comparecer nas festividades de recepção para os ingleses, viu uma festa digna do porte do Embaixador Corinthian Football Club. Alexandre Magnani, os irmãos Bataglia, entre outros, estavam ali, naquela terça-feira, pois eles não tinham patrões. E a grandeza do Embaixador chegou à Idéia Viva naquele mesmo instante. Depois do brilho fulgurante do Cometa, o Embaixador foi a grande inspiração para a Utopia…

Segundo Capítulo

Com aquilo que podemos chamar “pano de fundo”, que está no primeiro capítulo da semana passada, temos a concepção do Sonho. Na praia do rio Tietê em seu estado natural, ao som do seresteiro, iluminados por uma fogueira na noite, o Cometa os inspirou. E a Utopia brotou na mente daqueles trabalhadores, como uma semente de uma árvore gigantesca que é depositada no solo fértil do velho Guaré, e no mesmo instante começa a despontar.
Guaré era o nome tupi para a área onde hoje estão boa parte da Barra Funda e todo o Bom Retiro, e foi traduzido para o português como “Terras Alagadas”, embora para os índios quisesse dizer muito mais que isso. Guaré era um território de caça, um espaço estratégico para a sobrevivência das aldeias que perambulavam pelo grande planalto do vale do rio Tietê. E quando Anchieta chegou com um povo que havia sido subjugado pelos Guaianazes na borda do campo, na vila de Santo André, trazendo os algozes pelo caminho ao longo do Tamanduateí – e eles se instalaram no espigão do Caaguaçu – os Tupinambás eram liderados por Caauby e Tibiriçá, na colina que servia de fortaleza para duas grandes aldeias, e guardavam os rios no entorno que desciam o espigão, mas sobretudo a grande Várzea que se estendia ao norte. Pois ali era um imenso jardim de caça e coleta, mas não se arriscavam a manter roçados, preferindo cultivar no alto da colina-fortaleza (a Praça do Patriarca e o entorno da Praça da Sé são os descampados reminiscentes destas pequenas lavouras de susbistência). No entanto, guardavam o jardim do Guaré atentamente.
Com o tempo, os índios foram sendo espoliados, e o grande jardim passou a ser uma colcha de retalhos de chácaras, e em tempos mais próximos passou a ser cortado por ruas, em sua parte mais alta, onde a água do rio não alcançava. E essas ruas passaram a formar um bairro, distante do centro da vila, que sempre foi a colina. Os ecos do velho Guaré e de seu esplendor natural de imenso Jardim inspirou um novo nome, e passou a ser chamado de Bom Retiro, pois era de fato o que o nome indicava. E ali foram instaladas as estações de trem, o parque da cidade, a escola politécnica, a escola de farmácia, os estabelecimentos de serviços variados, e a hospedaria dos imigrantes, que chegavam aos borbotões. Nessa época o idioma tupi, chamado de nheengatu, a língua velha, fora substituído pelo sotaque ítalo-português, que passou a ser característica dessa cidade-monstro no século que começava. Tudo isso é apenas para dizer que foram as pessoas deste pujante bairro de periferia que sonharam. E nada disso é por acaso.
Essas pessoas eram trabalhadores, e embora não se pudesse dizer que havia uma “classe média”, pois a sociedade era marcadamente dividida por barões e patrões, de um lado, e do outro por quem devesse vender a força de trabalho para sobreviver, muitos deles eram em certa medida prósperos. Entre eles havia o pintor de paredes, Antonio Pereira, que trabalhava no escritório de Ramos de Azevedo, o arquiteto uruguaio que fez grande parte dos prédios que marcaram a ascensão da vila colonial atrasada do tempo do Império para uma cidade em pleno crescimento, a ponto de se tornar a metrópole que “mais cresce no mundo”. Seu Pereira era um jovem idealista de sangue quente português, em 1910. Já tinha economias guardadas pensando em abrir uma empreiteira, e conhecia muita gente, como um bom cidadão do Bom Retiro, que era.
Pois no Bom Retiro é que a cidade acontecia de fato. Era ali que chegavam as levas de imigrantes, era ali que as notícias primeiro se anunciavam, era ali que o povo paulistano ia cuidar da saúde e, finalmente, era ali que os sonhos eram sonhados, por estes que se exauriam nas doze horas de labuta incessante e diárias.
Miguel Bataglia havia sido operário, mas o idealismo que fazia com que os operários se mexessem, exigindo os devidos direitos, fez com que ele se refugiasse na profissão de alfaiate. Seu irmão, Salvador, abrira uma barbearia. E todos no Bom Retiro, e mesmo os barões dos Campos Elíseos, ou dos casarões da Bela Vista, iam até a alfaiataria de Miguel, de forma que quase tudo o que era dito na cidade – pelo menos tudo que se dizia abertamente, e outras coisas mais que não se podia dizer – era dito naquele estabelecimento, e distribuído ao povo, que freqüentava a barbearia, através de Salvador. Sendo assim, também não é por acaso que os dois irmãos tenham se tornado peças fundamentais na concretização do Sonho.
Mas o Sonho de emancipação trazido pelo Cometa se utilizou de uma grande desculpa para acontecer.
Não por acaso falamos do Guaré, a Terra Alagada, a grande Várzea. Pois era ali que o povo trabalhador podia, nas poucas horas dominicais de descanso da labuta incessante, ter seu momento de emancipação, antes de acordar no dia seguinte e reiniciar a massacrante labuta. O velho Jardim do Guaré se transformava em descampados planos onde se praticava o Futebol. E o povo criava seus times de rua, de bairro, de fábrica, e faziam festa nos confrontos que se marcava para esses domingos. Antes dos jogos, faziam pic-nics, churrascos, Festa com música, artistas se apresentavam, e o povo confraternizava.
Essas festas eram promovidas, em sua maioria, pelos sindicatos autônomos que se estabeleciam, comunistas e anarquistas, e havia inclusive uma séria discussão acerca do fator de divisão que o Futebol causava. Pois os ânimos se exaltavam, brigas aconteciam, e eram levadas para dentro do movimento. Alguns diziam que o Futebol cindia o povo!
Mas aqueles que sonharam a grande Utopia pensavam justamente no inverso disso. A Utopia quis reunir todos numa Luta, e assim o fez. Assim, antes mesmo de ser uma Torcida que criou o próprio Timão, num movimento que nenhuma outra agremiação conseguiu fazer igual, sequer semelhante, e que demonstra a Força do Sonho, a Utopia se concretizava como um pequeno anarco-sindicato, sonhador, utópico, cuja missão era a de devolver o Futebol ao Povo. Pois os barões achavam que seus campos e sua Liga eram onde se praticava o “futebol”, mas o Povo sabia que Futebol mesmo acontecia na Várzea.
Para isso, antes mesmo de chegar o Embaixador do Esporte Bretão, o Corinthian Football Club, os que sonharam juntos sob o brilho fulgurante do Cometa se articulavam nas ruas, nos bairros e nas fábricas para concretizar este anarco-sindicato, antes mesmo de concretizar a Seleção Varzeana em campo. Mas do anarco-sindicato até o Timão em campo, existe um longo caminho, uma grande teia de ações e relações que foi instituída para que acontecesse o Clube do Povo, que não tinha dinheiro nem pra comprar as meias, naquele inverno de 1910 que já transcorria…

 

 

Filipe Gonçalves

Introdução a História

É impossível, na prática, buscar com precisão o momento em que foi criado o Clube do Povo. Se está no Distintivo uma data exata – 1910, ou ainda, 1-9-10; 1º de Setembro de 1910 – e se verificarmos a Memória dos Primeiros Corinthianos, veremos que ela não passa de uma simbologia, um Marco de Fundação. E se nos aprofundarmos na História toda, então a Data exata passa a ser um mero enfeite, muito embora considerado, como deve ser.
Pois a Mais Bela História que a Humanidade Já Concretizou não carece de um momento específico, pois é anterior e vai para além da Eternidade, como pretenderemos demonstrar nestas linhas que agora iniciamos nesta velha Coluna do Blog da Rádio-Bunker Coringão. Tenho a honra de suceder Paulo Unzelte por aqui, semanalmente se São Jorge quiser – e o Hugo também – contando à minha maneira a História deste Mais-Que-Gigante; o Nosso Corinthians. E, sim, essa História surge nas profundezas do Tempo, e dali a mente humana pode vislumbrar apenas centelhas de luz num vasto infinito. O Mestre Lourenço Diaféria, quando escreveu a Bíblia “Coração Corinthiano” disse, no Capítulo LXXIII “A Vida Colorida em Branco e Preto”, que “Além da paixão, a história do Corinthians precisará ter ouvidos para o sussurro das sombras, acreditar na veracidade da imaginação”. Evidente que hoje em dia já se tem documentado uma variedade de coisas, estas que o Mestre chamou de sussurro, e a grande maioria dessas imaginações foram comprovadas “cientificamente”, como diriam os historiadores.
Um caso recente de Lenda que se comprovou é a Camisa Bege e dos calções brancos, da infância do Gigante Corinthians. Esmiuçaremos todos estes pormenores ao longo de nossa participação por aqui, mas hoje preparamos o terreno, apenas. Pois linhas e palavras são pouca coisa quando se trata de transmitir a Mais Bela História. E o Mestre vai além dessa frase citada; “A história do Corinthians depende de auscultar a voz dos fantasmas, voltar a percorrer as margens do Tietê com seus sanhaços e tiê-sangues – pois ali ainda pairam os ecos dos primeiros sonhos”.
O sussurro das sombras, o sopro da Memória dos Antigos, a vastidão do infinito… Tudo isso conta a História do Corinthians, pois o Corinthianismo é atemporal e de sua Eternidade, temos sua concretização no Nosso Corinthians. O Clube do Povo, portanto, é o Eterno Corinthianismo concretizado, no tempo e no espaço. Os Filósofos antigos diriam que o Corinthians participa do Corinthianismo, assim como a humanidade participa da natureza. Mas há muito mais Natureza nisso do que podem sonhar as vãs Filosofias. Mas sobre isso, também, deixaremos para falar em momento oportuno.
Chegamos ao tempo e espaço aonde a concretização do Corinthianismo, o Nosso Corinthians, veio acontecer. O Rio Tietê, ainda limpo, saudável, com suas ilhas fluviais e suas praias. Ainda que fosse já um arremedo daquele Paraíso na Terra, identificado pelo Anchieta missionário. Foi este o Berço da Utopia. E a faísca que acendeu a chama que jamais se apagará foi inspirado por algo que atravessava o céu como uma lâmina de fogo, naquele mês de maio de 1910. Das profundezas do Infinito Universo chegou o Cometa, que inspirou e renovou os Ideais do Povo. O clarão da luz brotou nas mentes abençoadas de alguns, e humildes, porém mais que valorosos trabalhadores desta velha Piratininga de Anchieta. Um velho sonho que almejam foi aceso para sempre. Construir, com as próprias forças, um clube de verdade. Do Povo e para o Povo.
E naquele mês inteiro, depois do exaustivo batente, jornadas de doze horas de trabalho, tiveram como recanto sagrado para o Sonho aquela prainha do Tietê, o Areal do Bom Retiro, naquelas noites quase frias da época dos lírios brancos, aquecidos pela fogueira, enternecidos pelos seresteiros e iluminados pelo Cometa. Para eles, uma Utopia insondável, um sonho juvenil de mera esperança irrealizável. A pobreza material ardia naqueles Corações. Mas a verdadeira riqueza, aquela da Alma, que vale muito mais que o peso de todas as estrelas dos confins regateado em ouro puro, conclamava para a Concretização daquela Utopia. E eles sonharam. “Sonho que sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que sonha junto, é realidade”. Sonharam juntos o mesmo sonho. A grandeza do Sonho e da Alma deles – e nossa – é o que contaremos por aqui.
E se não fosse por esse mês de maio de 1910, o mundo não seria o que é hoje, de nenhuma maneira.
Assim, podemos considerar iniciada esta série.
VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!

O BLOG DA RÁDIO CORINGÃO ESTÁ DE VOLTA!

Layouts e Redatores novos, com alguma coisa em comum o CORINTHIANS!

Layouts e Redatores novos, com alguma coisa em comum o CORINTHIANS!

Fiel nação sob as bençãos de São Jorge!

O Blog da Rádio Coringão está de volta! E cheio de novidades para todos os torcedores do Todo Poderoso Timão! Novos colunistas, novas colunas e muita, MUITA INFORMAÇÃO todos os dias para vocês! As mudanças começam pelo layout. Um blog mais agradável e Corinthiano nos detalhes para que os ouvintes/leitores da Rádio Coringão se sintam cada vez mais em casa ao entrar. As colunas divididas por assunto ou redator vão facilitar a busca pelo que mais agrada a todos vocês, e a partir de segunda-feira o Corinthians entrará na sua casa também por estas linhas! Para que vocês já se habituem e conheçam um pouco mais do novo BLOG da Rádio Coringão, abaixo segue a sequência de seus redatores, os assuntos e os dias de postagens dos mesmos!

VISÃO DE JOGO:

Logo depois do jogo do timão quem entra em campo é Hugorkut Ollivers com os comentários de como foi a partida e da atuação do Timão contra os seus oponentes. Uma visão diferenciada dos comentários feitos no calor do jogo quando tudo ainda está muito quente. Com a coluna Visão de Jogo você poderá reavaliar seus conceitos juntamente conosco e sentir novamente todo o calor da partida, participe, comente, pois a sua visão também nos interessa!

Quando: Sempre um dia após os jogos do Corinthians.

  

OPINIÃO FEMININA:

O charme e a leveza feminina tomará conta do BLOG da Rádio Coringão pelas mãos de Paulinha Pezutto. Uma visão mais feminina de tudo que acontece no cotidiano do timão, afinal de contas cada dia mais as mulheres fazem parte do mundo do futebol e o universo dentro das quatro linhas está sobre o olhar perfeccionista e apaixonado delas. Você mulher fiel corinthiana, chame as amigas e venha conferir tudo o que uma mulher pensa de seu clube e discutir conosco todos os seus pensamentos!

Quando: Toda terça-feira.

 

VOZ DA ARQUIBANCADA:

Will Coringão está de volta nessa nova fase! O representante da massa formada por mais de 30 milhões de loucos entra em campo toda semana para nos contar o que pensa o fiel torcedor que vai a todos os jogos, qual a visão dele de tudo o que se refere ao Corinthians. As alegrias, as decepções, as aflições e os anseios de quem assim como você tem separado nas contas de início de mês o pagamento de todos os ingressos dos jogos do timão! Venha dividir suas emoções alvinegras com Will no Voz da Arquibancada, uma das colunas mais antigas do nosso BLOG!

Quando: Toda quarta-feira.

 

 

100 ANOS DE HISTÓRIA:

A coluna de história do BLOG está com redator novo! Filipe Gonçalves, apresentador do programa que tem o mesmo nome da coluna e historiador do timão vai nos contar post a post trechos maravilhosos da história do clube do povo! Venha conhecer e contar as suas histórias a este menino que sabe tudo de Corinthians! 100 Anos de História é muito mais que uma coluna, é uma escola de Corinthians que tem um professor PHD no assunto. E viva o Corinthians nosso de cada dia!

Quando: Toda sexta-feira. Exceto quando houver jogo na quinta-feira, neste caso a coluna irá ao ar na própria quinta-feira.

 

 

POLÊMICA CORINTHIANA:

A coluna mais contundente do nosso BLOG está nas mãos de Denis Tassitano, comentários polêmicos, sarcásticos e totalmente contundentes irão ao ar por aqui. A cada semana os assuntos do Timão ganharão mais força e argumentos de quem defende o manto alvinegro em qualquer lugar do mundo. Quer tirar sarro de um torcedor rival? Quer ter argumentos para debater na mesa do bar? Esta coluna é feita pra você! Denis Tassitano não perdoa e vai com tudo ao ataque, embarque com ele e acabe com os adversários! 

Quando: Todo sábado.

 

 

É isso ai pessoal! Além de tudo isso, posts especiais ainda podem aparecer pelo caminho na coluna “Prá Descontrair” e na coluna “Corinthians Dia a Dia” porque o BLOG da Rádio Coringão é como o time: Não para! Não para! Não para! Nunca! Aguardamos todos vocês a partir de segunda-feira!

  

Que o sonho de sermos campeões seja eterno e que nós sejamos eternamente campeões!

 

 

Hugorkut Ollivers